Para dominar uma habilidade, muita prática e perseverança são necessárias. Quem aprende a tocar um instrumento sabe isso muito bem. Ao aprender a tocar piano, por exemplo, os dedos pressionarão teclas erradas milhares de vezes. É como um requisito não escrito no manual. Interessante, não é? Não desanimar diante de mil fracassos é parte essencial do processo de aprendizado.
Considere a seguinte história. Jaime e Josefina são pais de um bebê perfeitamente saudável. O pequeno, cheio de energia, começa a dar seus primeiros passos e, naturalmente, cai algumas vezes. Inicialmente, os pais acompanham seu progresso com satisfação, mas logo a preocupação se instala. Após cair cerca de trezentas vezes em uma semana, os pais tomam uma decisão drástica para pôr fim a essa prática “dolorosa”. Concluem que aprender a andar é difícil demais e, assim, amarram os pés da criança para impedi-la de caminhar e continuar tropeçando.
Ridículo, não é mesmo? Pois Deus também não age assim. Ele não nos impede de tentar só porque caímos. Ao contrário, deseja que aprendamos e cresçamos. Muitos homens famosos e bem-sucedidos chegaram ao auge depois de enfrentarem fracassos constantes, persistentes e dolorosos. Soichiro Honda, por exemplo, teve sua fábrica de anéis de pistão bombardeada duas vezes durante a Segunda Guerra Mundial. Após a Guerra, ele vendeu a estrutura para a Toyota e fundou a Honda, inicialmente fabricando motores para bicicletas.
Alguns escritores confessam que, no início da carreira, receberam centenas de cartas de rejeição. O romancista inglês John Creasey, por exemplo, acumulou 753 recusas antes de publicar 564 livros. Isso mostra que o sucesso tem um preço: ele exige trabalho árduo. Ninguém se torna um verdadeiro escritor sem ter fracassado muitas vezes.
O mesmo ocorre na vida cristã. O cristão fracassa, no entanto, em todas as situações, ele se levanta pelo poder de Deus e, por fim, desenvolve um caráter semelhante ao de Cristo. O segredo é confiar inteiramente no Senhor.