No Antigo Testamento a palavra aí traduzida por “tolo” [“louco”, em algumas versões] é usada para designar um apóstata, ou uma pessoa que se entregou à impiedade (MDC, p. 42 [57]).
Havia muitos gigantes [na época de Noé], homens de grande estatura e força, famosos por sua sabedoria, hábeis ao projetar as mais criativas e magníficas obras; porém, sua culpa, ao se deixar levar pela iniquidade, era proporcional à sua destreza e habilidade mental.
Deus concedera a esses antediluvianos preciosos e variados dons; mas usaram Sua generosidade para glorificar a si mesmos e a transformaram em maldição, fixando suas afeições nos dons em vez de no Doador. […] Procuravam apenas atender aos desejos de seu orgulhoso coração e se satisfaziam com momentos de prazer e maldade. […]
“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na Terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração. […] A Terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência” (Gn 6:5, 11). Deus dera ao ser humano Seus mandamentos como regra de vida, mas Sua lei era transgredida, e os resultados foram todos os pecados imagináveis. A impiedade do homem era franca e ousada, a justiça era pisada no pó e os clamores dos oprimidos chegavam até o Céu (PP, p. 64, 65 [90, 91]).
Os pecados que atraíram a vingança sobre o mundo antediluviano existem hoje. O temor de Deus foi banido do coração das pessoas, e Sua lei é tratada com indiferença e desprezo. O grande mundanismo daquela geração é igualado pelo da geração que vive atualmente (PP, p. 73 [101]).