Domingo
25 de outubro
Não ame o mundo
Não amem o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. 1 João 2:15

Há vários anos, tive a oportunidade de visitar os mosteiros de Meteora, na Grécia. Eles foram construídos no topo de penhascos cercados por precipícios e são quase inacessíveis. Hoje há elevadores, mas durante muito tempo só era possível subir por meio de cestos pendurados em cordas de dezenas de metros. Fiquei impressionado ao ver cavernas nas paredes das altas montanhas ainda habitadas por eremitas – pessoas totalmente isoladas do resto do mundo.

O ascetismo não se originou no cristianismo. Filósofos gregos, especialmente os seguidores de Pitágoras, Platão e os estoicos, já levavam uma vida frugal. Os cínicos chegavam a extremos ainda maiores na negação de si mesmos. Os sacerdotes de Serápis, no Egito – onde surgiu o monasticismo cristão –, também seguiam essa prática.

Esse estilo de vida surgiu, por um lado, do desejo de dominar a natureza humana pecaminosa e fugir da corrupção do mundo e, por outro, da busca por méritos e uma santidade extraordinária. O primeiro eremita foi Paulo de Tebas (250 d.C.), que, segundo a tradição, viveu sozinho em uma caverna dos 16 aos 113 anos de vida, até que Santo Antão revelou sua existência ao mundo. O próprio Antão – considerado o pai do monasticismo cristão (cerca de 251-356 d.C.) – viveu no deserto por 36 anos. Simeão Estilita (390-459 d.C.) foi um dos casos mais extremos: ele se enterrou até o pescoço por vários meses para dominar seu corpo pecaminoso. Depois, passou a viver no topo de uma coluna de trinta metros de altura, onde permaneceu por 36 anos até sua morte. Ali, realizava exercícios físicos exaustivos. Dizem que, certa vez, tocou os pés com a testa 1.244 vezes sem parar.

O principal erro do monasticismo é acreditar que o pecado reside no mundo exterior, quando na verdade ele se encontra no coração humano. Deus não nos pede que abandonemos o mundo, mas que não amemos nem o pecado nem a corrupção que nele existem. Cristo amou os seres humanos e veio viver entre eles, mas não participou de seu pecado. Jesus também nos ensinou que somos o sal da terra e, por isso, devemos espalhar o sabor do evangelho, relacionando-nos com as pessoas ao nosso redor e amando-as.

Sua vida é um testemunho de que Cristo vive em você?