Lição 13
20 a 26 de junho
Por toda a eternidade | 2º Trimestre 2026
Sábado à tarde
Ano Bíblico: RPSP: ET 4
Verso para memorizar: “Amados, agora somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é” (1Jo 3:2).
Leituras da semana: Sl 80:1-19; 1Ts 4:17; Ap 21:9-27; 7:17; 21:4; Is 25:8; Jo 6:44

O que o futuro reserva para você? O que vem pela frente? Pensar nisso pode ser, ao mesmo tempo, desafiador, empolgante, assustador e maravilhoso. Mas lembre-se: Jesus é fiel, e Suas palavras são verdadeiras (Ap 3:14). Haverá, sim, tempos turbulentos (Mt 24:21, 22), porém Ele prometeu que jamais nos deixará nem nos abandonará (Hb 13:5). Ele cumprirá exatamente o que diz – sempre foi assim e sempre será (Hb 10:23). “Aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13).

Independentemente de quantos dias ainda nos restem aqui na Terra, precisamos fixar os olhos em Jesus, mantendo Nele o nosso olhar. Isso nem sempre é fácil em um mundo que tenta nos distrair a todo instante, mas, como Davi, podemos afirmar: “Os meus olhos estão sempre voltados para o Senhor, pois só Ele tira os meus pés da armadilha” (Sl 25:15, NVI).

Nesta semana, vamos estudar a recompensa dos salvos (Mt 5:12; Ap 22:12), como será o Céu e, por fim, quão extraordinário será estar com Aquele que nos criou, nos amou até a morte, nos redimiu do pecado e em breve voltará. Até lá, permaneçamos firmes na fé.

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Domingo, 21 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 5
Vivendo o hoje

Quando olhamos ao nosso redor, vemos um mundo em convulsão, sofrendo diante dos sinais que Jesus predisse e que se cumprem diante dos nossos olhos. Guerras e rumores de guerras, nações contra nações, fomes, pestes, terremotos e perseguições se multiplicam e parecem apenas se intensificar com o passar do tempo (Mt 24:6-11). Sim, vivemos dias solenes – dias em que precisamos cultivar um relacionamento permanente com Deus.

As Escrituras nos advertem: “O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam prudentes e estejam alertas por meio das suas orações” (1Pe 4:7, NVI). Se essa exortação já era válida no passado, quanto mais hoje precisamos fortalecer e aprofundar nosso relacionamento pessoal com o Senhor. Afinal, por mais longeva que possa ser, a vida humana sempre é breve. “Escutem, agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e faremos negócios, e teremos lucros.’ Vocês não sabem o que acontecerá amanhã. O que é a vida de vocês? Vocês não passam de neblina que aparece por um instante e logo se dissipa” (Tg 4:13, 14). Que advertência verdadeira! Você, que agora lê estas palavras, pode não estar vivo ao fim deste dia. Essa é a dura realidade de viver em um mundo de pecado. Por isso, é essencial assegurar diariamente nosso relacionamento com Deus e viver consciente da nossa necessidade Dele e de Sua graça salvadora!

1. Leia o Salmo 80 e, em especial, reflita sobre os versículos 1-3 e 14-19, substituindo o pronome “eu” por “nós”. Como esse salmo expressa sua própria experiência espiritual?

Todos nós precisamos de reavivamento em nossa vida. É fácil cair na rotina ou até esquecer o que Deus já fez e continua fazendo por nós. Mas cada cristão fiel, ainda que em meio a lutas, pode orar como o salmista: “Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos Exércitos; faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos” (Sl 80:19).

Quando aceitamos o que Jesus fez por nós, quando sabemos que nossos pecados foram perdoados e que estamos cobertos por Sua perfeita justiça, recebida pela fé, então podemos ter a certeza da salvação Nele.

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O que significa para você experimentar o rosto de Deus resplandecer sobre sua vida, sabendo que só a justiça de Cristo tem poder para nos salvar?
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Segunda-feira, 22 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 6
Face a face

Fomos criados para viver perto de Deus (Gn 2:7). Desde que a humanidade caiu, Ele fez tudo para restaurar nosso relacionamento rompido (Jo 3:16). O Senhor “pôs a eternidade no coração do ser humano, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim” (Ec 3:11). Somos parte do grande conflito que se desenrola ao nosso redor – e dentro de nós –, mas, com frequência, não dedicamos tempo suficiente para refletir no alto preço pago para que tivéssemos novamente o relacionamento que Ele sempre desejou ter conosco. Muitas vezes, ficamos tão obcecados com lutas e provações terrenas que nos esquecemos do que a Palavra nos diz: “A nossa cidadania, porém, está nos Céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que [...] transformará o nosso corpo humilhado, tornando-o semelhante ao Seu corpo glorioso” (Fp 3:20, 21, NVI).

À medida que o mundo se aproxima do fim, sabemos que um dia uma pequena nuvem surgirá no céu. Quando ela se aproximar, veremos nela Alguém “semelhante a Filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada” (Ap 14:14). Jesus virá acompanhado por milhões e milhões de anjos (Mt 25:31), e “todo olho O verá” (Ap 1:7). Ao descer, ouviremos a voz do Senhor, o toque da trombeta de Deus, e os túmulos dos que dormem em Cristo se abrirão (1Ts 4:16). Eles reconhecerão a voz Daquele que os chamará (Jo 5:28).

2. O que acontecerá quando Jesus voltar? Leia 1 Tessalonicenses 4:17. O que Paulo escreveu em Filipenses 2:10 e 11 repercutirá por todo o Universo.

Que verdade extraordinária e maravilhosa! Um dia veremos Jesus – veremos de verdade. Ouviremos Sua voz e confessaremos que Ele é o Senhor. Aquele sobre quem lemos, a quem oramos, de quem falamos aos outros; Aquele por quem nosso coração anseia – nós O veremos face a face. Podemos ter plena certeza disso, porque Deus é fiel, e Suas promessas são verdadeiras (Ap 22:6).

Naquele momento, quando soarem as trombetas e todo olho contemplar Jesus, saberemos que valeu a pena esperar. Cada oração perseverante, cada momento em que priorizamos tempo com Ele, cada vez que falamos com coragem em Seu nome, cada provação – tudo fará sentido quando contemplarmos o Seu rosto (Ap 22:4).

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Terça-feira, 23 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 7
A noiva

Exilado em Patmos, o apóstolo João recebeu visão de nossa reunião eterna com Deus.

3. Que comparação foi relatada por João? Por que você acha que ele a usou? Ap 21:9-11

No dia do casamento, a noiva costuma estar muito bonita, e todos querem vê-la. O casamento marca um novo começo para os noivos. Assim também será com o nosso relacionamento com Cristo quando Ele voltar.

Jesus está preparando um lugar para nós (Jo 14:1-3). É um lugar tão maravilhoso que palavras humanas não conseguem descrevê-lo. “A linguagem humana não consegue descrever a recompensa dos justos. Será conhecida apenas por aqueles que a contemplarem. Nenhuma mente finita consegue compreender a glória do paraíso de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 558).

Embora não possamos compreender plenamente como serão o novo céu e a nova Terra, Deus mostrou a João uma visão desse lugar para que aguardemos com expectativa o “casamento” que em breve acontecerá. Por isso, Paulo nos convidou: “Pensem nas coisas lá do alto, e não nas que são aqui da Terra” (Cl 3:2).

Deus está preparando cuidadosamente esse grande evento e não deseja que o “casamento” nos pegue de surpresa (veja Mt 22:1-14; 25:1-13).

Todo o Universo testemunhará essa cena, e nos uniremos à “noiva”, a cidade para a qual Jesus nos levará em Sua segunda vinda. É interessante observar que o povo de Deus também é chamado de noiva (Ap 19:7), provavelmente porque irá morar na “cidade santa, a Nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva enfeitada para o seu noivo” (Ap 21:2).

Essa bela descrição da cidade santa mostra a ligação profunda entre o povo de Deus e a cidade, pois ambos são chamados de “noiva”. A Bíblia descreve em detalhes a “cidade santa, a Nova Jerusalém, que é a capital do Reino e o representa”, e “é chamada ‘a esposa, a esposa do Cordeiro’” (O Grande Conflito, p. 360).

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Por que é difícil imaginar Apocalipse 21:9-27? Como entender o que Deus promete ali?
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Quarta-feira, 24 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 8
Seguindo o Cordeiro

Alguém já lhe perguntou sobre o que você mais espera na eternidade? Se você perguntar a uma criança, talvez responda: “Montar num tigre”, “escorregar no pescoço de uma girafa” ou “voar para outros planetas”. Um adolescente pode dizer: “Não ter mais tarefas da escola” ou “passear no Céu com meus amigos sem risco de violência”. E um grupo de adultos talvez responda: “Viver num lugar em que não há dor, sofrimento nem morte” ou “rever quem amamos”. Todas essas respostas são boas e verdadeiras. Temos muito a aguardar no novo Céu e na nova Terra. O desejo pela eternidade arde em nosso coração. No íntimo, sabemos que a vida é mais do que o aqui e agora.

4. Que outras bênçãos receberemos na eternidade? Is 25:8; Ap 7:17; 21:4

A maior de todas as bênçãos do Céu será ver Jesus e agradecer-Lhe, face a face, por tudo o que fez por nós neste mundo de pecado. Derramaremos diante Dele nossa adoração e louvor por nos salvar, ao entregar-Se por nós na cruz: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, a riqueza, sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor” (Ap 5:12).

João Batista apresentou Jesus como o “Cordeiro de Deus”, e dois de seus discípulos O seguiram (Jo 1:35-37) – e nós faremos o mesmo: “Eles seguem o Cordeiro por onde quer que Ele vá” (Ap 14:4). Mas, para desejar-mos segui-Lo no Céu, precisamos primeiro segui-Lo aqui na Terra.

Jesus, o Cordeiro, é também o nosso Pastor. Ele guia nossos passos como ninguém, e isso nos conforta quando atravessamos tempos difíceis. No entanto, Ele não deixará de nos conduzir nem mesmo no Céu: “Pois o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida” (Ap 7:17). Como Seu povo, Suas ovelhas, O seguiremos para sempre, desejando estar continuamente em Sua presença. A Bíblia destaca uma característica marcante do povo de Deus: “Na sua testa terão gravado o nome Dele” (Ap 22:4). Em outras palavras, teremos a mente voltada para Ele, sempre.

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Quinta-feira, 25 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 9
Venha!

Hoje Deus nos faz novamente o convite: “Venha!”

5. Leia os textos a seguir e perceba o chamado de Jesus para que você vá a Ele. Mt 11:28-30; Is 55:1-3; Jo 6:44

O Espírito Santo deseja atraí-lo a Jesus hoje. Cristo o convida a ir a Ele e a permanecer Nele – hoje e todos os dias – até a Sua volta. Quando você responde a esse chamado, com o coração sensível e a mente rendida, encontra paz. Você sabe que, por mais indigno que se sinta, Ele o ressuscitará no último dia, mesmo que você morra. Jesus promete: “O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6:37).

Precisamos sentir a urgência de cooperar com o Espírito Santo para chamar outras pessoas a um relacionamento salvador com Jesus: “O Espírito e a noiva dizem: – Vem! Aquele que ouve, diga: – Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22:17).

O convite é gratuito, oferecido pela graça. Quando recebemos Jesus em nossa vida e O amamos de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e com todas as forças (Dt 6:5), nossa história – aqui e na eternidade – é transformada para sempre.

Enquanto Jesus nos convida a ir a Ele, as últimas palavras da Bíblia nos garantem: “Certamente venho sem demora.” E nós respondemos: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20).

Quão breve? Do nosso ponto de vista, quando fecharmos os olhos na morte, o próximo instante será a volta de Cristo. E, considerando quão rápido a vida passa, Jesus virá para nós “sem demora”. Talvez nosso primeiro pensamento na ressurreição seja: “Senhor, afinal, a Tua volta foi mesmo muito breve!”

É verdade: agora vemos como em espelho, de maneira imperfeita. Mas, naquele dia, O veremos face a face. Não desanime na espera. Mantenha esse anseio vibrante, com fé e confiança no amor e na bondade de Deus. Vem, Senhor Jesus!

Ore agora mesmo, pedindo uma fé que persevera – fé que o leva a entregar-se completamente Àquele que morreu por você e que em breve virá buscá-lo.

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Sexta-feira, 26 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 10
Estudo adicional

“Se não recebermos a religião de Cristo, nutrindo-nos da Palavra de Deus, não teremos direito à entrada na cidade de Deus. Havendo vivido de alimento terreno, tendo educado nossos gostos a amarem as coisas mundanas, não estaríamos aptos para as cortes celestes; não poderíamos apreciar a corrente pura, celestial que ali circula. As vozes dos anjos e a música de suas harpas não nos satisfariam. A ciência do Céu seria qual enigma para nosso espírito. Precisamos ter fome e sede da justiça de Cristo; necessitamos ser moldados e afeiçoados pela transformadora influência de Sua graça, para que estejamos aptos para a sociedade dos anjos. [...]

“Então as nações não possuirão outra lei senão a do Céu. Juntas, constituirão uma família feliz e unida, usando as vestes de louvor e ações de graça. [...] Diante desse cenário, as estrelas da manhã cantarão juntas, e os filhos de Deus exultarão de alegria, ao Se unirem Deus e Cristo para procla-mar: ‘Não mais haverá pecado, nem morte.’

“Precisamos nos acostumar a falar do Céu, do belo Céu. Falar daquela existência que perdurará enquanto Deus existir, e então vocês esquecerão suas pequenas provas e dificuldades. Seja a mente atraída para Deus” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo [CPB, 1958], 25 de dezembro).

Perguntas para consideração

1. Leia, em Primeiros Escritos (CPB, 2022), páginas 32-37, a primeira visão do Céu que Ellen White teve. O que mais lhe chama a atenção nesse texto?

2. Qual verdade que estudamos durante este trimestre você mais deseja guardar para desenvolver seu relacionamento com Deus até o dia em que veremos Jesus face a face?

3. Você conhece alguém que precisa ouvir sobre a esperança do Céu? Assuma o compromisso de falar com essa pessoa o quanto antes. E lembre-se: você não pode oferecer a alguém uma esperança que ainda não tenha experimentado pessoalmente.

Respostas às perguntas da semana: 1. Resposta pessoal. 2. Quando Jesus voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão, os vivos fiéis serão reunidos com eles e todos O encontrarão nos ares; todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor. 3. João compara a Nova Jerusalém a uma noiva enfeitada para o noivo, transmitindo beleza, pureza, alegria e o começo da vida eterna com Cristo. 4. Deus enxugará toda lágrima, eliminará morte, luto e dor; o Cordeiro nos pastoreará e nos guiará às fontes da água da vida. 5. Jesus chama os cansados a ir a Ele; o Espírito Santo os atrai; e aquele que responde a essa atração encontra descanso, vida e a promessa de ser guardado por Ele até o último dia.

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Resumo da Lição 13
Por toda a eternidade | 2º Trimestre 2026

TEXTO-CHAVE: 1Jo 3:2

FOCO DO ESTUDO: Sl 80; Ap 21:4; Ec 3:11

ESBOÇO

Introdução: Nesta semana, concluímos nossa reflexão de todo o trimestre sobre o nosso relacionamento com Deus. Nosso estudo culmina com a seguinte pergunta: O que alcançamos ao estudar, refletir, discutir e buscar com diligência desenvolver um relacionamento correto com o Criador, o nosso Salvador? Além disso, que conhecimento adquirimos neste trimestre em relação àqueles que nunca O conheceram?

Aos fariseus que fizeram sua pergunta sobre a vinda do reino de Deus, Jesus respondeu no tempo presente: “O reino de Deus está entre vocês” (Lc 17:21). Mas, aos discípulos que estavam preocupados com a mesma questão, Jesus usou o tempo futuro: “Vocês desejarão ver” (Lc 17:22; comparar com Lc 17:37). Ou seja, somente aqueles que mantêm um relacionamento profundo com Cristo desejarão ver Seu rosto.

Ainda assim, precisamos reconhecer o grande, embora frustrante, paradoxo que está no âmago do nosso anseio por Deus: quanto mais o nosso relacionamento com Ele se desenvolve, mais se intensifica nosso desejo por Sua presença. Às vezes, podemos experimentar essa frustração diante da demora no cumprimento do nosso anseio de vê-Lo face a face. Nesta última lição, abraçaremos tanto o nosso desejo por um conhecimento mais pessoal de Deus quanto a nossa vontade por uma intimidade mais profunda com Ele. Especificamente, buscaremos compreender, como Jacó, o que significa ver o rosto de Deus. Também oraremos com o levita Asafe, por meio do Salmo 80, a partir desse anseio de contemplar o rosto de Deus.

COMENTÁRIO

Ver o rosto de Deus: A experiência de Jacó (Gn 32:22–33:10). Quando Jacó lutou com Deus e viu Seu rosto, ele não sabia o Seu nome (Gn 32:29). Mas Jacó pôde, ao menos, nomear o lugar em que Deus lhe apareceu: “Peniel”, que significa “o rosto de Deus” (Gn 32:30). É claro que o nome “Peniel” não significa que Jacó identificou aquele lugar como sendo literalmente o “rosto de Deus”. Para Jacó, o nome “Peniel” referia-se à sua experiência pessoal com o Senhor.

Além disso, o uso da expressão hebraica panim ’el panim, “face a face”, não significa que Jacó realmente tenha visto o rosto físico de Deus. Essa expressão equivale a ver a “forma do Senhor” (Nm 12:8) e descreve, portanto, a experiência de um encontro direto com Deus (Dt 5:4). Jacó associa a sua salvação a esse encontro: “E a minha vida foi salva” (Gn 32:30). O verbo hebraico natsal, “salvar/preservar”, refere-se à libertação divina de inimigos e aflições (1Sm 12:21; Pv 19:19), mas também pode carregar a conotação de salvação espiritual do pecado e da culpa (Sl 39:9; 119:170).

A partir de seu encontro com Deus (Gn 32:22-32), Jacó segue para o encontro com o seu irmão (Gn 33:1-16). Dessa forma, o encontro anterior de Jacó com Deus o preparou para o seu encontro com Esaú.

O encontro de Jacó com Esaú em Gênesis 33:5-15 conecta o rosto de Deus em Peniel (Gn 32:30) com o rosto de Esaú (Gn 33:10). Gênesis 33:5 a 15 também conecta a graça de Deus para com Jacó (Gn 33:5, 11) com a graça de Esaú para com Jacó (Gn 33:8, 10, 15). A frase “quando Jacó ergueu os olhos, viu que Esaú se aproximava” (Gn 33:1; comparar com Gn 33:5), que introduz o avistamento de Esaú por Jacó, é usada tipicamente para introduzir a aparição de Deus e, assim, antecipa a associação de Esaú com Deus. A aproximação de Esaú, portanto, está carregada de expectativas esperançosas. Quando Jacó finalmente encontra Esaú, ele explicitamente conecta seu relacionamento com o irmão ao seu relacionamento com Deus: “Ver o seu rosto é como contemplar o semblante de Deus” (Gn 33:10). É esse argumento que leva Esaú a aceitar o presente de Jacó (Gn 33:11), um sinal de que estava disposto a perdoar o irmão. Jacó viu o “rosto de Deus” (Peniel) no rosto de Esaú. Sua experiência com Esaú é um segundo Peniel, sendo o primeiro uma preparação para o segundo. Essa evocação de Deus é reforçada pelo uso do verbo ratsah (“acolher” [Gn 33:10]), um verbo técnico pertencente à linguagem do sacrifício, referindo-se à oferta ou adoração que é “agradável” ou “aceita” por Deus (Lv 22:27; Am 5:22).

O encontro de Jacó com Deus o ajudou em seu encontro com o irmão. Do mesmo modo, sua reconciliação com Esaú afetaria seu relacionamento com Deus. De fato, o capítulo termina com o relato de que Jacó ergueu um altar, ao qual deu o nome de “El Elohe Israel” (Gn 33:20), que significa “Deus, o Deus de Israel” ou “o Deus de Israel”. Aqui, pela primeira vez, Jacó reconhece El como o seu Deus pessoal. Antes disso, Jacó se referia a Deus apenas como o Deus de seus pais, mas nunca como o seu próprio Deus. Jacó passou a compreender que seu amor por Deus e o amor pelo irmão dependem um do outro. Jesus extrai essa mesma lição teológica das Escrituras: “‘Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.’ Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: ‘Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22:37-40).

Para Jesus, os dois amores, o amor a Deus e o amor ao próximo, estão relacionados: a menos que amemos o nosso próximo, não somos capazes de amar a Deus. Para ver o rosto de Deus, precisamos aprender a ver o rosto de Deus em nosso irmão ou irmã. E, por outro lado, para ver o rosto de Deus nas pessoas, precisamos ter experimentado um relacionamento pessoal e íntimo com Ele.

Ver o rosto de Deus: A oração de Asafe (Sl 80). Ao lermos esse lamento, apropriemo-nos de sua meditação e de sua mensagem para a nossa própria experiência com Deus.

Oração ao Deus silencioso. Asafe, o autor do Salmo 80 (ver também o Salmo 50 e os Salmos 73–83), é um dos levitas que Davi designou como líderes da adoração no tabernáculo. 

A oração de Asafe, que ocorre dentro da casa de Deus, ressoa com profundo anseio por Ele e até mesmo com frustração ou amargura diante de Seu silêncio. O Deus a quem Asafe dirige sua oração está no Lugar Santíssimo, “acima dos querubins” (Sl 80:1); e, no entanto, parece silencioso e ausente.

Aplicação. Assim como Asafe, o povo de Deus do tempo do fim ora a Cristo, que está no Lugar Santíssimo, preparando o Seu povo para o reino de Deus. Assim como Asafe, o povo de Deus espera seu Salvador, que aparentemente demora em Sua vinda e parece não responder à sua súplica. Eles experimentam um “tempo de angústia” (Dn 12:1) durante o silêncio de Deus. Ainda assim, continuam esperando (Dn 12:12) e orando por Sua vinda, assim como fizeram os primeiros cristãos, conforme sugere a sua saudação: Maranata (“Ó Senhor, vem!” ou “O Senhor logo vem”) (1Co 16:22).

Um anseio. A oração de Asafe começa com um profundo desejo pela presença de Deus. O poeta suplica para que Deus venha e salve Seu povo (Sl 80:1, 2, 7), que chora continuamente (Sl 80:5). O anseio de Asafe também se expressa em sua pergunta ‘ad matay [“Até quando?”] (Sl 80:4), o mesmo clamor que saiu da boca dos oprimidos em muitos salmos (Sl 13:2; 62:3; 74:10; 94:3, etc.). O anjo na visão de Daniel também faz essa mesma pergunta para expressar o anseio pelo juízo escatológico de Deus (Dn 8:13).

Restauração e retorno. O refrão do Salmo 80 marca seu ritmo três vezes: no início (Sl 80:3), no meio (Sl 80:7) e no fim (Sl 80:19). O refrão é o seguinte: “Restaura-nos [...]; faze resplandecer o Teu rosto e seremos salvos!” (Sl 80:19). O chamado para restaurar (shub) o povo de Deus ecoa o chamado a Deus para retornar (shub).

Aplicação. Assim como Asafe, o povo de Deus anseia por Ele e espera Sua resposta de juízo e redenção. E, assim como Asafe, eles promovem o arrependimento (um retorno a Deus), o qual está indissoluvelmente ligado ao retorno do próprio Deus.

Bênção sacerdotal. O refrão do Salmo 80 ressoa a bênção sacerdotal: “O Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre você” (Nm 6:24-26). O paralelo entre o refrão e a bênção sacerdotal nos ajuda a ver que a salvação de Deus é prometida em termos de graça (Nm 6:25) e de paz (Nm 6:26).

Aplicação. Assim como Asafe, devemos pedir a Deus que nos “restaure” e faça resplandecer Seu rosto sobre nós, para que sejamos salvos (Sl 80:19).

Devemos buscar ser uma bênção para os outros, levando salvação ao mundo por meio de Seu testemunho.

Conclusão. Existe uma conexão importante entre a experiência de Jacó com o rosto de Deus e a oração de Asafe, na qual ele anseia ver o rosto de Deus. O nosso relacionamento vertical com Deus depende da qualidade de nossos relacionamentos horizontais com os irmãos e irmãs em Cristo. A religião que nos faz ansiar pelo Céu não terá êxito se falharmos em nossos deveres éticos e em nossos relacionamentos com o próximo. Ao mesmo tempo, devemos sempre ter em mente que, sem a graça de Deus, não seremos capazes de amar o próximo, que foi criado à imagem de Deus.

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Atividade 1: Ver o rosto de Deus em seu irmão ou irmã (leia Mt 25:35-45). Discipline-se para ver o melhor em alguém com quem você tem dificuldade de conviver ou de gostar. Peça a Deus que o ajude nessa iniciativa. Assim que perceber algo negativo em suas palavras ou atitudes, contraponha-o com a lembrança de algo positivo dessa pessoa. Dessa forma, trabalhe para transformar o inimigo em amigo.

Aqui estão algumas outras coisas que você pode fazer na companhia dessa pessoa ou em favor dela:

• Sorria.

• Converse.

• Interaja.

• Compartilhe algo positivo.

• Ore por essa pessoa ou com ela.

• Leve-lhe um presente.

• Evite falar mal dela. Em vez disso, elogie-a sem exageros.

• Convide-a para almoçar. Descubra algum gosto ou alguma opinião em comum e compartilhem juntos.

• Se essa pessoa lhe causou algum mal, perdoe.

Atividade 2: Ore a Deus com as palavras de Asafe.

A. Em sua oração da manhã, peça a Deus que entre em seu dia, em suas palavras, em suas ações e em seus relacionamentos.

B. Quando sofrer, quando sentir ira por causa de uma injustiça, ore para que Deus entre em seu coração. Peça-Lhe que estabeleça dentro de você o Seu reino de paz, justiça e amor.

Atividade 3: Nostalgia pelo Éden. Trabalhe em cultivar uma “saudade” do Éden:

• Considere a transição para uma dieta à base de plantas (afirmação da sacralidade da vida).

• Prepare uma experiência especial de sábado. Proporcione uma amostra do reino de Deus fazendo o seguinte:

A. Limpe e decore sua casa tendo em mente os convidados do sábado.

B. Embeleze o lar e a mesa de refeições com flores.

C. Sirva uma refeição saborosa e nutritiva.

D. Conduza uma experiência de adoração vibrante.

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Senhor do sábado

Tanzânia | Ezekiel 

A história missionária desta semana é sobre como as primeiras pessoas se juntaram à Igreja Adventista do Sétimo Dia na ilha de Zanzibar, que faz parte da Tanzânia, e está localizada na costa leste da África. Esta história começou em 1986.

Ezekiel ficou perplexo. Ele não sabia o que fazer com um livro intitulado O verdadeiro sábado é sexta-feira, sábado ou domingo?. Alguém lhe dera o livro escrito por W. Duncan Eva, ex-vice-presidente da Associação Geral. Ele o havia lido em casa, na ilha de Zanzibar.

Ao contrário da maioria das pessoas na ilha, ele era cristão. Ele havia se mudado para Zanzibar um ano antes, em 1985, para fugir de problemas familiares na Tanzânia continental.

Ezekiel ficou intrigado com o livro. Ele tinha quase certeza de que o verdadeiro sábado não era a sexta-feira, o dia observado por muitas pessoas na ilha. Ele guarda­ra o sábado a vida toda, mas havia lido no livro que o santo sábado de Deus era na verdade, o sábado.

Ele conversou com um amigo, um colega cristão chamado Moses, que também havia se mudado do continente para Zanzibar. Eles concordaram que a mensagem do livro devia ser falsa, mas seu argumento sobre o sábado era convincente, e Ezekiel não podia tirar isso da cabeça. Ele foi até o homem que havia lhe dado o livro.

"Diga à pessoa que lhe deu este livro para vir me ver", disse ele. "Quero lhe perguntar a verdade."

Em pouco tempo, um colportor evangelista adventista do sétimo dia chamado Yohana, visitou Ezekiel e Meses. Ele tentou responder às perguntas deles sobre o sábado. Quando os homens discutiam, ele oferecia as lições bíblicas da série A Voz da Profecia.

Ele acrescentou: "Se vocês responderem a todas as perguntas das lições, eu lhes darei um presente".

Ezekiel e Moses ficaram intrigados. Eles pegaram as primeiras cinco lições e as completaram. Yohana corrigiu as lições e deu mais cinco a eles.

Quando os homens terminaram todas as 20 lições, Yohana os parabenizou por passarem no curso e presenteou cada um com um certificado. Ele também deu o presente prometido: três pares de calça cinza e três camisas vermelhas e zuis de manga comprida para cada homem.

Ezekiel e Moses ficaram satisfeitos. A economia da ilha estava fraca, e muitas pessoas não tinham ma isque um conjunto de roupas para usar.

Ezekiel guardou um conjunto para ele e deu os outros dois conjuntos para parentes. Surpresos, os parentes perguntaram onde ele havia conseguido as roupas, e ele respon­deu: "Por favor, venham. Eu lhes mostrarei".

Parentes e amigos se inscreveram para as lições bíblicas.

Depois de completar as 20 lições, Ezekiel começou a guardar o sábado. Então, Yohana encorajou Moses e Ezekiel a fazerem um segundo curso. Ao terminarem aquelas 20 lições, cada um deles recebeu outro certificado e mais três conjuntos de calça e camisa.

Então, Yohana ofereceu estudo bíblico sobre saúde. Depois de 20 estudos, Ezekiel e Moses receberam outro certificado e mais calças e camisas.

Demorou cerca de um ano para concluir os três cursos.

Enquanto estudavam, Moses teve os três sonhos da grande porta marrom. Depois do terceiro sonho, ele e Ezekiel bateram à grande porta marrom da nova clínica adventista na ilha. O médico da clínica os levou para a igreja e fortaleceu sua fé com estudos bíblicos adicionais.

Depois de terminar o terceiro estudo com Yohana, Ezekiel pediu para ser batizado.

Foi assim que Ezekiel e Moses foram batizados no oceano índico. Yohana e o médico da clínica se juntaram aos homens no oceano enquanto eles submergiam. Eles foram os primeiros adventistas a serem batizados em Zanzibar em muitos anos. 

Em 1989, o primeiro pastor adventista chegou à ilha, e seis anos depois, em 1995, a primeira Igreja Adventista foi inaugurada.

Hoje, os membros da igreja se reúnem em seis igrejas e cinco escolas sabatinas. Ezekiel participa todos os sábados.

Moses voltou a morar no continente na Tanzânia, mas os dois homens mantêm contato.

Ezekiel disse que era grato ao colportor evangelista e ao médico. Por meio deles, ele aprendeu sobre o sábado e o Senhor do Sábado.

"Agradecemos a Deus por podermos depender Dele", disse ele.

O Dispensário Adventista do Sétimo Dia de Zanzibar oferece serviços essenciais em Zanzibar há quase 40 anos. Mas agora seus dois prédios estão antigos e precisam ser substituídos. Você pode fazer parte da história da clínica doando na Oferta do Décimo Terceiro Sábado deste trimestre, também conhecida como Oferta Trimestral de Projetos Missionários. Os fundos permitirão que os prédios da clínica sejam demolidos e substituídos por estruturas modernas. Obrigado por doar generosamente para este importante projeto.

Por Andrew McChesney

 

Dicas para a história

  • Mostre o continente africano e a Tanzânia no mapa. Em seguida, mostre a ilha de Zanzibar, a localização do Dispensário Adventista do Sétimo Dia de Zanzibar, que receberá parte da oferta deste trimestre. 
  • Assista a um pequeno vídeo de Ezekiel no YouTube em: bit.ly/Ezekiel-ECD.
  • Assista a uma breve mensagem de agradecimento do Dr. Stephano Deus Mojo, diretor do Dispensário Adventista do Sétimo Dia de Zanzibar, no YouTube: bit.ly/Stephano-ECD. 
  • Leia mais sobre Zanzibar e o evangelista de literatura Yohana Lukwaro na Enciclopédia dos Adventistas do Sétimo Dia on-line: bit.ly/Zanzibar-ECD. Leia sobre a clínica em: bit.ly/Zanzibar-Dispensary. 
  • Saiba que o livro de W. Duncan Eva, O verdadeiro sábado é sexta-feira, sábado ou domingo? {em suaíli: Sabato ya kweli ljumaa Jumamosi au Jumapili?), foi amplamente distribuído por toda a Tanzânia e levou muitas pessoas ao sábado do sétimo dia. Leia mais sobre W. Duncan Eva na Enciclopédia dos Adventistas do Sétimo Dia: bit.ly/Duncan-Eva. 
  • Baixe as fotos desta história no Facebook: bit.ly/fb-mq.

Olá, lamentamos não ter esse conteúdo disponível no momento. Em breve um novo recurso de estudos para você.