Minha família e eu nos mudamos recentemente para uma nova cidade. Meu marido, que é pastor, havia sido transferido. Estava na hora de conhecer novas pessoas e nos adaptarmos ao novo lugar.
Um dia, nossos vizinhos do outro lado da rua vieram nos dar as boasvindas. Vi um lindo gato alaranjado na entrada da casa deles e perguntei qual era seu nome. – Ah, ele não é nosso – disseram. – Nós o chamamos de Cammie. Há alguns anos, os donos dele se mudaram e o deixaram aqui. – Eu amo animais e senti pena dele, então decidi alimentá-lo. Logo, Cammie passou a permitir que eu o acariciasse enquanto comia.
Em uma manhã muito fria, Cammie tentou entrar em casa. Eu queria deixá-lo entrar para se aquecer, mas temia que ele não gostasse. Ele estava acostumado com a liberdade e provavelmente acharia a vida dentro de uma casa muito restritiva. Cammie era um gato selvagem e não entenderia minhas regras sobre não arranhar móveis e não subir nas mesas. Acho que ele não se adaptaria, principalmente porque já tenho um gato de 14 anos bem familiarizado conosco. Ter Cammie dentro de casa destruiria tanto a nossa paz quanto a dele.
Essa situação me lembrou como Jesus quer receber todos no Céu. Em 1 Timóteo 2:4, lemos que Ele “deseja que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. O problema é que, se as pessoas não permitirem que Jesus as transforme, elas não serão felizes no Céu. Elas não conseguiriam se adaptar, e sua presença destruiria a paz daqueles ao seu redor.
Assim como não deixamos Cammie entrar em nossa casa porque ele não mudaria para se adaptar, Jesus não pode permitir que pecadores que se recusam a mudar entrem no Céu. Infelizmente, Ele terá que deixá-los do lado de fora dos portões celestiais.
Peçamos a Deus que nos ajude a confessar nossos pecados, aceitar a salvação em Jesus e permitir que Seu Espírito nos transforme agora, para que não sejamos deixados aqui quando Ele vier.
Christa White Schiffbauer