Após o falecimento do meu irmão, Ron, encontrei uma de suas pastas cheia de pedaços de papel, cada um contendo algumas palavras rabiscadas apressadamente. No mesmo instante, minha profunda tristeza por sua perda se transformou em alegria. Ele sempre foi um homem com centenas de pensamentos fervilhando em sua mente, provocados por algo que havia lido, um sermão que ouvira ou uma conversa com um amigo. E ali estava um verdadeiro tesouro de ideias esperando para ser explorado. Era como se estivéssemos mais uma vez desfrutando de uma de suas conversas instigantes! Um pedaço de papel me chamou a atenção: “Audácia: a disposição de correr riscos ousados de forma inesperada.” Abaixo estão alguns de seus pensamentos, como ele os escreveu (embora eu tenha expandido um pouco para maior clareza):
Faraó disse: “Joguem todos os bebês meninos no rio Nilo”; então, Deus colocou o bebê Moisés no Nilo e escolheu a casa de Faraó para criá-lo para Deus (Êx 2). O Mar Vermelho à frente, o exército de Faraó atrás, Israel preso no meio; Deus disse: “Estenda sua vara, Moisés!” (Êx 14). Colocar Israel em uma localização estratégica no mundo, uma nação escolhida e favorecida, para abençoar toda a humanidade (Dt 7:6; 26:16-19; Profetas e Reis, p. 7-11 [15-25]). Os 300 de Gideão contra os 15 mil de Midiã (Jz 7–8). Um coral enviado para a batalha (2Cr 20). Então, o plano mais audacioso, inimaginável e repleto de graça. Deus enviaria Jesus como um bebê, nascido de uma virgem e colocado em uma manjedoura. Pastores foram as primeiras testemunhas de Sua vinda (Lc 2) – testemunhas não confiáveis nos tribunais da época, legalmente impedidos de depor.
Mal posso esperar até chegarmos ao Céu. Ron provavelmente passará os cem primeiros anos ouvindo todas essas histórias em primeira mão!
Jeannette Busby Johnson