Sábado
05 de dezembro
Sou seu servo e vassalo
Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: “Eu sou seu servo e seu filho. Venha me livrar do poder do rei da Síria e do poder do rei de Israel, que se levantam contra mim.” 2 Reis 16:7

Durante seu ministério, Isaías testemunhou a invasão de Judá pela Assíria, bem como a destruição de Samaria, capital do reino de Israel. Apesar dos tempos turbulentos, sua fé em Deus jamais vacilou. A Assíria era um império poderoso e cruel, mas o profeta havia contemplado o poder do Senhor no templo – e isso moldou sua confiança.

Em contraste com a fé manifestada por Isaías, estava a fraqueza do rei Acaz. Diante da ameaça dos reis da Síria e de Israel, Acaz buscou ajuda em Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: “Eu sou seu servo e seu filho. Venha me livrar” (2Rs 16:7).

Não entenderemos a gravidade dessa atitude sem antes considerá-la em seu contexto bíblico. Os reis da linhagem davídica eram chamados de filhos e servos de Deus em virtude da aliança que o Senhor havia feito com Davi (cf. 2Sm 7:14). Isso significava que o próprio Senhor lhes garantia proteção. Acaz, no entanto, preferiu se tornar “filho” e “servo” do rei da Assíria. Esses eram termos significativos na linguagem diplomática da época, indicando submissão. Assim, Acaz literalmente se fez súdito de Tiglate-Pileser, rejeitando a proteção divina. A quebra da aliança com Deus custou caro para Judá: daquele momento em diante, até o fim da dinastia, os reis davídicos pagaram tributos a potências estrangeiras.

Por que Acaz fez isso? Porque não compreendia a grandeza de Deus. Ele havia se impressionado com o poder dos assírios, mas não dedicou tempo para conhecer a força do Senhor.

O povo de Deus enfrentará uma crise semelhante no tempo do fim. O livro de Apocalipse revela que os habitantes da Terra dirão: “Quem é semelhante à besta? Quem pode lutar contra ela?” (Ap 13:4). Contudo, essa será a pergunta errada. A pergunta correta será: “Quem é como o Cordeiro? Quem poderá resistir a Ele?” (Ap 6:15-17).

Aqueles que aprenderam a viver na presença de Deus não se intimidarão diante de poderes estranhos. Ao contrário, reconhecerão que o Senhor é infinitamente mais poderoso – e Nele depositarão sua plena confiança.