No ano de 2001, um menino de apenas oito anos sofreu um ataque de tubarão na Flórida. Jessie Arbogast estava com seu tio na praia quando um tubarão de mais de dois metros o atacou, arrancando seu braço direito e ferindo gravemente uma de suas pernas. Quando percebeu o ataque, seu tio correu para ajudá-lo. Depois de tirar o menino da água e deixá-lo com familiares para receber os primeiros socorros, o tio agiu heroicamente voltando à água e lutando com o tubarão para pegar o braço do sobrinho de volta. Ele conseguiu trazer o tubarão até a orla e recuperou o braço de Jessie. Meia hora depois, o menino estava dando entrada em um hospital, quase sem vida. Ele havia sangrado tanto que foi necessário receber transfusão de 14 litros de sangue. Jessie passou por uma cirurgia que durou cerca de 11 horas, a fim de ter seu braço implantado. Assim, ele conseguiu sobreviver ao cruel ataque.
Refletindo sobre esse acontecimento, lembrei-me de uma grande guerra que havia travado comigo mesma, com Deus e com o inimigo. Em alguns momentos, cheguei a pensar que perderia tudo: a fé, a esperança, o sentido da vida e o amor de Deus.
Nosso adversário está sempre tentando nos destruir, e, como Jessie, não temos forças para lutar contra o oponente. Mas, em meio a dor, não podemos deixar de buscar a Deus. Foi o que eu fiz. Mesmo sangrando e chorando, não deixei de clamar por socorro. Mesmo a oração parecendo vazia, não deixei de fazê-la. Mesmo a igreja se tornando cansativa, não deixei de frequentá-la. Até que, um belo dia, meu Resgatador apareceu e, colocando-me em Seus ombros, livrou-me das garras do mal e disse: “Basta!” Eu finalmente entendi que Cristo é tudo de que preciso e que a Sua graça é suficiente.
Em meio às nossas batalhas, assim como o tio de Jessie, Deus vem em nosso socorro. Ele nos resgata, providencia pessoas para cuidar de nossas feridas e recolhe nossos pedaços que ficaram para trás. Deus faz o implante de um novo coração e nos enche de esperança.
Não posso imaginar a dor daquele garoto, o medo e os desafios que ele enfrentou, mas Deus sabe. Cristo também sangrou, foi ferido e humilhado para que um dia estejamos com Ele no Céu, onde nunca mais sofreremos. Como não amá-Lo?
Rosilma Rosa Fonseca