No final da primavera, meu marido voltou de uma de suas caminhadas matinais com a notícia de que uma das famílias de gansos que vivem no lago atrás de nossa casa havia tido cinco filhotes. Fiquei encantada e, naturalmente, fiz questão de ir vê-los mais tarde, quando saímos para caminhar. Ao nos aproximarmos, vimos os filhotes explorando as margens do lago, procurando alimentos na grama baixa. De repente, notamos que um dos filhotes estava virado de costas, lutando sem sucesso para se virar. Vez após vez, ele tentava se colocar na posição correta, agitando a única asa e perna livres, mas sem conseguir se endireitar. Seus pais gansos claramente estavam preocupados, mas pareciam incapazes de ajudá-lo.
Achamos estranho que eles não fizessem mais para ajudar. Já vimos gansos puxarem seus filhotes para fora do perigo várias vezes, mas esse casal não conseguia ajudá-lo. Os pais andavam de um lado para o outro, atentos ao pequeno em apuros, enquanto vigiavam os outros quatro filhotes. Toda vez que o filhote tentava se virar ou emitia seus gritinhos de socorro, eles respondiam. Logo ficou claro que já haviam feito tudo para ajudá-lo, mas sem sucesso.
Depois que voltamos para casa, continuei conferindo o lago, ansiosa pelo pequeno filhote. Toda vez que eu saía para olhar, a situação era a mesma. Isso continuou por horas, e fui ficando mais preocupada à medida que o sol intenso incidia diretamente sobre o filhote indefeso. Ele continuava tentando se endireitar e os pais tentavam ajudá-lo, mas em vão. O tempo estava se esgotando, então decidi que, se os pais o abandonassem, eu desceria até lá e faria por ele o que os pais não podiam: virá-lo.
Sem dúvida, você também já se deparou com situações que lhe trouxeram apreensão, tristeza e incerteza sobre agir ou não. Quão abençoadas somos por podermos confiar Naquele que prometeu nos instruir e ensinar sobre como e quando agir, e até se devemos! Só Ele é “poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos” (Ef 3:20).
Ella Louise Smith Simmons