No verso de hoje, o apóstolo João responde à própria pergunta: Caim matou seu irmão porque abrigava em si o ódio natural e satânico do injusto contra o justo. Mas, se olharmos com mais atenção, perceberemos que há algo mais profundo nesse episódio. O que teria levado o primeiro homem nascido neste mundo a descer tão rapidamente ao nível de perversidade necessário para cometer um assassinato? Teria ele nascido com tendências psicopatas?
Kent Kiehl, neurocientista norte-americano, mergulhou no mundo sombrio dos psicopatas criminosos, explorando o funcionamento da mente deles. Ele literalmente escaneou o cérebro dessas pessoas em busca de alguma estrutura física que pudesse explicar por que elas são capazes de cometer crimes terríveis sem sentir o menor traço de culpa ou remorso.
O interesse de Kiehl por esse tema começou aos 8 anos, quando morava em Tacoma, Washington. Seu pai, que trabalhava em um jornal local, chegou em casa certo dia contando a história de Ted Bundy – um jovem aparentemente charmoso, inteligente e saudável que havia agredido e assassinado cerca de 30 mulheres. Em entrevista ao periódico New Yorker, Kiehl relembrou: “Esse rapaz havia crescido na mesma rua que eu. Eu disse que queria entender por que as pessoas fazem coisas ruins, por que alguém pode ser como Ted Bundy. Eu queria estudar o cérebro.”
A psicopatia é caracterizada por um vazio moral, uma incapacidade de sentir empatia ou remorso. A simples ideia de viver em um mundo onde o senso de culpa não existe é assustadora. O fato de que alguém possa cometer o crime mais hediondo sem sentir nenhum arrependimento é aterrador.
Diante dessa realidade sombria, podemos confiar em que Deus guarda e livra Seus filhos de todas as manifestações do mal – e também da angústia e do medo diante dos homens perversos. Em Cristo, encontramos segurança, refúgio e paz. Por isso, não comece o dia sem entregar seu coração completamente a Ele.