Gosto de começar o dia orando para estar no lugar certo e na hora certa para ser uma bênção ao povo de Deus. Ao caminharmos pela estrada da vida, Deus coloca pessoas em nosso caminho. De repente, deparamo-nos com uma escolha a fazer: parar e ajudar ou ignorar e atravessar para o outro lado. A parábola do bom samaritano (Lc 10:25-37) mostra como um “vizinho” judeu foi amado por alguém muito improvável, um samaritano, alguém pertencente ao povo que os judeus repudiavam.
O que me chama a atenção ao reler essa história é que Deus deu a três pessoas a oportunidade de ajudar alguém em seu caminho: um sacerdote judeu, um levita judeu e um samaritano. O sacerdote e o levita atravessaram a estrada para evitar o homem ferido. Foi uma decisão consciente: “Não vou ajudar!” O samaritano, no entanto, escolheu prestar auxílio. Acreditamos que ele sabia que estava fazendo o que Deus queria que ele fizesse. Até o especialista na lei que perguntou a Jesus: “Quem é o meu próximo?” teve de admitir que o samaritano foi quem teve misericórdia. Ele parou, olhou para o viajante ferido e se conectou com ele.
Recentemente, minha amiga Rose e eu fomos andar de bicicleta por uma trilha de terra. Chegamos a uma bela cachoeira e passamos algum tempo ali, mas, como parecia que uma tempestade se aproximava, decidimos voltar rapidamente. Em uma curva, vimos uma mulher, que perguntou: – Vocês viram uma garotinha? – Não tínhamos visto. Ela passou apressada, e um homem logo atrás explicou: – Nossa filha está desaparecida! Ela tem nove anos e é mais ou menos dessa altura – disse, mostrando com a mão.
Rose respondeu: – Vamos ajudar a procurá-la, mas primeiro preciso usar o banheiro à frente. – Eu pedalei, orando e confiando na promessa do salmo de hoje. Quando voltei, encontrei Rose. Ela disse: – Ao me aproximar do banheiro, ouvi uma criança cantando. Era a garotinha desaparecida!
Porque Rose e eu paramos, ouvimos aqueles pais aflitos e nos conectamos a eles, Deus usou nossas orações para reunir a família. E não nos importamos de nos molhar na chuva ao voltar para casa.
Diane Pestes