Um pai desesperado chamou o médico para lhe pedir ajuda. O homem havia sido diplomata do governo da Venezuela e disse ao profissional de saúde que seu filho sofria de um cruel engano ou ilusão.
– Que tipo de engano? – inquiriu o doutor.
– Meu filho de 30 anos de idade pensa que não sou seu pai. Diz que sou um impostor. Fala o mesmo sobre sua mãe. Ele afirma que não somos seus pais verdadeiros – disse o homem fazendo esforços para não fraquejar sua voz.
O filho havia sofrido um acidente e esteve em coma três semanas. Quando saiu do coma reaprendeu a falar, a caminhar e pouco a pouco recuperou a memória. Tudo parecia voltar à normalidade, com a exceção de que estava convencido de que seu pai não era seu pai, mas um impostor. Quando lhe perguntavam quem era o homem que cuidava dele e se preocupava com ele, o rapaz dizia que era uma boa pessoa, de fato tinha o mesmo aspecto de seu pai, mas na realidade não era seu pai. “Não deseja me fazer mal”, acrescentava, “talvez seja uma pessoa a quem meu verdadeiro pai lhe paga para que cuide de mim”.
O jovem sofria da síndrome de Capgras, uma das mais raras na neurologia. As vítimas, normalmente muito lúcidas, chegam a considerar seus conhecidos mais próximos, normalmente pais, filhos, esposos, irmãos, como impostores.
É interessante notar, entretanto, que esses tipos de casos não são estranhos na relação entre Deus e Seus filhos. Quando Adão pecou no jardim do Éden, Satanás conseguiu convencê-lo de que Deus não era realmente seu Pai, mas um impostor. Deus não seria o Criador, mas uma pessoa que havia ocultado um segredo que capacitaria o homem a ser como Deus. Hoje, muitas pessoas, aparentemente, não rejeitam a Deus. Reconhecem que o Senhor cuida deles e lhes provê o necessário para viver. A diferença consiste em que não O reconhecem como seu Pai. Portanto, não obedecem a Suas orientações. Suas ações, mais que suas palavras, indicam o tipo de relação que têm com Ele.
Quem é Deus para você? Que tipo de relação você tem com Ele? Pense nisso durante este dia.