Após o funeral de minha sogra, nossa família decidiu fazer uma última visita à fazenda no Missouri, um lugar que havia marcado nossas vidas. O velho galinheiro guardava memórias dos pintinhos amarelos piando, mas também armazenava utensílios agrícolas já ultrapassados. Entre os achados, estavam duas rodas de um Ford Modelo T. A casa da fazenda trazia uma enxurrada de lembranças, mas memórias não podiam sustentar o envelhecido edifício.
Nos últimos anos, a família havia pintado a casa, reparado e substituído tábuas, telhas e janelas. Até o piso precisou ser refeito, pois não havia uma fundação adequada. O objetivo era manter a velha casa habitável pelo tempo que minha sogra precisasse, e isso foi alcançado, pois ela pôde viver lá até que sua saúde debilitada exigiu cuidados melhores em uma casa de repouso.
A fazenda da família não era composta apenas pela casa, mas também por tudo o que ali crescia. Os campos de soja e feno foram essenciais para o sustento da família. Os antigos carvalhos no quintal da frente haviam fornecido sombra para as tardes relaxantes de sábado. Durante anos, vasos de onze-horas adornaram a parte mais próxima do quintal, e tulipas floresceram em um pneu velho. As íris lilases já haviam crescido ao lado da entrada da casa, mas foram removidas para dar espaço ao maquinário agrícola.
A visita pós-funeral foi um momento de reflexão. Nossa filha queria levar consigo algo vivo que a conectasse à avó. Não havia flores ao redor da casa, que estava abandonada, exceto um canteiro de íris roxas próximo ao jardim. Com uma pá, ela cavou e levou as flores para o outro lado do país, onde hoje florescem novamente em Oregon.
Hoje, construções se deterioram e desmoronam. As árvores frequentemente vivem mais que os prédios ou casas que cercam, mas também caem. No entanto, Jesus está preparando mansões para nós que nunca se desgastarão. Ele prometeu que comeremos da Árvore da Vida e que nunca envelheceremos.
Ora, vem, Senhor Jesus!
Barbara Huff