Os escritores Steven Johnson e John Barry investigaram epidemias biológicas – de cólera e gripe, respectivamente – em seus livros The Ghost Map [O Mapa Fantasma] e The Great Influenza [A Grande Gripe], e constataram que três fatores fundamentais governam o surgimento e o impacto de uma epidemia: 1) um meio de transmissão eficaz; 2) um ambiente propício; e 3) um vírus altamente contagioso.
Esses elementos rompem o equilíbrio entre uma doença contida e uma propagação avassaladora. Curiosamente, essas mesmas regras se aplicam às epidemias sociais – como tendências, ideias e comportamentos – conforme analisa o jornalista Malcolm Gladwell em seu livro The Tipping Point [O Ponto da Virada].
Toda epidemia começa com um “paciente zero” – uma única pessoa capaz de gerar uma reação em cadeia que alcança distâncias inimagináveis. Nesse contexto, o que importa não é a quantidade de portadores, mas sim a qualidade da sua influência.
Nas epidemias sociais, existem três perfis essenciais para a propagação de ideias: os conectores, os especialistas e os vendedores. Os conectores, com suas amplas redes de relacionamento, exercem grande poder de influência. Os especialistas conquistam confiança por seu vasto conhecimento. E os vendedores têm a capacidade de convencer, disseminando ideias com impacto.
Um exemplo clássico de impacto social é a experiência de Paul Revere, um marco na história da independência dos Estados Unidos. Em 18 de abril de 1775, ele foi avisado de que os britânicos marchariam para prender líderes rebeldes e sufocar o movimento. Ele, então, partiu a cavalo para alertar comunidades vizinhas e mobilizar a resistência. Quando os britânicos chegaram no dia seguinte, encontraram forte oposição e foram obrigados a recuar. Assim começou a Guerra de Independência, uma verdadeira “epidemia de liberdade” que transformou a nação.
E você, com qual perfil se identifica? Conhece muitas pessoas, domina um conteúdo com profundidade ou tem o dom de convencer? Que tipo de “epidemia” você tem propagado?