Foi feita a Abraão a promessa de uma posteridade numerosa e de grandeza nacional, promessa especialmente estimada pelo povo daquela época: “Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção!” E a isso acrescentou-se esta certeza, mais preciosa do que todas as outras para o herdeiro da fé, de que o Redentor do mundo viria de sua linhagem: “Em você serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12:2, 3) (PP, p. 95 [125]).
Quando Abraão tinha quase cem anos de idade, a promessa de um filho foi–lhe repetida, com a informação de que o futuro herdeiro seria filho de Sara. No entanto, Abraão ainda não estava entendendo a promessa. Imediatamente pensou em Ismael, apegando-se à crença de que os propósitos misericordiosos de Deus deveriam se cumprir. […]
De novo foi feita a promessa, com palavras que não poderiam ser mal compreendidas: “De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a Minha aliança.” […]
O nascimento de Isaque, depois de uma vida inteira de espera, encheu de alegria as tendas de Abraão e Sara, trazendo a realização de suas mais acalentadas esperanças (PP, p. 116 [146]). Isaque era para ele a luz do lar, a consolação da velhice e, acima de tudo, o herdeiro da bênção prometida (PP, p. 118 [148]).
“Sara disse: ‘Deus me deu motivo de riso. E todo aquele que ouvir isso vai rir comigo.’ E acrescentou: ‘Quem diria a Abraão que Sara ainda amamentaria um filho? Pois na sua velhice lhe dei um filho’” (Gn 21:6, 7).