A conversão de Saulo é um dos eventos mais marcantes da história da igreja cristã. No livro de Atos, ela é narrada três vezes (capítulos 9, 22, 26), e Paulo se refere a esse momento em quatro de suas epístolas (Gl 1:11- 17; Fp 3:4-17; 1Co 15:8-11 e 1Tm 1:12-17). A forma como essa experiência é relatada e o impacto que teve na vida de um dos homens mais importantes do Novo Testamento podem ser vistos, pelo menos, sob três perspectivas:
1. Como a história de uma conquista, em que Jesus derrota Seu inimigo.
2. Como uma história de conversão, na qual Jesus transforma um inimigo em aliado.
3. Como a história de um chamado, em que Jesus escolhe um emissário para pregar o evangelho.
Hoje, vamos considerar a primeira dessas perspectivas.
Paulo era um inimigo do evangelho e queria destruir a igreja. No entanto, Deus lhe ensinou que todo ataque à igreja é uma ofensa a Ele. As igrejas cristãs daquela época – assim como a igreja em sua cidade hoje – são o corpo de Cristo (1Co 12, Rm 12). A igreja é a noiva de Cristo, unida a Ele como um só corpo, e o Noivo celestial tem profundo interesse por ela.
Abençoar aqueles que fazem parte da igreja é abençoar o próprio Jesus. Da mesma forma, ferir essas pessoas é ferir a Jesus. Por isso, devemos ter cuidado para não desprezar a igreja, pois esse é um ato que o Senhor leva muito a sério. Quando você ama a igreja e se preocupa com ela, está, na verdade, fazendo isso em honra ao seu Salvador.
Além disso, o Jesus ressuscitado está sempre pronto para proteger Seu povo. Por essa razão, Ele feriu Paulo com cegueira e, mais tarde, puniu o mago judeu Barjesus (ver At 13:6-11). Do mesmo modo, enviou trevas sobre o Egito e, no fim dos tempos, fará o mesmo com a Babilônia mística (Ap 16:10). Esses exemplos demonstram que o zelo de Deus por Sua igreja é real, constante e poderoso.
Você não acha maravilhoso fazer parte do povo de Deus? Então abrace sua missão: leve o amor de Jesus às pessoas ao seu redor.