Quinta-feira
03 de setembro
CONCHAS QUEBRADAS
Ele sara os que têm o coração quebrantado e trata das feridas deles. Salmo 147:3

– Mamãe, por que as pessoas não pegam as conchas quebradas? – perguntou Arya, de cinco anos.

– Provavelmente porque elas não parecem ser bonitas o suficiente – a mãe respondeu.

– Mamãe, eu acho as conchas quebradas bonitas. A partir de agora, são essas que eu quero pegar – afirmou Arya.

Conchas quebradas podem simbolizar nossa jornada. Em algum momento, todas nós já nos sentimos quebradas. Na dor, Sara, Rebeca, Raquel e Ana clamaram ao Senhor por um filho, ensinando-nos a esperar com paciência e oração em tempos de fragilidade. Abigail, Noemi e Rute, mesmo na tristeza, encontraram forças ao compartilhar suas dores. Noemi e Rute, especialmente, mostram-nos como enfrentar o futuro doando-se em vez de lamentar.

Também houve mulheres marcadas pelo abuso: Tamar, Diná e Bate-Seba poderiam testemunhar nos movimentos atuais. Elas carregaram uma vergonha imerecida e um longo período de silêncio, mas suas histórias nos encorajam a apoiar vítimas de abuso para que encontrem sua voz, oferecendo-lhes a paz eterna de Deus.

Maria Madalena e a mulher samaritana expressaram seu sofrimento por meio da promiscuidade, mas encontraram cura no amor justo que Jesus, nosso companheiro fiel, ofereceu-lhes. Maria, mãe de Jesus, enfrentando o desafio de ser uma mãe solteira, encontrou cura em seu Filho, que morreu para salvar o mundo. Essas histórias de “conchas quebradas” nos lembram de que a graça e a cura de Deus estão ao alcance de todos.

Embora sejamos provadas em muitos aspectos, Deus jamais nos abandona (2Co 4:8, 9). Ele é nosso Consolador (Sl 23:4) e Médico que cura os de coração quebrantado (Sl 147:3). Ele nos chama ao Seu descanso (Mt 11:28, 29) e nunca permitirá que fiquemos quebradas além do reparo. Sobretudo, mesmo em nossa fragilidade, perseveremos com fé (Fp 3:14), confiando que Ele nos renovará ( Jr 31:4).

Assim como a pequena Arya começou a pegar e guardar conchas quebradas, Deus nos recolhe (Dn 8:18), acolhe com carinho (Sl 34:18) e nos restaura quando a Ele nos entregamos completamente rendidas, em oração (Tg 4:10). Ele morreu por nós e nos ama com amor eterno ( Jo 3:16, 17; Jr 31:3). Deus jamais deixará de buscar mais “conchas quebradas” (Lc 19:10; Ez 34:11).

Suhana Chikatla