Quinta-feira
12 de novembro
O cavalo de Hernán Cortés
O nosso Deus está no Céu e faz tudo como Lhe agrada. Os ídolos das nações são prata e ouro, obra de mãos humanas. Salmo 115:3, 4

O último reino maia a cair sob o domínio espanhol foi o dos itzáes, que habitavam a atual ilha de Flores, na Guatemala. Hernán Cortés foi o primeiro europeu a visitar esse reino, em 1525, durante sua viagem para Honduras pela costa do Caribe. Ao se preparar para partir, Cortés notou com tristeza que um de seus cavalos estava ferido, com uma grande lasca de madeira cravada em uma das patas. Como não podia levá-lo, decidiu deixá-lo como presente para o governador Ah Kaan Ek, que se comprometeu a cuidar do animal. Vale lembrar que, antes da chegada de Colombo, os cavalos eram desconhecidos nas Américas.

Os registros históricos relatam que os maias começaram a adorar o cavalo como um deus, chamando-o de Tziminchaak. Eles lhe ofereceram flores, pássaros e alimentos como tributo a uma divindade. Infelizmente, o pobre animal morreu de fome pouco depois. Em seguida, os maias esculpiram uma imagem de pedra do cavalo e a adoraram por décadas.

Em 1618, os frades Bartolomé de Fuensalida e Juan de Orbita visitaram o reino dos itzáes com o objetivo de convertê-los ao cristianismo. Lá, para surpresa dos padres, os indígenas mostraram a imagem do cavalo e contaram sua história. Em um acesso de fúria, Orbita destruiu a imagem, causando consternação entre o povo, que planejou matá-los, obrigando-os a fugir. Em 1623, o padre Diego Delgado e 90 acompanhantes visitaram novamente os itzáes na tentativa de convertê-los, mas foram sacrificados como vingança pela destruição da imagem. Em 1695, o frei Andrés de Avendaño y Loyola encontrou no templo ossos de uma perna e da bacia do cavalo que ainda era adorado. O reino maia caiu dois anos depois.

A história parece curiosa, mas, se refletirmos, veremos que cometemos erros semelhantes. Quantas vezes adoramos o dinheiro, o trabalho e a carreira, acreditando que essas coisas podem nos dar segurança e resolver nossos problemas? No entanto, mais cedo ou mais tarde, elas se mostram incapazes de sustentar nossa vida. Somente Deus, o Criador do Céu e da Terra, é digno de nossa confiança. Ele nunca falha e jamais decepciona Seus filhos.