Uma das coisas que mais aprecio na vida é ouvir boa música. Nem sempre tenho essa possibilidade, mas, muitas vezes, posso desfrutar desse prazer ao lado de minha família, que também é apaixonada pela música. De fato, o melhor momento da semana para nós é a sexta-feira ao pôr do sol. É quando nos reunimos para celebrar a chegada do sábado. Meu filho se senta ao piano, minha filha o acompanha no violoncelo, e minha esposa e eu cantamos por quase uma hora. Em seguida, compartilhamos uma refeição especial, preparada para o sábado.
A música que escolhemos pode ser uma grande bênção para nossa vida espiritual. Gostaria de compartilhar seis princípios para escolher uma boa música. Hoje, mencionarei os três primeiros.
A música que ouvimos diz muito sobre nós. Há algum tempo, percebi que meu filho só ouvia músicas em tom menor, a maioria delas melancólicas. Ele não havia notado e ficou surpreso quando fiz a observação. Após uma breve conversa, percebemos que sua tristeza estava relacionada à perda de um ente querido. Essa reflexão o ajudou a se entender melhor. Hoje, essa fase passou, e isso também se reflete nas músicas que ele escolhe ouvir.
A música que ouvimos está associada a um acervo cultural. Os diferentes estilos musicais geralmente estão ligados a lugares, pessoas e ações. Isso significa que a música que escolhemos facilita nossa relação com determinados grupos, estimula certos comportamentos e nos conecta a valores e ideias específicos. Se a música que você ouve sugere pensamentos que o afastam dos princípios cristãos, você deve substituí-la. Não adicione tentações à sua vida.
A música que ouvimos afeta nosso bem-estar físico e emocional. Ela pode motivá-lo e estimulá-lo, mas também tem o poder de deprimi-lo. Como os efeitos variam de pessoa para pessoa, é importante avaliar o impacto da música em sua vida. Ao se tornar consciente disso, você começará a procurar músicas que contribuam positivamente para o seu bem-estar físico e emocional.
Que Deus abençoe você nessa caminhada!