O jardim do Éden permaneceu na Terra muito tempo depois que o homem fora expulso de seus agradáveis caminhos (Gn 4:16). Por um prolongado período, foi permitido à raça decaída contemplar o lar da inocência, cuja entrada era vedada pelos anjos vigilantes. À porta do paraíso, guardada pelos querubins, revelava-se a glória divina. Adão e seus filhos iam ali para adorar a Deus. Ali renovaram seus votos de obediência àquela lei cuja transgressão os havia banido do Éden. Quando a onda de iniquidade se propagou pelo mundo e a impiedade dos homens determinou sua destruição por meio do dilúvio, a mão que plantara o Éden o retirou da Terra. No entanto, na restauração final de todas as coisas, quando houver “novo céu e nova Terra” (Ap 21:1), ele será restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio.
Então os que guardaram os mandamentos de Deus respirarão um vigor imortal, debaixo da árvore da vida (Ap 2:7; 22:14). E, ao longo das eras eternas, os habitantes dos mundos que não pecaram contemplarão naquele jardim tão agradável um modelo da obra perfeita da criação de Deus, sem qualquer sinal da maldição do pecado – modelo do que teria sido a Terra inteira se o homem tivesse apenas cumprido o plano glorioso do Criador (PP, p. 38 [62]).
“E vi novo céu e nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira Terra passaram, e o mar já não existe. […] Então ouvi uma voz forte que vinha do trono e dizia: ‘Eis o tabernáculo de Deus com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles’” (Ap 21:1, 3).