Julius Robert Oppenheimer demonstrou talento excepcional desde a infância. Fascinado por química e física, realizava experimentos laboratoriais e colecionava rochas. Ainda menino, começou a se corresponder com geólogos locais sobre as formações rochosas do Central Park, em Nova York, impressionando-os a ponto de ser convidado a palestrar na Sociedade Mineralógica de Nova York. Quando chegou ao evento, precisaram arranjar um caixote para que ele alcançasse o púlpito.
Apesar de seu brilhantismo, Oppenheimer enfrentava depressão. Após se formar em Harvard, estudou física teórica em Cambridge com Patrick Blackett, que o forçou a focar na vertente experimental, algo que ele detestava. Isso agravou seu estado emocional a ponto de tentar envenenar o professor com produtos químicos do laboratório. Blackett percebeu o perigo e alertou a universidade. Em vez de expulsar Oppenheimer, Cambridge o colocou em liberdade condicional e exigiu que ele fizesse terapia com um renomado psicólogo em Londres.
Incrível, não? A universidade decidiu perdoar o estudante que tentou matar um de seus professores mais importantes. Mas Deus fez algo infinitamente maior. Quando a humanidade se rebelou contra Ele, no jardim do Éden, não a destruiu, mas enviou Seu Filho para morrer por nós e nos salvar. Por quê? Cambridge viu em Oppenheimer um potencial brilhante para a ciência – e, de fato, ele se tornaria um dos cientistas mais influentes do século 20, sendo a peça-chave no desenvolvimento da bomba atômica no Projeto Manhattan. Deus, porém, nos resgatou não pelo que poderíamos oferecer, mas simplesmente por amor, mesmo quando ainda éramos Seus inimigos.
Aqueles que compreendem o amor de Deus entregam sua vida a Ele, não para retribuir Sua bondade, mas porque O amam. O Senhor deseja nos salvar por muitas razões, mas a principal é Seu imenso amor. Você vai responder a esse convite? Hoje, Ele diz: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv 23:26, ARA).