Nos últimos dois meses, tenho vivido em uma vila de pescadores. Como típica garota da cidade, que não sabe diferenciar um atum de uma tilápia, tem sido uma experiência única e enriquecedora. Mas, como em todas as situações de minha vida, Deus tem usado essa experiência para me ensinar algo importante.
A vida dos pescadores daqui é repleta de desafios. Eles saem para o mar bem cedo, sem saber o que o dia trará. Às vezes, não precisam navegar muito longe e já conseguem uma boa pesca. Outras vezes, vão a quilômetros de distância e não trazem nada. Algumas vezes, pegam muitos peixes pequenos, que não valem tanto; em outros momentos, pescam algo tão grande que quase afunda o barco. Eles precisam de força para puxar os peixes grandes, persistência diante das dificuldades e resistência ao desânimo, mesmo nas piores pescas. Além disso, precisam ser engenhosos, aprendendo a sobreviver com pouco.
Uma amiga me perguntou certa vez por que Jesus escolheu alguns pescadores ao selecionar os 12 discípulos. Agora eu entendo. Suas habilidades e experiências como pescadores seriam úteis para espalhar o evangelho. A força e a capacidade de viver com pouco os ajudariam nas longas viagens levando o evangelho a diferentes regiões. A persistência e a resistência ao desânimo seriam essenciais ao enfrentarem perseguições e rejeição. Eles tinham tudo de que precisavam para servir a Deus.
Minha personalidade introvertida, por exemplo, às vezes dificulta conversar com estranhos e fazer novas amizades. Por vezes, sinto que isso me coloca em desvantagem para compartilhar o evangelho. No entanto, Deus tem usado essa característica para me tornar uma boa ouvinte e me ajudar a construir bons relacionamentos. E, quando a oportunidade surge, posso compartilhar sobre Cristo com as pessoas ao meu redor. Quem Deus me fez ser é exatamente o que preciso para ser luz para Ele.
Todas nós temos o que precisamos para servir a Cristo. Deus usará o que lhe oferecermos para a Sua glória, em favor do Seu Reino. Estejamos prontas para trabalhar para Ele, permitindo que Ele nos use.
R. Bowen