Terça-feira
11 de agosto
Amor disfarçado
[Disseram] a Arão: “Faça para nós deuses que vão adiante de nós; porque, quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.” Naqueles dias, fizeram um bezerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se com as obras das suas mãos. Atos 7:40, 41

O companheiro de atividades de Moisés, que foi deixado com o solene comando do povo em sua ausência, ouviu as pessoas se queixando de que Moisés as havia deixado e expressando o desejo de retornar ao Egito; contudo, com medo de ofendêlas, ele ficou em silêncio. […] Quando as primeiras palavras rebeldes foram proferidas, Arão poderia tê-las impedido; estava, porém, tão temeroso de desagradar o povo, que aparentemente se uniu a ele e foi finalmente persuadido a fazer um bezerro de ouro para que o adorassem (T4, p. 446 [514, 515]).

“São estes”, disse Arão sem hesitação ou vergonha, “ó Israel, os seus deuses, que tiraram você da terra do Egito” (Êx 32:4). Arão influenciou os filhos de Israel a ir mais longe na idolatria do que tinham intenção. Não mais se preocuparam se a glória ardente como fogo flamejante sobre o monte tivesse consumido seu líder. Pensaram que tinham um general que era o suficiente, e estavam prontos a fazer o que quer que ele sugerisse. Sacrificaram ao seu deus de ouro; ofereceram ofertas pacíficas, e se entregaram ao prazer, orgia e bebedeira (T3, p. 251 [300]).

Quantas vezes, em nossos dias, o amor aos prazeres é disfarçado por uma “aparência de piedade”! (2Tm 3:5, ARC). Uma religião que permite às pessoas, ao mesmo tempo que praticam os ritos do culto, entregarem-se à satisfação egoísta ou sensual é tão agradável às multidões hoje como foi nos dias de Israel. E ainda há Arãos flexíveis que, ao mesmo tempo que mantêm posições de autoridade na igreja, cederão aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzirão ao pecado (PP, p. 268 [317]).