Era uma cena muito interessante. O povo chegava de todas as direções para ouvir os discípulos testificarem da verdade como é em Jesus. Eles se acotovelavam, lotando o templo. Sacerdotes e autoridades estavam presentes, com fisionomias carregadas de maldade, corações ainda cheios de permanente ódio contra Cristo. […] Pensavam que veriam os apóstolos acovardados e temerosos sob a mão forte da opressão e do assassinato, mas os encontraram acima de todo temor, cheios do Espírito Santo, proclamando com poder a divindade de Jesus de Nazaré (AA, p. 27 [42]).
Sob a influência dessa iluminação celestial, as passagens das Escrituras que Cristo havia explicado aos discípulos se apresentavam diante deles com o brilho da verdade perfeita. O véu que os impedia de ver o fim do que fora abolido estava agora removido, e eles compreendiam com total clareza o objetivo da missão de Jesus e a natureza de Seu reino. Puderam falar com poder a respeito do Salvador e, ao desdobrarem perante seus ouvintes o plano da salvação, muitos ficavam convictos e persuadidos.
As tradições e superstições propagadas pelos sacerdotes foram varridas de sua mente, e os ensinos do Salvador foram aceitos. “Os que aceitaram a palavra de Pedro foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (At 2:41) (AA, p. 28 [44]).
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2:42).