A verdade que ouvimos nos salvará somente se a aceitarmos de bom grado, demonstrando em nossas vidas o resultado de sua atuação, crescendo em graça e no conhecimento de Deus (Notebook Leaflets From the Elmshaven Library [Anotações da Biblioteca de Elmshaven], v. 1, p. 13).
Cristo “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo 1:11). A luz de Deus raiou nas trevas do mundo, “e as trevas não a compreenderam” (Jo 1:5, ARC). Nem todos, no entanto, foram indiferentes à dádiva do Céu. […] Havia em diferentes nações pensadores sinceros que tinham procurado na literatura, na ciência e na religião do mundo gentílico aquilo que poderiam receber como o tesouro do espírito.
Entre os judeus havia aqueles que procuravam algo que não possuíam. Insatisfeitos com uma religião formal, ansiavam algo espiritual e enobrecedor. Os discípulos escolhidos de Cristo pertenciam a esta última classe. Cornélio e o eunuco da Etiópia, à primeira. Anelavam a luz do Céu e oravam por seu recebimento. Quando Cristo lhes foi revelado, receberam-No com alegria (PJ, p. 63 [116]).
“Em Cesareia morava um homem chamado Cornélio, que era centurião de uma companhia do exército chamada Italiana. Era piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, fazendo muitas esmolas ao povo e orando sempre a Deus. […] E os fiéis que eram da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo” (At 10:1, 2, 45).