Sexta-feira
17 de julho
SOB AS ASAS DO PAI
Ele o cobrirá com as Suas penas, e, sob as Suas asas, você estará seguro; a Sua verdade é proteção e escudo. Salmo 91:4

Eu estava trabalhando em Houston, Texas, quando meu líder de equipe me designou um estacionamento. Naquela noite quente de verão, por volta das 19h30, comecei a conversar com as pessoas e, aos poucos, fui vendendo alguns livros. Então, eu me aproximei de um carro estacionado, onde havia um homem. Mostrei-lhe os livros que estava vendendo e expliquei que o dinheiro das vendas ajudaria a pagar meus estudos. – Acredito que você será abençoado ao ler este material – eu disse com um sorriso. No entanto, ele simplesmente me olhou de cima a baixo e soltou uma risada que me deixou bastante desconfortável.

– Não tem problema se o senhor não puder comprar um livro agora – eu disse. – Mas agradeceria caso possa doar alguma quantia para ajudar em meus estudos. – Ele desviou o olhar, desinteressado. – Posso, ao menos, orar com o senhor antes de ir embora? – perguntei.

Depois de orar por ele, continuei procurando outras pessoas no estacionamento, a fim de vender meus livros. Pouco tempo depois, ouvi alguém dizer, do outro lado do estacionamento: – Eu lhe dou dinheiro. – Fiquei feliz e, quando me virei, vi que era o homem do carro com quem havia orado.

– Qual livro o senhor gostaria de comprar? – perguntei. Eu não estava preparada para a risada maldosa que ele soltaria nem para sua oferta: 20 dólares para ir até um canto escuro do estacionamento e ter intimidade com ele. Assustada e sentindo-me desvalorizada, olhei firmemente para ele e respondi: – Desculpe, senhor, se me entendeu mal. Isso eu não farei.

Quando comecei a me afastar, ele passou a me seguir. Tremendo e chorando, comecei a correr, até que esbarrei em uma mulher que estava saindo de seu carro! Assim que ela me viu chorando, perguntou o que estava acontecendo.

Contei-lhe o ocorrido, e ela imediatamente me abraçou, ajudando a me acalmar. Agradecida, dei-lhe um dos meus livros, Paz na Tempestade. Ela, então, orou por mim, e naquele momento senti as asas protetoras de Deus sobre a minha vida. Depois disso, liguei para meu líder de equipe para relatar o incidente. Naquela noite, antes de dormir, agradeci a Deus por ter enviado um anjo para me lembrar de ter “paz na tempestade”.

Diana Celaya