Era a época da Festa das Trombetas. Muitos estavam reunidos em Jerusalém. O cenário dava uma impressão lastimável. O muro de Jerusalém tinha sido reconstruído e as portas, assentadas; mas grande parte da cidade continuava em ruínas. Sobre uma plataforma construída em uma das ruas mais largas, rodeado de todos os lados por tristes lembranças da antiga glória de Judá, estava Esdras, agora idoso. […] Alguns sacerdotes e levitas se uniram a Esdras para explicar os princípios da lei. […]
“E todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (Ne 8:3). Eles ouviam, com atenção e reverência, as palavras do Altíssimo. Sendo a lei explicada, convenceram-se de sua culpa e choraram por causa de suas transgressões. No entanto, esse era um dia festivo, um dia de regozijo, uma santa convocação, um dia no qual o Senhor tinha ordenado ao povo que se mostrasse alegre e jubiloso. […]
A primeira parte do dia fora dedicada a atividades religiosas, e o povo passou o resto do tempo em grata recordação das bênçãos de Deus, desfrutando da abundância que Ele havia providenciado. Também foram enviadas aos pobres, que nada tinham para preparar, algumas porções dessa abundância. Houve grande alegria, pois as palavras da lei tinham sido lidas e entendidas (PR, p. 387, 388 [661, 662]).
“Esdras louvou o Senhor, o grande Deus, e todo o povo, levantando as mãos, respondeu: ‘Amém! Amém!’” (Ne 8:6).