Costumava invejar os irmãos da igreja que testemunhavam sobre as alegrias de poderem passar tanto tempo em sua devoção matinal. Sentada na igreja, eu pedia silenciosamente a Deus por esse tipo de experiência, dizendo a mim mesma que era bom cobiçar coisas boas.
Minha realidade era a seguinte: eu tinha uma hora de deslocamento até o trabalho e precisava estar lá às 7h todos os dias. Eu me levantava às 4h30 para fazer minha devoção pessoal e me preparar para sair de casa às 5h45. Era uma correria. Foi então que aprendi que devemos ter cuidado com o que pedimos, pois Deus cumpre Suas promessas e nos atende.
Eu trabalhava em uma plataforma de petróleo da minha ilha e presumi que me aposentaria nesse emprego. No entanto, em agosto de 2018, o país foi abalado por uma notícia devastadora: essa empresa, com mais de 60 anos de existência, iria demitir todos os seus funcionários, pois havia se tornado um fardo financeiro para o governo.
Essa notícia foi um choque para todos. Seria um golpe terrível financeira, emocional e economicamente. Milhares de famílias seriam afetadas. O que de bom poderia sair disso? Eu me vi desempregada, com dois filhos jovens adultos que ainda estudavam e buscavam uma carreira. Mas, acredite, Deus me deu um motivo para agradecer em meio a tudo isso, pois passei a ter tempo para me dedicar às devoções matinais, e esse tempo era muito revigorante. O ministério de oração de nossa igreja realizava cultos matinais às quartas-feiras, e eu finalmente pude participar. Desenvolvi um relacionamento mais profundo com Deus, do qual eu nunca me cansei.
Sabemos que às vezes a vida pode se tornar difícil. Quando tempos desafiadores chegam, podemos perder a vontade de agradecer. Mas, se olharmos atentamente, sempre encontraremos um motivo de gratidão.
Irmã, mesmo em meio às lágrimas, decida adotar uma atitude de gratidão. Podemos dar graças em todas as circunstâncias, porque é isso que Deus deseja de nós. Quando tudo estiver bem, louvemos porque sentimos vontade; quando não estiver, louvemos até que sintamos vontade.
Jill Springer-Cato