Quarta-feira
23 de setembro
Em harmonia com o Céu
Então irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu Te louvarei, ó Deus, Deus meu. Salmo 43:4

Pelo cântico, Davi, entre as dificuldades de sua vida tão cheia de mudanças, mantinha comunhão com o Céu (Ed, p. 115 [164]).

O simples pastorzinho entoava canções de sua própria autoria, e a música de sua harpa era um suave acompanhamento à melodia de sua límpida voz juvenil (PP, p. 566 [637]).

Revelações diárias do caráter e da majestade de seu Criador enchiam de adoração e alegria o coração do jovem poeta. Na contemplação de Deus e de Suas obras, a capacidade intelectual e o coração de Davi se desenvolviam e se fortaleciam para a obra de sua vida futura. A cada dia, tinha uma comunhão mais íntima com Deus. Sua mente estava sempre à procura de temas mais profundos, em busca de novos assuntos para inspirar seus cânticos e despertar a música que ele fazia sair de sua harpa. […]

Seus talentos, como dons preciosos de Deus, eram usados para exaltar a glória do Doador divino. Suas oportunidades para a contemplação e meditação serviam para enchê-lo daquela sabedoria e piedade que o tornavam amado de Deus e dos anjos. […] Cada raio de nova luz causava novas explosões de júbilo e mais suaves antífonas de devoção, para a glória de Deus e do Redentor.

O amor que o movia, as tristezas que o assediavam, os triunfos que o acompanhavam, tudo era assunto para seu ativo pensamento. Ao ver o amor de Deus em todas as situações da vida, seu coração pulsava com mais fervorosa adoração e gratidão, sua voz ecoava na mais vibrante melodia e dedilhava sua harpa com a mais exultante alegria (PP, p. 569 [642]).