No tempo em que o telégrafo era o meio de comunicação mais rápido, aconteceu um fato que originou a seguinte história, mencionada por Gary Preston em seu livro Character Forged from Conflict [Caráter Forjado Pelo Conflito]. Um jovem, interessado em trabalhar como telegrafista, respondeu a um anúncio e foi até o local indicado. Ao chegar, entrou em um escritório grande e barulhento, onde se ouviam os sons característicos do telégrafo.
Um letreiro indicava que os candidatos que preenchessem o formulário deveriam esperar até que fossem chamados. O jovem preencheu o formulário e se sentou ao lado de outros sete aspirantes. Pouco depois, levantou-se, atravessou o salão e entrou no escritório. Os outros ficaram surpresos e murmuraram indignados, pois não haviam ouvido nenhum chamado. Esperavam ver o jovem sendo desclassificado, julgando-o atrevido por ter se levantado antes do aviso.
Para surpresa de todos, em poucos minutos o jovem saiu do escritório escoltado por um entrevistador.
– Prezados – anunciou o entrevistador, – muito obrigado por terem vindo, mas o emprego foi concedido a este jovem.
Os demais aspirantes começaram a resmungar.
– Um momento – disse um deles. – Há algo que não compreendo. Ele foi o último a chegar, e nem sequer fomos entrevistados. Por que deram o emprego a ele? Isso não é justo.
– Sinto muito – respondeu o empregador –, mas todo o tempo que vocês estiveram aqui sentados, o telégrafo emitiu a seguinte mensagem em código Morse: “Se você entender esta mensagem, entre no escritório. O emprego é seu.” Nenhum de vocês a escutou nem a entendeu. Este jovem sim. Portanto, o emprego é dele.
Ótima lição, não é mesmo? Deus fala em meio ao tumulto e à agitação da vida. A chave é saber ouvir e entender. Como diz o verso de hoje: “Deus fala de um modo, sim, de dois modos, mas o homem não atenta para isso.” Por isso, Jesus disse: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc 4:23). Você tem ouvido o chamado de Deus?