Recentemente, fui abençoada ao ler dois artigos que respondiam ao questionamento de um adolescente: “O que devo fazer? Não sinto vontade de orar.” Esses artigos não apenas me lembraram de importantes princípios sobre a oração, mas também me ensinaram outros.
Primeiro, a Bíblia nos instrui a orar sem cessar (1Ts 5:17). Mas a questão é: Como? Principalmente quando não sentimos vontade de orar e nosso coração está pesado, dolorido ou zangado demais para sequer pensar em palavras. Ainda assim, essa pergunta é respondida nos versos de hoje.
Segundo, orar é mais do que apenas pedir algo, agradecer a Deus ou louvá-Lo. A oração começa quando aceitamos a presença divina. O texto de hoje nos diz que o Espírito de Deus está ao nosso lado, transformando nossos suspiros sem palavras em orações. Muitas vezes, achamos que não sabemos orar ou que somos tão pecadoras que Deus não nos ouvirá. Mas Ele ouve e diz: “Aquietem-se e saibam que Eu sou Deus” (Sl 46:10).
Terceiro, algumas orações só podem ser compreendidas por Deus, especialmente quando o desespero e a dor transbordam do nosso coração. Mesmo depois de já termos tentado de tudo, sido obedientes e seguido todos os passos apresentados em sermões, livros e artigos, ainda pode parecer que Deus está em silêncio. Porém, é certo que Ele está ouvindo e entendendo nossas preces sem palavras. Nesses momentos, simplesmente nos voltamos a Deus, reconhecendo que Ele está conosco. Sentamo-nos em silêncio, choramos e deixamos nossa mente descansar, sem nos preocuparmos com as palavras certas, pois o Espírito de Deus faz isso por nós.
Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres em espírito” (Mt 5:3). Em nossa humildade, mesmo sem conseguir ouvir as respostas de Deus, ainda podemos esperar Sua prometida bênção. Quando nossa fé está se esgotando, o Espírito Santo transforma nossa dor em uma linguagem celestial para apresentar ao Pai. Essas são promessas nas quais podemos nos apoiar.
Elizabeth Versteegh Odiyar