Michael Cristofer, em sua peça Black Angel [Anjo Negro], conta a história de um general nazista condenado pelo Tribunal de Nuremberg a 30 anos de prisão pelas atrocidades cometidas por seus soldados. Seu nome era Hermann Engel. Curiosamente, em alemão, Engel significa “anjo”.
Após cumprir sua sentença, Engel foi libertado e se retirou para uma pequena cabana nas montanhas da Alsácia, na França, tentando esquecer o passado e viver em paz. Entretanto, Morrieaux, um jornalista francês cuja família havia sido massacrada pelas tropas de Engel, esperava sua vez de se vingar.
Quando o Tribunal de Nuremberg se recusou a condenar Engel à morte, Morrieaux decidiu que faria justiça com as próprias mãos. Trinta anos depois, viajou até um vilarejo próximo da cabana e instigou alguns homens a subirem até lá para queimarem Engel e sua esposa.
Antes que a noite caísse, porém, Morrieaux decidiu entrevistar sua vítima. Havia detalhes da história que ele ainda desejava esclarecer. Frente a frente com Engel, ficou confuso. Viu um homem frágil e trêmulo – um ancião atormentado pela própria consciência.
À medida que a conversa avançava, Morrieaux mudou de ideia e decidiu salvar o pobre ancião. Contou-lhe o que aconteceria em poucas horas e ofereceu ajuda para escapar. Engel, no entanto, respondeu lentamente: “Irei com o senhor com uma condição: que me perdoe.”
Morrieaux hesitou. Estava disposto a salvar aquele frágil ancião, mas perdoá-lo? Nunca!
Naquela noite, os aldeões subiram até a cabana e assassinaram Engel e sua esposa.
Por que Morrieaux não conseguiu perdoar? Porque havia se tornado prisioneiro do próprio ódio. A vingança se transformara na razão de sua existência e consumira sua alma. No fim, Morrieaux havia se tornado o reflexo do ódio que carregava.
Deus nos pede que perdoemos aqueles que nos ferem. O perdão, e somente o perdão, pode curar nossa alma. Peça a Deus hoje o poder para perdoar quem fez mal a você.