Quarta-feira
23 de setembro
Não pare de orar
Jesus lhes contou uma parábola para mostrar que deviam orar sempre e nunca desanimar. Lucas 18:1

No diário do reformador cristão George Müller, encontramos o seguinte registro de sua vida de oração: “Em novembro de 1844, comecei a orar pela conversão de cinco pessoas. Orava todos os dias, sem exceção, estivesse enfermo ou são, em terra ou no mar, e apesar de qualquer pressão por meus compromissos. Transcorreram-se dezoito meses antes que a primeira das cinco pessoas se convertesse. Agradeci então a Deus e orei pelas demais. Passaram-se outros cinco anos e se converteu a segunda. Agradeci a Deus novamente pela segunda e orei pelas outras três. Dia após dia, orei por elas. Passaram-se mais seis anos antes que se convertesse a terceira. Agradeci uma vez mais e continuei orando pelas outras duas […]. Mas essas continuaram sem se converter.”

Trinta e seis anos depois, Müller escreveu que as outras duas pessoas, filhos de um amigo seu, continuavam sem se converter: “Entretanto, confio em Deus, oro e espero a resposta. Eles ainda não se converteram, mas se converterão.”

Em 1897, 52 anos depois de Müller ter começado a orar, finalmente aqueles dois homens se converteram. Müller já não estava vivo. Esse grande homem entendeu o que Jesus quis dizer quando aconselhou seus discípulos a orar sem cessar.

Você tem praticado isso? Os anjos se surpreendem ao ver que, sendo tão necessitados da ajuda divina, quase não oramos. Ellen White escreveu: “É surpreendente notar que oramos tão pouco! Deus está pronto e sempre disposto a ouvir a oração sincera do mais humilde de Seus filhos, e, apesar disso, há tanta relutância da nossa parte para levar-Lhe nossas necessidades. O que pensarão os anjos celestiais desses pobres homens e mulheres, seres sujeitos à tentação, quando o coração de Deus, infinito em amor, inclina-se para eles, pronto a dar-lhes mais do que podem pedir ou pensar?” (Caminho a Cristo, 2024, p. 82, 83).

A viúva da parábola contada por Jesus não tinha outro recurso, nem outra autoridade a quem recorrer. Somente o juiz injusto poderia socorrê-la, e ela perseverou até receber a ajuda de que precisava. Se o juiz injusto atendeu à petição, com muito mais razão Deus atenderá ao que você pedir.