Não sabemos por que algumas pessoas enfrentam mais sofrimento do que outras, e essa incerteza pode tornar a dor ainda mais difícil de suportar. O peso do sofrimento se intensifica quando nos comparamos àqueles que, aparentemente, vivem sem grandes dificuldades. Foi exatamente isso que aconteceu com Mary Stevenson.
Mary nasceu em 8 de novembro de 1922, na Pensilvânia, Estados Unidos. Aos seis anos, ela perdeu a mãe. Durante a Grande Depressão, seu pai teve que criar os filhos sozinho. Sua infância foi marcada por grandes dificuldades.
Na adolescência, inspirada pelas experiências que moldaram sua vida, ela escreveu um poema com o desejo de consolar aqueles que também enfrentavam sofrimento. Esse poema, intitulado “Pegadas na Areia”, tornou-se amplamente conhecido.
Aos 16 anos, Mary se casou com um homem abusivo. Diante dessa realidade, fugiu com seu filho pequeno e se refugiou em uma reserva indígena próximo a Claremore, Oklahoma. Mais tarde, enfrentou uma longa batalha para recuperar a guarda do menino. Por volta de 1950, casou-se novamente, desta vez com Basil, a quem chamava de “o amor da minha vida”.
Foi nessa época que viu seu poema “Pegadas na Areia” impresso pela primeira vez, mas atribuído a um autor anônimo. Advogados a aconselharam a não reivindicar a autoria, pois não tinha provas. Além disso, enfrentou a poliomielite e, mais tarde, seu esposo sofreu um grave acidente.
Em janeiro de 1980, Basil faleceu devido a problemas cardíacos. Decidida a recomeçar, Mary se mudou da casa onde viveram 25 anos. Durante a mudança, encontrou uma maleta com poemas antigos e, entre eles, uma cópia manuscrita de “Pegadas na Areia”, datada de 1939. Um especialista validou o documento, permitindo que ela reivindicasse a autoria.
Por fim, a luz brilhou em meio às sombras de sua vida, e ela compreendeu a verdade que havia escrito no último verso do poema. Mary Stevenson faleceu em 1999, confirmando a promessa de Jesus: quem caminha com Ele nunca está só.
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