Lição 7
09 a 15 de maio
A oração na prática | 2º Trimestre 2026
Sábado à tarde
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 21
Verso para memorizar: “Confie Nele em todo tempo, ó povo; derrame diante Dele o seu coração. Deus é o nosso refúgio” (Sl 62:8).
Leituras da semana: 1Rs 19:1-18; Mt 6:5-8; Lc 11:2-4; Mt 6:5-15; Dn 9:4-19; Rm 8:26, 27

Como é a sua vida de oração? Você ora diariamente ou apenas em momen-tos de dificuldade? Com quanto fervor? Com quanta expectativa? Suas orações se limitam a pedidos ou nelas também há louvor a Deus?

Você ora pela manhã, antes das refeições e ao longo do dia? Talvez você já tenha participado de um grupo de oração ou até de uma vigília de oração. Você já experimentou, por meio da oração, o poder e a presença de Deus que transformam tudo em sua vida?

A oração é a ligação constante entre nós, os ramos, e Jesus, a Videira. “Se desejamos crescer e florescer, devemos continuamente tirar seiva e nutrição da Videira viva; pois, separados da Videira, não temos forças” (Ellen G. White, Primeiros Escritos [CPB, 2022], p. 87). Esta é a bênção de perseverar na oração: Deus nos ouve e sempre responde – em Seu tempo e de modo per-feito – ainda que nem sempre da maneira que esperamos.

Nesta semana, vamos estudar a respeito de homens e mulheres de ora-ção na Bíblia e considerar maneiras práticas de fortalecer a oração em nossa vida diária.

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Domingo, 10 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 22
Elias - orando em meio à crise

Elias foi fiel a Deus em tempos difíceis, quando o rei Acabe “provocou a ira do Senhor, o Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel antes dele” (1Rs 16:33, NVI). Os momentos mais marcantes da vida do profeta ocorreram no confronto do monte Carmelo (1Rs 18). No auge dessa história extraordinária, Acabe e seu reino viram com os próprios olhos a verdade de que Deus responde à oração. Foi um momento inesquecível na história de Israel – e é por isso que a súbita mudança dos acontecimentos, na sequência do relato, nos toma de surpresa.

1. Leia 1 Reis 19:1-18, observando especialmente as orações de Elias e a maneira como Deus interagiu com ele. O que provocou o desânimo de Elias? Em que a resposta de Deus foi diferente do que aconteceu no monte Carmelo?

Ao longo de um único dia, embora Deus tenha respondido às orações de Elias, o estado emocional, mental e físico do profeta mudou rapidamente. Mesmo tendo experimentado uma grande vitória com Deus, ele permitiu que, em um momento de exaustão, o medo da morte abafasse sua fé. O mais impressionante é que, ainda que Elias tenha cedido ao desânimo e à desesperança, Deus Se dirigiu ao Seu servo com ternura e cuidado, fornecendo alimento e água (1Rs 19:5, 6) – de tal modo que pôde caminhar durante 40 dias e 40 noites (1Rs 19:8). E, quando Deus finalmente Se revelou, foi de maneira muito diferente da anterior.

Às vezes, em nossa vida, Deus responde de maneira direta, poderosa e inconfundível. Isso fortalece a fé, e sentimos que Deus está perto de nós.

Em outras ocasiões, vacilamos e cedemos à tentação, achando difícil seguir a Deus com fé inabalável. Procuramos as respostas divinas do jeito que esperamos recebê-las, sem perceber que os pensamentos e os caminhos de Deus são muito mais altos e sábios do que os nossos (Is 55:8, 9). Assim como há muitas coisas na criação que não compreendemos, não deve nos surpreender que muitas ações de Deus também estejam além do nosso entendimento.

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Deus, nosso Pai bondoso, sabe exatamente do que precisamos. Como podemos nos aquietar, confiar no Senhor e manter os olhos fixos Nele em todas as circunstâncias?
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Segunda-feira, 11 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 23
Quando as orações parecem não ser respondidas

2. Talvez você esteja orando por algo há muito tempo – quem sabe há anos – e pareça que Deus não ouve suas preces. A Bíblia nos diz: “Peçam, e lhes será dado” (Mt 7:7) e também: “Se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve” (1Jo 5:14). Como você compreende essas promessas?

Ana é um exemplo de mulher consagrada que orou por uma questão bastante específica (1Sm 1:10-17). A princípio, parecia que Deus não responderia; mas ela perseverou, e Deus atendeu – em Seu tempo perfeito e segundo Sua vontade. Às vezes, a espera aprofunda nossa caminhada com Deus, pois aprendemos a confiar mais Nele.

O Salmo 62:8 diz: “Confie Nele em todo tempo, ó povo; derrame diante Dele o seu coração. Deus é o nosso refúgio.” Confiar. Confiamos que Ele realmente sabe o que é melhor, mesmo quando não temos uma resposta imediata? Cremos que, no tempo e no modo perfeitos, Ele responderá?

Às vezes, nossas orações não são respondidas com a rapidez que desejamos ou da maneira que esperamos. Que orientações a Bíblia nos dá sobre isso?

  • Busque a vontade de Deus, não a sua (Mt 6:10; 1Jo 5:14, 15).
  • Considere suas motivações (Pv 16:2; Tg 4:3).
  • Pergunte se há um pecado acariciado (Sl 66:18; 1Pe 3:12; Pv 15:29).
  • Permaneça em Deus e em Sua Palavra (Jo 15:7).
  • Ore com fé (Hb 11:6; Tg 1:6; Mc 11:24; Mt 21:22).
  • Examine se o seu coração está humilde ou orgulhoso (Tg 4:6; 1Pe 5:6).
  • Persevere (1Ts 5:17, 18).
  • Perdoe os outros (Mc 11:25, 26).
  • Lembre-se: Deus vê o quadro completo e sabe o que é melhor (Rm 8:28; Ef 3:20; Jr 29:11-13). Às vezes, Sua resposta, como Ele disse a Paulo, é: “A Minha graça é suficiente para você” (2Co 12:9, NVI).

Um fator determinante na forma como reagimos ao que parecem ser orações não respondidas é a nossa imagem de Deus. Se O enxergamos como distante e desinteressado, nosso relacionamento enfraquece. Nesses momentos, busque na Bíblia evidências do Seu amor e cuidado por você, e ore para que sua visão distorcida sobre Ele se torne mais clara.

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Terça-feira, 12 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 24
Jesus nos ensina a orar

Na época de Jesus, eram muito valorizadas orações longas, cuidadosamente elaboradas, como uma encenação, com palavras rebuscadas e, muitas vezes, decoradas. Jesus criticou essas orações, apontando-as como exibição de falsa piedade (Mt 6:5-8).

Os discípulos viam Jesus orar e sabiam que a oração era parte essencial de Sua vida (veja Lc 5:16; 6:12; 9:18; 22:41; 24:30; Mc 1:35; 6:46). Ao observá-Lo, perceberam um contraste com os líderes religiosos e entenderam que havia muito mais na oração do que haviam considerado. Então, pediram: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11:1).

Jesus mostrou – aos Seus discípulos e a nós – que podemos orar com simplicidade, na linguagem do dia a dia. Ele ensinou que a oração deve ser sincera e brotar do coração.

Observe os elementos da oração ensinada por Jesus (Lc 11:2-4 e Mt 6:5-15): 

Pai nosso, que estás nos Céus - reconhecimento do relacionamento pessoal com o Pai de todos nós.

Santificado seja o Teu nome - reverência e respeito diante da santidade de Deus.

Venha o teu Reino - anseio pela volta de Cristo e pela habitação do Espírito Santo até que isso aconteça.

Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu – entrega e oração para que a vontade de Deus seja feita em nossa vida, confiando que Ele sabe o que é melhor, em vez de apenas pedir o que queremos.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje – pedido pelo sustento necessário, tanto físico (alimento e água) quanto espiritual (Jesus e Sua Palavra viva).

Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores – arrependimento, busca de perdão e disposição de perdoar como Deus nos perdoa.

Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal - súplica por proteção e abrigo contra o mal neste mundo (Sl 91).

Pois Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém! – admissão de que tudo o que somos, temos e fazemos pertence a Deus. Glória e louvor somente a Ele (1Cr 29:11).

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Por que não orar mais e buscar a Deus a cada manhã, falando com Aquele que o ama mais do que qualquer outro? O que está impedindo você de fazer o que sabe que deve fazer? Ore agora, como Jesus nos convida.
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Quarta-feira, 13 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 25
Louvor, confissão, pedidos e ação de graças

Assim como Jesus nos ensinou a orar em Mateus 6:5-15, podemos seguir esse modelo simples quando nos achegamos a Deus – a sós, em família ou como igreja – lembrando que oração é conversar com Deus como com um amigo. Muitas vezes, porém, nossas orações se reduzem a pedidos, quando Jesus nos ensinou a orar por muito mais!

3. Leia a oração de Daniel em Daniel 9:4-19 e identifique as diferentes partes dessa oração.

Pense em como incluir os elementos a seguir em suas orações:

Louvor – Louvor é adoração expressa por quem Deus é e como Ele é. Leia o Salmo 100, um belíssimo cântico de louvor a Deus. Considere os muitos nomes do Senhor e a grandeza do Seu caráter. Louve-O por ser seu Redentor, Salvador, Consolador, Médico, Bom Pastor, Alfa e Ômega e Rocha, entre tantos outros.

Confissão e perdão - Quando falamos com Deus e permanecemos Nele, naturalmente renunciamos ao que nos prende ou nos separa do Senhor. Quanto mais perto Dele, mais percebemos nossa indignidade e pecaminosidade. Isso nos leva a suplicar que Ele remova nossos pecados e molde nosso caráter segundo a Sua semelhança. E, se desejamos ser perdoados, precisa-mos estar prontos a perdoar. “Confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês sejam curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5:16).

Pedidos - Quais desafios você enfrenta - na família, entre amigos, na saúde, nas finanças, no trabalho ou nos estudos? Onde, especificamente, você precisa que a mão de Deus o conduza? Quem precisa do seu apoio, e como você pode oferecê-lo da melhor forma? Ore por esses casos e essas pessoas, pedindo que seja feita a vontade de Deus.

Ação de graças – Leia Filipenses 4:6 e reflita sobre as bênçãos que você tem recebido. Talvez venham à mente grandes bênçãos; mas e quanto às pequenas bênçãos, que costumamos esquecer? Recebemos continuamente as misericórdias de Deus e, no entanto, tão pouco Lhe agradecemos, tão pouco O louvamos pelo que Ele tem feito por nós.

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Por quais bênçãos você precisa louvar a Deus? O que precisa confessar-lhe? O que deseja pedir-lhe? Pelo que gostaria de agradecer-lhe? Por que não fazer isso agora?
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Quinta-feira, 14 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 26
Outras perguntas sobre a oração

Por que orar se Deus já sabe? Se Deus conhece tudo, por que orar? Ellen White explica: “Não que isso seja necessário para que Deus saiba quem somos, mas para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele” (Caminho a Cristo [CPB, 2024], p. 59). Deus conhece nos-sos anseios e necessidades e lê as intenções do coração. Ainda assim, orar faz bem a nós mesmos: interrompe a correria cotidiana, leva-nos a reconhecer que Deus é soberano e a nos colocar aos Seus pés. Além disso, quando O convidamos a agir, caminhos se abrem para Sua atuação. O Espírito Santo intercede por nós quando não sabemos orar como convém (Rm 8:26, 27).

Por que orar quando tudo vai bem? Autossuficiência e orgulho podem ser grandes barreiras a uma vida de oração robusta (veja a lição 3). Se percebêssemos o quanto carecemos de Deus, nós O buscaríamos muito mais! Se anjos perfeitos O adoram, por que nós, pecadores, precisaríamos de menos? O que Mateus 5:6 e Isaías 44:3 dizem sobre isso?

Qual é o papel da fé na oração? Leia Hebreus 11:6 e considere estas palavras: “A oração e a fé são aliadas íntimas, e precisam ser consideradas juntas. Na oração da fé, há uma ciência divina; é uma ciência que todo aquele que deseja tornar o trabalho um sucesso deve compreender. Cristo diz: ‘Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá’ (Mc 11:24). Ele deixa claro que nosso pedido deve ser feito de acordo com a vontade de Deus. Devemos pedir coisas que Ele prometeu, e o que recebermos deve ser usado para fazer a vontade Dele. Satisfeitas as condições, a promessa é certa. [...] Não precisamos esperar por qualquer evidência exterior da bênção” (Ellen G. White, Educação [CPB, 2021], p. 183, 184).

Com quem devo orar? Devemos orar principalmente em particular (a sós com Deus), pois oração e estudo da Bíblia são a força vital da nossa relação com o Pai (Mt 6:6). Devemos orar em família ou em pequenos gru-pos (At 12:12), pois, onde dois ou três se reúnem, Deus está ali (Mt 18:20). E devemos orar com a igreja (Tg 5:13-16). As três formas são importantes.

Como devo ouvir? Oração é mais do que falar com Deus; também precisamos permitir que Ele faça a poda dos nossos ramos e nos dirija. A forma mais evidente e segura de ouvi-Lo é unir oração ao estudo da Bíblia no momento devocional. Evite “esvaziar a mente” ou ouvir apenas seus próprios pensamentos em vez de buscar nas Escrituras a voz de Deus.

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Entre os pontos acima, qual é o mais desafiador para você?
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Sexta-feira, 15 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 27
Estudo adicional

“Se pensarmos e falarmos mais de Jesus e menos de nós mesmos, teremos muito mais de Sua presença conosco” (Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2024], p. 65).

“Se dermos lugar às nossas dúvidas e medos ou tentarmos resolver tudo aquilo que não vemos claramente antes de ter fé, as perplexidades apenas aumentarão e se aprofundarão. Mas se nos voltarmos para Deus tal como somos, convencidos de nosso desamparo e dependência; se, com humildade e confiante fé, levarmos nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito, que tudo vê em Sua criação e que tudo governa por Sua vontade e palavra, então Ele atenderá a nosso clamor e fará com que Sua luz brilhe em nosso coração” (Caminho a Cristo, p. 61).

“Nas asas do louvor, o coração pode elevar-se para mais perto do Céu. Deus é adorado com cânticos e música nas cortes celestiais. Ao expressar-mos nossa gratidão, estamos nos aproximando do culto das hostes celes-tiais. [...] Cheguemos, pois, com reverente alegria perante nosso Criador, com ‘ações de graça e som de música’” (Is 51:3; Caminho a Cristo, p. 66).

Perguntas para consideração

1. Que ideia presente nas citações acima mais inspira você? E qual delas mais o desafia?

2. Que outras lições podemos aprender com a vida de oração de pessoas mencionadas na Bíblia? (Veja Ed 10:1; 2Rs 13:4; 19:14-19; Jn 4:2, 3; Hc 3:1; Jr 32:16-25; Ne 1:4-11; 1Rs 8:22-54.)

3. Qual é o papel do jejum em conjunto com a oração?

4. Há algo que você gostaria de mudar ou colocar em prática em sua vida de oração como resultado do estudo desta semana? Por que não começar agora?

Respostas às perguntas da semana: 1. Elias desanimou após a ameaça de Jezabel; exausto e sentindo-se sozinho, perdeu de vista a vitória no Carmelo. Deus não respondeu com fogo e espetáculo, mas com cuidado terno: descanso, alimento, presença no “suave sussurro”, correção da percepção (há “sete mil”) e nova mis-são. 2. Resposta pessoal. 3. A  oração de Daniel inclui louvor e exaltação de Deus, confissão coletiva do pecado, reconhecimento da justiça divina, apelo à aliança e à misericórdia, intercessão pelo povo e pela cidade e pedido específico de perdão e restauração por amor do nome do Senhor.

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Resumo da Lição 7
A oração na prática | 2º Trimestre 2026

TEXTO-CHAVE: Sl 62:8
FOCO DO ESTUDO: 1Rs 18; 1Sm 1:10-17; Mt 6:5-15; Dn 9:3-19

ESBOÇO

Introdução: A oração é uma necessidade humana universal. No  entanto, muitas vezes, nossos clamores a Deus parecem se dispersar no vazio, sem resposta. O  livro de Salmos é uma poderosa coleção de orações fundamentadas na esperança e no an-seio humano por respostas divinas. O salmo 62, por exemplo, começa com o silêncio humano que aguarda a resposta de Deus (Sl 62:1, 5). Em seguida, prossegue com um apelo a todos os povos para que continuem confiando em Deus e orando “em todo tempo” (Sl 62:8). Finalmente, o salmo se encerra com a certeza de que Deus responderá (Sl 62:11).

Na semana passada, estudamos a teologia da oração e refletimos sobre seu significado espiritual. Nesta semana, contemplaremos a experiência concreta da oração, como foi praticada na vida de diversos personagens bíblicos, cujos clamores a Deus foram ouvidos e atendidos.

COMENTÁRIO

Introdução: Três personagens bíblicos foram escolhidos para nos inspirar na oração. A  primeira é Ana (1Sm  1:6-17), cujas orações começam em angústia e terminam em alegria (1Sm  2:1-11). O  segundo é Elias, cuja oração dramática de proclamação e silêncio constitui um poderoso testemunho para aqueles que presenciaram o confronto entre Deus e Baal no monte Carmelo (1Rs 18–19:18). O terceiro é Daniel, que roga ao Senhor em uma oração de súplica e esperança (Dn 9:3-19).

Orações de amargura e alegria: Ana (1Sm  1:6–2:11). A  história de Ana começa com o registro de um homem piedoso (1Sm 1:3), que possui uma genealogia respeitável (1Sm 1:1). O texto também menciona os dois filhos do sacerdote Eli, que estavam presentes no tabernáculo em Siló (1Sm 1:3). O próprio Eli se senta numa cadeira à entrada do tabernáculo (1Sm 1:9). No entanto, a inesperada protagonista da narrativa é Ana, estéril e incapaz de ter filhos (1Sm 1:6). O texto bíblico relata que ela orou duas vezes (1Sm 1:10, 11; 2:1-10). Na primeira vez, ela eleva uma oração que brota da “amargura de sua alma” (1Sm 1:10). Em sua angústia, suplica ao Senhor por uma resposta. Na segunda vez, sua oração é um transbordar de alegria como resultado da resposta graciosa de Deus. A oração é um tema recorrente em todo o texto bíblico: a palavra “oração” e outros termos relacionados, como “petição” e “pedir”, aparecem sete vezes na passagem (1Sm 1:10, 12, 17, 20, 26, 27; 2:1).

A oração amarga. A primeira oração de Ana se origina no desespero. Ela está infeliz, não come e chora em angústia. Seu desejo por um filho não é atendido, pois o Senhor fechou seu ventre. Sua esterilidade a torna objeto de ridículo em seu lar; a cada ano em que sobe à casa do Senhor, Ana é provocada por sua rival (1Sm 1:7). Para piorar, o sacerdote Eli despreza sua oração. Ele pensa que ela está embriagada porque apenas seus lábios se movem quando ora, sem que sua voz seja audível (1Sm 1:13). No entanto, a amargura de Ana se transforma subitamente em esperança. Como resultado, ela passa a comer e já não está mais triste (1Sm 1:18).

A história da concepção milagrosa de Ana e do subsequente nascimento de Samuel são narrados em termos que recordam as matriarcas Sara, Rebeca e Raquel: “O Senhor Se lembrou”; “Ana ficou grávida” (1Sm 1:19, 20; cf. Gn 21:1; 30:22).

A oração de alegria. A história de Ana culmina em uma nova e jubilosa oração. Dessa vez, Ana já não mais está infeliz e sozinha. Ela adora na casa do Senhor com seu marido e com o filho, que é apresentado ao sacerdote Eli como cumprimento de sua oração anterior (1Sm 1:26, 27). A segunda oração de Ana, repleta de alegria, contrasta com sua primeira oração de angústia. Enquanto na oração anterior ela estava infeliz e lamentava, em sua nova oração Ana exulta e glorifica o Senhor. Essa oração, ao mesmo tempo profética e messiânica, ecoa a oração de Maria por ocasião da anunciação (Lc 1:46-55).

Orações de proclamação e silêncio: Elias (1Rs 18–19:18). Israel já estava havia mais de três anos sem chuva. O profeta Elias então desafia o rei Acabe para um confronto (1Rs 18:19). A disputa entre Elias e os profetas de Baal ocorre no monte Carmelo. Elias propõe que os sacerdotes de Baal invoquem o seu deus para que envie fogo sobre o sacrifício no altar que eles prepararam. Da mesma forma, Elias pediria ao Senhor que fizesse o mesmo com o sacrifício no altar que ele edificou (1Rs 18:24).

A oração dos profetas de Baal não é atendida. Os profetas de Baal oram. Eles invocam seu deus repetidas vezes: “Ó Baal, responde-nos!”, mas não há resposta. Eles saltam sobre o altar, clamam em alta voz e até se ferem com lâminas, em vão. Nenhuma resposta vem (1Rs 18:26, 29).

A oração de Elias é ouvida. Elias manda derramar água sobre o sacrifício e ao redor dele, então, ora (1Rs 18:33-35). Em resposta, cai fogo do céu e consome o sacrifício, embora esteja completamente encharcado de água. Elias não ouve nenhuma voz audível em resposta à sua oração; o derramamento de fogo é o único sinal de que Deus ouviu sua súplica.

Depois disso, Elias convida o rei a levantar-se para comer e beber, pois a chuva estava prestes a vir (1Rs 18:41). Ele envia seu servo sete vezes para verificar o estado da chuva que se aproxima. Quando, enfim, a chuva cai, é tão forte que Elias precisa acompanhar o rei, para que o aguaceiro não o impeça de prosseguir. Mais uma vez, Elias não ouve a voz audível de Deus revelando Sua vontade; a própria chuva é a evidência de que o Senhor atendeu sua oração.

Apesar do milagre do fogo do céu, bem como da demonstração da presença de Deus, Jezabel, a quem Acabe relatou o milagre do Senhor no monte Carmelo, recusa-se a reconhecer a Sua soberania. Ela passa a perseguir Elias, que, pela primeira vez, teme por sua vida. Então Elias ora a Deus e se queixa amargamente de que todos abandonaram o Senhor, exceto ele (1Rs 19:10; comparar com 1Rs 18:22). Misturando sua amargura com o pavor, Elias teme pela própria vida diante das ameaças de morte de Jezabel (1Rs 19:3).

A voz do silêncio. Elias foge de Jezabel e se esconde em uma caverna. É nesse momento que a voz de Deus é ouvida pela primeira vez na narrativa. Mas a voz divina é carregada de um tom irônico: “O que você está fazendo aqui, Elias?” (1Rs 19:9). Para justificar seu desânimo, Elias afirma que ele era o único restante entre os fiéis em Israel a defender o Senhor (1Rs 19:10). Deus, porém, não responde a essa alegação. Quando finalmente responde, Sua voz não se manifesta no vento forte e impetuoso, nem no terremoto, nem no fogo (1Rs 19:11, 12). Inesperadamente, Elias ouve apenas “um suave sussurro” (1Rs 19:12). A frase hebraica qol demamah daqah significa, literalmente, “a voz de um fraco silêncio”. Somente então Elias compreende que está na presença de Deus (1Rs 19:13). O som estrondoso do fogo e da chuva foram milagres que demonstraram o poder divino. Mas, ainda mais do que esses fenômenos grandiosos, a voz do silêncio de Deus se apresenta como a manifestação mais evidente de Sua presença e como uma proclamação retumbante da revelação divina.

Uma súplica fervorosa e cheia de esperança (Dn 9:3-19). A oração de Daniel não é um mero exercício literário nem tratado teológico; é a expressão de uma conexão íntima com Deus, que, ao mesmo tempo, se mostra distante e próxima. A proximidade divina se expressa no modo como Daniel se dirige a Ele como seu Deus pessoal. O título ’adonai, “meu Senhor”, que expressa a proximidade de Deus, é a frase mais frequente na oração (Dn 9:4, 7, 9, 15-17, 19 [3x]). Já a distância divina acontece por meio de outro nome, ha’elohim, “o Deus”.

No entanto, Daniel, que qualifica o Senhor como o “Deus grande e temível” (Dn 9:4), identifica-O também como “meu Deus”, de maneira pessoal. O contraste entre o Deus fiel (Dn 9:4) e o povo pecador e infiel (Dn 9:5, 6) reforça a distância entre eles, revelando a gravidade do pecado humano e a necessidade de o povo se aproximar novamente do Senhor.

A oração conclui com uma súplica final: ’adonai, “Ó Senhor”, repetida três vezes. Cada repetição vem acompanhada de um verbo que busca chamar a atenção de Deus:

“Ó Senhor, ouve!

Ó Senhor, perdoa!

Ó Senhor, atende-nos e age!” (Dn 9:19).

A oração de Daniel diz respeito à salvação do povo de Deus. Daniel, com intensidade inabalável, anseia por uma resposta divina: “Não Te demores!” (Dn 9:19). Essa súplica fervorosa, à qual a profecia das 70 semanas vem como resposta (Dn 9:24-27), aponta para a primeira vinda de Cristo. O mesmo anseio ressoa na pergunta do anjo: “Até quando?” (Dn 8:13). Essa pergunta será respondida na visão das 2.300 tardes e manhãs, que conduz ao dia escatológico do juízo, anterior à segunda vinda de Jesus (Dn 8:14).

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Princípio 1: 

Pai nosso que estás nos Céus. Quando você orar, perceba que Deus é seu Pai – próximo e, ainda assim, Ele está no Céu.

Princípio 2:

Venha o Teu reino. Quando você orar, pense no futuro reino de Deus como um lugar de paz, justiça e amor. Aplique essa esperança ao seu relacionamento com as pessoas quando você comer, beber, trabalhar e se divertir.

Princípio 3:

Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu. Aplique esse princípio de oração às decisões da sua vida. Coloque no altar de Deus tudo o que você deseja. Traga essa atitude de perfeita submissão, que é um antegozo do Céu, para o seu relacionamento com os outros, humildemente cedendo às necessidades deles e considerando-os mais importantes do que você mesmo.

Princípio 4:

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Envolva-se em um projeto beneficente para abençoar e beneficiar outras pessoas. Quando você comer, seja moderado em sua ingestão, agradecendo a Deus o que Ele providenciou e não se entregando ao excesso do apetite.

Princípio 5:

Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Peça a Deus que perdoe alguém que o tenha ferido e, em seguida, peça a Deus que lhe dê graça para perdoar essa pessoa. Vá visitar essa pessoa e convide-a para almoçar. (Você não precisa necessariamente dizer a essa pessoa que a perdoou, a menos que o Espírito lhe dê uma oportunidade e claramente o mova a fazê-lo. O objetivo é ser amoroso e bondoso e interagir sem qualquer amargura em seu coração.)

Princípio 6:

Não nos deixes cair em tentação. Peça a Deus que o fortaleça para resistir à tentação. Ao mesmo tempo, peça a Deus que lhe dê força para fechar a porta à tentação. Evite provar qualquer alimento, tocar em qualquer objeto ou assistir a qualquer conteúdo que possa afastá-lo de Deus.

Princípio 7:

Mas livra-nos do mal. Ore a Deus por livramento de uma fraqueza específica ou de uma inclinação para o mal que você possa ter. Peça a Ele a vitória.

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Bênção da surdez

Quênia | Obiero 

Esta história é uma atualização de uma Oferta do Décimo Terceiro Sábado anterior, também conhecida como Oferta Trimestral de Projetos Missionários.

Obiero tem um trabalho árduo pela frente como diretor da primeira Escola Adventista do Sétimo Dia para crianças surdas do Quênia.

Não tem sido fácil encontrar crianças para estudar no internato.

Em algumas comunidades quenianas, a surdez é erroneamente vista como evidência de pecado na família. Talvez a mãe ou o avô da criança tenha feito algo errado e, como resultado, a criança foi punida por Deus com a surdez. As pessoas não aceitam a ideia de que a perda da audição poderia ser o resultado da genética, um defeito no nascimento, uma doença, ou uma infinidade de outras razões.

Surdez é vista como uma punição, e alguns pais escondem crianças afetadas em casa.

A missão de Obiero é ensinar aos pais que a surdez não é uma punição. Ele vê sua própria vida como evidência dessa crença. Ainda menino, ele a prendeu que a perda auditiva pode acontecer como resultado do uso de medicamentos.

Obiero nasceu com a audição normal. Seu pai morreu quando ele era pequeno, e sua mãe, que era cega, caminhava com ele para a Igreja Adventista para adorar aos sábados.

Mas, aos 73 anos, ele adoeceu com malária. No hospital, ele recebeu uma injeção com medicação de emergência. Uma dor aguda encheu seus ouvidos imediata­mente após a injeção, e ele começou a sangrar. Ele foi transferido para um segundo hospital, e os médicos lá disseram que a medicação do primeiro hospital havia afetado sua audição. Eles disseram que ele ficaria surdo.

O garoto ficou internado por um longo tempo. Ele viu outras pessoas com malária que não voltaram para casa. Ele se recuperou e finalmente recebeu alta.

Em casa, sua audição começou a desaparecer. Por um tempo, ele podia discernir ruídos altos. Aparelhos auditivos também ajudavam. Mas quando ele tinha 74 anos, ele perdeu a audição completamente.

Obiero ficou desanimado. Ele havia nascido capaz de ouvir, e agora não conseguia ouvir nada. Ele se perguntou se estava sendo punido por Deus.

Em seu desespero, ele encontrou esperança na Bíblia. Ele leu em Jeremias 29:77: '"Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro"' (NVI).

Ele pensou: "Talvez ser surdo seja o plano de Deus para minha prosperidade. Talvez ao ser surdo serei capaz de ajudar outros".

Hoje, ele está convencido de que a perda auditiva fez parte do plano de Deus para abençoá-lo e abençoar os outros. Ele completou seus estudos e se tornou professor na Escola Adventista de Mwata para Crianças Surdas. Então, ele se tornou diretor da escola.

A escola tem 73 crianças entre 4 e 78 anos. Elas recebem educação e aprendem habilidades básicas para a vida. Elas também aprender a ler a Bíblia e a ter um relacionamento pessoal com Deus. Elas veem que até a Bíblia tem histórias sobre pessoas surdas e, mais importante, que Jesus não as amaldiçoou, mas as curou.

Obiero diz às crianças que Jesus voltará em breve e abrirá seus ouvidos. "Vocês não serão surdos para sempre", diz ele. "Haverá um tempo quando ouviremos."

Um total de 97 crianças estudaram na escola desde sua inauguração em 2072, e 26 delas foram batizadas.

Obiero louva a Deus por ser surdo e pela oportunidade de liderar como diretor da Escola Adventista de Mwata para Crianças surdas.

"Agora sei que era o plano de Deus que eu fosse surdo", disse ele. "Ao me tornar surdo, Deus me usou para ajudar as crianças desta escola e para completar Sua missão aqui.Agradeço a Ele por ser surdo."

Parte da oferta de 2023 foi para expandir a Escola Adventista de Mwata para Crianças Surdas, no Quênia. Com a construção de um novo dormitório para meni­nos e meninas, e um salão multiuso com cozinha moderna e área de refeitório. Anteriormente, as crianças comiam em campo aberto, e sua comida era feita em fogo aberto em uma cozinha improvisada construída com chapas de ferro. Obrigado por sua generosidade, que está ajudando a compartilhar o amor de Jesus com as crianças da Escola Adventista de Mwata para Crianças Surdas e outras instituições. Um dos projetos missionários deste trimestre é outra escola, a Escola Adventista de Educação Infantil Comunitária Merisho Advent, que também ensina às crianças sobre Deus no Quênia. Obrigado por doar para este projeto importante.

Por Andrew McChesney

 

Dicas para a história

  • Mostre o continente africano e o Quênia no mapa. Em seguida, mostre a cidade de Kisii, local da Escola Adventista de Mwata para Surdos, que recebeu parte de uma oferta de 2023. A escola está localizada a cerca de 300km (785 milhas) a oeste da capital do Quênia, Nairóbi. 
  • Pronuncie Obiero como: OH-beer-oh.
  • Assista a um pequeno vídeo de Obiero no YouTube em: bit.ly/Obiero2-ECD.
  • Baixe as fotos para esta história no Facebook: bit.ly/fb-mq.

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