Você está encantadora hoje – comentou o recepcionista na igreja, entregando-me o boletim em um sábado pela manhã. Eu? Encantadora? Naquele dia, eu me sentia desanimada, embora usasse um vestido verde bonito com um casaco combinando e sandálias brancas. Mesmo assim, suas palavras gentis me fizeram sentir pelo menos 75% melhor.
Em outra ocasião, minha irmã, sua filha e neta (uma universitária) me visitaram. Durante a conversa, a neta comentou baixinho que não se achava bonita. Eu ouvi, mas não disse nada na hora. Dias depois, escrevi-lhe um bilhete, assegurando-lhe que ela era uma jovem linda e não devia se subestimar. Soube que ela se emocionou e chorou ao ler. Ela me agradeceu por elevar sua autoestima e fazê-la sentir-se melhor consigo mesma.
O ditado “O que vem de baixo não me atinge” é definitivamente falso. Certa vez, recebi uma ligação da filha adulta de amigos próximos que, equivocadamente, me acusava de ter falado algo negativo sobre o estado mental de seu pai. Eu disse a ela, com sinceridade, que não sabia do que ela estava falando. Com sua frieza, acho que ela não acreditou em mim. Depois, a mãe dela explicou que seu esposo estava passando por problemas e estava se consultando com um neurologista, mas eu desconhecia a situação e jamais teria pensado ou dito algo assim. Felizmente, continuamos amigos. Embora a acusação injusta tenha me doído, não me deixou mágoas. Quão diferente foi com Jesus, nas mãos daqueles a quem Ele veio salvar! Não só foi acusado e condenado injustamente, mas também teve uma coroa de espinhos pressionada em Sua cabeça, foi agredido, zombado e, por fim, pregado em uma cruz. Mesmo ali, continuaram a desafiá-Lo a “provar” o favor de Deus descendo da cruz. Que tentação teria sido para a minha natureza humana! Mas, por amor ao mundo, Ele suportou a cruz para que todo aquele que Nele crer tenha a vida eterna.
Obrigada, Jesus, por me incluir em “todo aquele”! Por favor, que minhas palavras sejam apenas de cura para outras pessoas. Amém!
Mary Jane Graves