Quando surgiu a ideia da evangelização via satélite, muitos a consideraram cara demais. Na época, projetores de vídeo e receptores de sinal custavam muito mais do que hoje, chegando a sete mil dólares por igreja nos Estados Unidos. Para congregações pequenas, o custo parecia inviável, e o método ainda não havia sido testado. Mesmo assim, muitas aceitaram o desafio e descobriram que, com a bênção de Deus e a preparação adequada, a evangelização via satélite funcionava muito bem.
O pastor Robert Folkenberg, ex-presidente mundial da Igreja Adventista, e o pastor Wakaba, presidente da Igreja na África do Sul, idealizaram a primeira campanha de evangelismo via satélite no continente africano, que deveria ser realizada em Soweto. A igreja local entendeu o plano, mas seria possível expandi-lo para o restante do continente? Os crentes conseguiriam arcar com os custos do equipamento? O desafio era imenso.
Naquela época, na África, o equipamento para baixar o sinal incluía uma antena parabólica de até três metros, um decodificador e cabos, que custavam cerca de 15 mil dólares. Com um projetor de vídeo, o valor chegava a 25 mil. Para um operário que ganhava 50 dólares por mês, isso equivalia a 25 anos de salário.
Imagine que uma igreja de um país rico tivesse que investir o equivalente a duas décadas da renda de um membro. Quantas estariam dispostas a aceitar esse desafio? Entretanto, na África, na Europa Oriental e na Índia, muitas fizeram exatamente isso, contribuindo financeiramente para o projeto. Diante desse imenso sacrifício, missionários estrangeiros ficaram profundamente emocionados ao testemunhar tamanha dedicação.
Assim como a igreja da Macedônia e a viúva pobre (Mc 12:42), que ofertaram com generosidade mesmo em meio à necessidade, Deus sempre toca o coração de Seus filhos para que façam sacrifícios como esse e cumpram a missão que lhes foi confiada. E você, faria o mesmo?