Cada um tem, em grande medida, a oportunidade de tornar-se aquilo que escolher ser. As bênçãos desta vida, bem como do estado imortal, estão ao seu alcance. Ele pode edificar um caráter de sólido valor, ganhando nova força a cada passo. Pode avançar diariamente em conhecimento e sabedoria, ciente de uma nova satisfação ao progredir, acrescentando virtude a virtude, graça a graça. Suas aptidões serão aprimoradas com o uso; quanto mais sabedoria alcançar, maior será sua capacidade de conquista. Assim, sua inteligência, conhecimento e virtude se desenvolverão com maior força e mais perfeita simetria (CRA, p. 8 [15]).
Assim também Cristo apresentou os princípios da verdade no evangelho. Podemos, em Seus ensinos, beber das puras correntes que brotam do trono de Deus. Cristo poderia ter comunicado aos seres humanos conhecimentos que ultrapassariam quaisquer revelações anteriores, deixando para trás todas as outras descobertas. Poderia ter desvendado mistério após mistério, fazendo concentrar-se em torno dessas maravilhosas revelações o ativo e diligente pensamento das sucessivas gerações até o fim dos tempos. Em nenhum momento deixou de ensinar a ciência da salvação. […]
Nosso Salvador não incentivava ninguém a frequentar as escolas dos rabinos de Sua época, pelo fato de que a mente se corromperia com o continuamente repetido “Dizem” ou “Foi dito”. Como, pois, devemos nós aceitar as instáveis palavras humanas como exaltada sabedoria, quando se encontra ao nosso alcance uma sabedoria maior e infalível? (CBV, p. 285, 286 [448, 449]).