Quarta-feira
08 de julho
“Sabedores” religiosos
Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mateus 23:23

Os “sabedores” ou “savants” são geralmente pessoas que enfrentam sérios distúrbios mentais, mas que possuem habilidades extraordinárias. Alguns, com coeficiente intelectual abaixo de 50, conseguem realizar feitos impressionantes, como encontrar um número primo de oito dígitos ou calcular, em segundos, a raiz cúbica de um número de seis dígitos.

Tom, por exemplo, era cego e não conseguia calçar seus sapatos, mas aprendeu a tocar piano apenas ouvindo o instrumento. Ele conseguia tocar qualquer peça com a mesma habilidade de um pianista experiente. Em uma ocasião, interpretou três peças ao mesmo tempo: uma com a mão esquerda, outra com a direita, enquanto cantava uma terceira.

Nadia, uma garota com coeficiente intelectual entre 60 e 70, pintava quadros com realismo excepcional aos 6 anos. Outro garoto sabia dizer a hora exata, incluindo os segundos, com a precisão de um Rolex. O mais surpreendente é que, às vezes, ele sussurrava a hora enquanto estava dormindo. Outro ainda tinha a habilidade de medir com exatidão as dimensões de um objeto, mesmo a mais de seis metros de distância, como, por exemplo, “essa rocha tem 87 centímetros de largura”.

Já parou para pensar que também podem existir “sabedores” do ponto de vista religioso? Eles se especializam em aspectos muito específicos da Bíblia ou da experiência religiosa, mas têm dificuldades com o quadro geral. Podem ser obcecados por um único tema e produzir muitos escritos, com muitas citações, promovendo posições extremas, mas negligenciam outras passagens que poderiam trazer equilíbrio às suas ideias.

Deus busca pessoas cujo caráter seja íntegro, de forma que a verdade do evangelho se reflita de maneira equilibrada em nossa vida. Não adianta dizimar a menta e o cominho enquanto se descuida da justiça, da misericórdia e da fidelidade. E você, o que tem priorizado? Está mais preocupado com sua religiosidade do que com seu cristianismo genuíno?