Confesso que hesitei antes de escrever o título deste texto. Como você sabe, Raabe tinha uma ocupação que ainda hoje é desprezada, tanto pelos religiosos quanto pelos não religiosos. Dificilmente veremos alguém dar esse nome a uma filha. Talvez você pense: “Ok, eu também não fiz tudo certo na vida, mas me comparar a Raabe é demais!” No entanto, antes de você ignorar este texto, por favor, dê-me a sua atenção.
A Bíblia não nos conta como Raabe se tornou uma prostituta. Podemos até imaginar o que a levou para esse caminho. No entanto, o ponto não é o “porquê”, mas o “apesar de”. Quando Raabe viu aqueles dois homens de Deus dentro das muralhas da cidade pagã de Jericó, ela reconheceu que a salvação havia chegado. Disseram-lhe que Jericó seria destruída, mas que, se pendurasse um cordão vermelho na janela e permanecesse em casa até o dia da salvação, ela e sua família seriam salvas. Raabe não perguntou quanto tempo teria de esperar nem saiu para ver se havia sinais de destruição à vista. A Bíblia não menciona por quanto tempo esperaram – talvez dias, semanas ou até meses. Apesar da espera, ela não abandonou sua casa.
Raabe só tinha ouvido falar do que Deus havia feito pelos outros, mas, ainda assim, ela acreditou. Raabe reconheceu os espiões israelitas como homens de Deus e não os deixou partir sem que prometessem que ela e sua família seriam salvas, sob as condições estipuladas. Pela graça de Deus, ela estava disposta e determinada a mudar de vida.
Assim como aconteceu com Raabe, por meio de circunstâncias que podem ou não ser de nossa responsabilidade, Deus vai nos salvar. Raabe esperou, e o milagre aconteceu. Deus a tornou uma mulher honrada, permitindo que se casasse numa época em que era impensável para um homem justo desposar alguém de sua profissão. Deus também lhe deu Boaz, seu filho, que foi um grande homem de Deus. E, para sua maior honra, Jesus veio de sua linhagem.
Sim, eu quero essa “fé de Raabe” em mim, uma fé que não sabe quando ou como a mudança virá, mas que confia plenamente e sabe que ela vai chegar!
D. Reneé Mobley