Peguei meu suéter vermelho e subi novamente para procurar mamãe e papai no saguão da igreja. Não os vi nem encontrei meu irmãozinho, Henry. Passei com dificuldade entre as pessoas, que esperavam para falar com o pastor, a fim de verificar do lado de fora da igreja.
Olhei ao redor. O carro não estava lá. Mamãe e papai tinham ido embora! Apertei meu suéter e voltei correndo para dentro. A porta estava fechada, mas a empurrei o suficiente para espiar. Vi Henry com a família Anderson! Corri até ele, e a Sra. Anderson explicou: – Jeanie, sua mãe precisou ir ao hospital. Você e o Henry ficarão conosco.
Eles nos mostraram a casa e prepararam o jantar. Enquanto eu lavava as mãos, rapidamente enxuguei as lágrimas antes que alguém notasse. Ali era diferente. Apesar de ter água encanada, geladeira e nenhum vazamento no teto, não era o meu lar. Embora os Anderson fossem gentis e seus dois filhos adolescentes tentassem nos animar, eu me sentia triste e solitária. Não queria comer, brincar ou fazer caminhadas. Só queria voltar para casa.
Um dia, a Sra. Anderson me chamou: – Seu pai está ao telefone, venha falar com ele. – Como eu nunca havia falado ao telefone antes, hesitei. Depois que papai disse que nos buscaria em breve, não ouvi mais nada.
Finalmente, uma noite, a Sra. Anderson nos chamou e disse: – Seu pai está aqui! – Mamãe ainda estava no hospital, mas papai havia tirado uma folga do trabalho para ficar conosco por alguns dias. Ao sairmos em direção ao carro, ele nos lembrou de tomar cuidado com as molas quebradas que saíam do assento. No caminho, o vento assobiando pela janela me fez adormecer. Quando o carro parou, acordei e vi o sol brilhando como ouro nas janelas.
Feliz por estar em casa, posicionamo-nos ao lado do fogão a lenha para nos aquecer. Os sons borbulhantes vindos da cozinha faziam nosso estômago roncar. Papai serviu mingau quente com passas e colocou fatias de pão ao lado do fogão para fazer torradas. Finalmente, eu estava em casa!
Em breve, Jesus levará Seus filhos para casa, onde uma calorosa recepção nos aguarda: “Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, à Tua direita, há delícias perpetuamente” (Sl 16:11).
Jeanne B. Woolsey