A ordem do verso de hoje é uma das mais difíceis de cumprir, porque se opõe à natureza humana. Mas Peter Miller, um batista do sétimo dia de Efrata, Pensilvânia, conseguiu segui-la.
Michael Whitman, dono de um hotel próximo e membro da Igreja Reformada local, odiava Peter Miller. Certa vez, Whitman cuspiu em seu rosto, mas Miller ignorou. Whitman continuou a hostilizá-lo e humilhá-lo.
Uma noite, dois homens se hospedaram no hotel de Whitman. Sem saber que eram agentes disfarçados, ele acabou sendo preso.
Dias depois, Miller soube que Whitman havia sido condenado à forca. Sem hesitar, caminhou pela neve até o general George Washington e intercedeu por sua vida, mas sem sucesso. O general respondeu:
– Não, Miller, não posso perdoar seu amigo. Ele merece o castigo.
– Ele não é meu amigo – respondeu. – Michael Whitman é meu pior inimigo. Frequentemente ele me provocava, mas meu Senhor me ordenou que abençoasse aqueles que me amaldiçoam e me perseguem.
Impressionado, Washington perguntou:
– O senhor andou mais de 100 quilômetros em meio a esse inverno rigoroso para interceder pela vida de seu pior inimigo?
– Sim – respondeu Miller.
Em seguida, Washington assinou uma nota de indulto e a entregou a Miller, que partiu imediatamente para Westchester, onde Whitman seria executado. Ele chegou no exato momento em que Whitman era conduzido ao cadafalso. Ao vê-lo, Whitman zombou:
– Olhem, aí vem o velho Miller, que caminhou 100 quilômetros na neve só para ter o prazer de me ver enforcado.
Antes que ele terminasse de falar, Miller gritou aos carrascos:
– Parem! Trago uma ordem de indulto!
Whitman foi salvo da forca e, segundo contam, Miller o levou de volta a Efrata, não mais como inimigo, mas como amigo.
É isso que fazem os cristãos: perdoam seus inimigos. Você seria capaz de fazer o mesmo?