A extensão e a felicidade da vida não consistem na quantidade de bens terrestres. Esse rico insensato, em seu supremo egoísmo, depositara para si tesouros que não podia usar. Vivera só para si. Aproveitara-se de outros nos negócios, fizera contratos astutos e não exercera misericórdia ou o amor de Deus. Roubara o órfão e a viúva, e defraudara seus semelhantes a fim de ajuntar ao seu crescente depósito de bens terrenos. Ele poderia ter depositado seu tesouro no Céu em recipientes que não envelhecem; mas, devido à sua cobiça, perdeu ambos os mundos (T3, p. 332 [402]).
O que se deleita na mesa do jogo, o que ama o apetite pervertido e com ele condescende, o amante de diversões, os frequentadores de teatros e salões de baile põem a eternidade fora de suas cogitações. Toda a preocupação da sua vida é: O que vamos comer? O que vamos beber? Como nos vestiremos? Esses não compõem o grupo que se encaminha para o Céu. São guiados pelo grande apóstata, e com ele serão destruídos (T6, p. 323 [407]).
“Por isso, digo a vocês: não se preocupem com a sua vida, quanto ao que irão comer ou beber; nem com o corpo, quanto ao que irão vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e não é o corpo mais do que as roupas?” (Mt 6:25).