Do mais terrível perigo restara um completo livramento. Aquela vasta e indefesa multidão – escravos não acostumados à batalha, mulheres, crianças e gado, com o mar diante de si e os poderosos exércitos do Egito fazendo pressão na retaguarda – tinha visto seu caminho aberto através das águas e os inimigos submersos no momento do esperado triunfo. Apenas Jeová lhes trouxera livramento, e o coração deles se voltou para o Senhor em gratidão e fé. Sua emoção encontrou expressão em cânticos de louvor. O Espírito de Deus repousou sobre Moisés, que dirigiu o povo em um cântico triunfante de ação de graças, o mais antigo e um dos mais sublimes que a humanidade já conheceu. […]
Semelhante à voz do grande abismo, surgiu das vastas hostes de Israel aquele sublime tributo de louvor. As mulheres de Israel começaram: Miriã, a irmã de Moisés, ia à frente, guiando-as com tamborins e danças. Por todo o deserto e pelo mar ressoavam as alegres palavras do coro, e as montanhas ecoavam seu cântico de louvor: “Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou” (Êx 15:21, ARA). […]
Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, para a destruição de todos os adversários da justiça e para a vitória final do Israel de Deus (PP, p. 238-240 [287-289]).