Um dos deveres sagrados dos servos de Deus é buscar novos obreiros e líderes para Sua obra. Foi o que Paulo fez ao escolher Timóteo como seu companheiro de missão.
Tim Crosby, no livro Vestes da Graça, relata uma história notável de Clemente de Alexandria, também mencionada na História Eclesiástica, de Eusébio. Após a morte do imperador Domiciano, que havia exilado João para a ilha de Patmos, o apóstolo retornou a Éfeso e viajou por várias cidades com o objetivo de ordenar novos ministros.
Em uma dessas cidades, João observou um jovem fisicamente saudável e de forte personalidade. Ele disse ao bispo: “Recomendo esse jovem aos seus cuidados, diante da igreja e com Cristo como testemunha.” O bispo aceitou a recomendação, levou o jovem para sua casa, educou-o e o batizou.
Ellen White, ao abordar o ensino das novas gerações, declara: “Quando homens promissores e hábeis se convertiam, como no caso de Timóteo, Paulo e Barnabé procuravam zelosamente mostrar-lhes a necessidade de trabalhar na vinha. E, quando os apóstolos partiam para outro lugar, a fé daqueles homens não vacilava; pelo contrário, aumentava. Tinham sido fielmente instruídos no caminho do Senhor e ensinados a trabalhar de forma abnegada, com fervor e perseverança pela salvação de seus semelhantes. Essa cuidadosa instrução aos novos conversos era um fator importante no sucesso notável que acompanhava Paulo e Barnabé, quando pregavam o evangelho nas terras gentílicas” (Atos dos Apóstolos, 2021, p. 119).
Quando Paulo regressou a Listra em sua segunda viagem missionária, encontrou Timóteo novamente. Ellen White comenta: “A impressão causada em sua mente tinha se aprofundado com o passar do tempo, até que se convenceu de que era seu dever entregar-se completamente à obra do ministério” (p. 130).
Paulo tratou Timóteo como um filho na fé, e juntos realizaram uma grande obra. Isso é o verdadeiro discipulado. E o que aconteceu com o jovem de Éfeso? Veremos amanhã.