Lição 6
29 de julho a 05 de agosto
A superioridade da promessa
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Is 24–26
Verso para memorizar: “Se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão” (Gl 3:18).
Leituras da semana: Gl 3:15-20; Gn 9:11-17; Mt 5:17-20; Êx 16:22-26; Gn 15:1-6

Certa vez alguém perguntou a um político: “Você cumpriu todas as promessas que fez durante a campanha?” Ele respondeu: “Sim […]. Bem, pelo menos todas as promessas que eu pretendia cumprir”.

Quem já não quebrou uma promessa? Quem nunca recebeu uma promessa que veio a ser quebrada? Provavelmente, todos nós já tenhamos vivenciado uma dessas situações.

Às vezes, as pessoas fazem uma promessa com a plena intenção de cumpri-la, mas não a cumprem. Outros fazem uma promessa já sabendo que tudo que prometeram é mentira, desde o momento em que as palavras saem de sua boca, ou quando seus dedos escrevem as palavras.

Felizmente, para nós, as promessas de Deus são de natureza completamente diferente. A Palavra de Deus é certa e imutável. “O que Eu disse, isso Eu farei acontecer; o que planejei, isso farei, diz o Senhor” (Is 46:11, NVI).

Na lição desta semana, veremos que Paulo dirige nossa atenção para a relação entre a promessa de Deus a Abraão e a lei dada a Israel 430 anos depois. Como a relação entre as duas deve ser entendida, e quais implicações isso tem para a pregação do evangelho?

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Nos dias 19 a 22 de setembro, realizaremos o Evangelismo WEB, com a participação do Pr. Rafael Rossi. As transmissões serão às 11h, 17h e 20h. Convide seus amigos.

Domingo, 30 de julho
Ano Bíblico: Is 27–29
Lei e fé (Gl 3:15-18)

Mesmo que seus adversários admitissem que a vida de Abraão tinha sido caracterizada principalmente pela fé, Paulo sabia que eles ainda questionariam por que Deus havia concedido a lei a Israel cerca de quatro séculos depois de Abraão. A promulgação da lei não anulou algum acordo anterior?

1. De acordo com Gálatas 3:15-18, qual é o objetivo da analogia de Paulo entre o testamento de uma pessoa e a aliança de Deus com Abraão? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) Demonstrar que as promessas são garantidas pela obediência humana.

B.( ) Sugerir aos seus oponentes a natureza mutável da promessa feita a Abraão.

C.( ) Mostrar que, assim como um testamento é imutável, a aliança feita com Abraão também era.

Uma aliança e um testamento geralmente são diferentes. Uma aliança é tipicamente um acordo mútuo entre duas ou mais pessoas, muitas vezes chamada de “contrato” ou “tratado”; em contrapartida, o testamento é a declaração de uma única pessoa. A tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, nunca traduz a aliança de Deus com Abraão com a palavra grega usada para os acordos mútuos ou contratos (syntheke). Em vez disso, ela usa a palavra para testamento ou vontade final (diatheke). Por quê? Provavelmente, porque os tradutores reconheciam que a aliança de Deus com Abraão não era um tratado entre dois indivíduos, no qual são feitas promessas mutuamente obrigatórias. Ao contrário, a aliança de Deus não tinha por base nenhuma outra coisa, a não ser Sua própria vontade. Nenhum “se”, “e” ou “mas” foi acrescentado. Abraão devia simplesmente confiar na Palavra de Deus.

Paulo mencionou esse duplo sentido de “testamento” e “aliança” a fim de destacar as características específicas da aliança de Deus com Abraão. Assim como acontece com um testamento humano, a promessa de Deus dizia respeito a um beneficiário específico, Abraão e seus descendentes (Gn 12:1-5, Gl 3:16); ela também envolve uma herança (Gn 13:15; 17:8; Rm 4:13; Gl 3:29). O mais importante para Paulo era a natureza imutável da promessa de Deus. Assim como o testamento de alguém não pode ser alterado uma vez que tenha entrado em vigor, a promulgação da lei por meio de Moisés não podia simplesmente anular a aliança anterior de Deus com Abraão. A aliança de Deus é uma promessa (Gl 3:16), e de maneira alguma Deus quebra Suas promessas (Is 46:11; Hb 6:18).

Substitua a palavra “aliança” por “promessa” nas seguintes passagens: Gn 9:11-17; 15:18; 17:1-21. Qual é a natureza da “aliança” em cada uma delas? Compreender a aliança de Deus como uma promessa pode tornar mais claro o significado da passagem estudada?
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Segunda-feira, 31 de julho
Ano Bíblico: Is 30–33
Fé e lei (Rm 3:31)

Paulo defendeu energicamente a supremacia da fé no relacionamento da pessoa com Deus. Ele afirmou repetidamente que nem a circuncisão nem quaisquer outras “obras da lei” são pré-requisitos para a salvação, “pois, por obras da lei, ninguém será justificado” (Gl 2:16). Além disso, a marca que caracteriza o cristão não são as obras da lei, mas a fé (Gl 3:7). Essa negação repetida das obras da lei levanta a questão: “Será que a lei não tem absolutamente nenhum valor, então? Será que Deus anulou a lei?”

2. Visto que a salvação é pela fé, e não pelas obras da lei, Paulo quis dizer que a fé anula a lei? Compare Rm 3:31 com Rm 7:7, 12; 8:3; e Mt 5:17-20

O raciocínio de Paulo em Romanos 3 se assemelha à sua argumentação sobre fé e lei em Gálatas. Sentindo que seus comentários poderiam levar alguns a concluir que ele estivesse exaltando a fé em detrimento da lei, Paulo fez a pergunta retórica: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei”. A palavra traduzida como “anulamos” em Romanos 3:31 é katargeo. Paulo a usou com frequência; ela pode ser traduzida como “anular” (Rm 3:3), “abolir” (Ef 2:15), “desfazer” (Rm 6:6, ARC), ou mesmo destruir (1Co 6:13). Claramente, se Paulo quisesse apoiar a ideia de que a lei foi de alguma forma abolida na cruz, como algumas pessoas hoje afirmam que ele ensinou, essa teria sido a oportunidade. Porém, Paulo não apenas negou essa opinião com um enfático “não”, mas afirmou que seu evangelho “confirma” a lei!

“O plano da justificação pela fé revela a consideração de Deus por Sua lei, ao exigir e oferecer o sacrifício expiatório. Se a justificação pela fé anulasse a lei, não haveria necessidade da morte expiatória de Cristo para libertar o pecador e, assim, restaurar-lhe a paz com Deus.

“Além disso, a fé genuína inclui uma disposição irrestrita para cumprir a vontade de Deus em uma vida de obediência à Sua lei […]. A fé verdadeira, com base no amor incondicional pelo Salvador, só pode conduzir à obediência” (Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 558).

Quais seriam as implicações se Paulo quisesse dizer que a fé anula a necessidade de guardar a lei? Por exemplo, o adultério, o roubo ou até mesmo o assassinato deixariam de ser pecado? Pense na tristeza, dor e sofrimento dos quais você poderia se poupar se simplesmente obedecesse à lei de Deus. Quais sofrimentos você ou outras pessoas têm experimentado, como resultado da desobediência à lei de Deus?
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Terça-feira, 01 de agosto
Ano Bíblico: Is 34–37
O propósito da lei

3. Em Gálatas 3:19-29 Paulo fez várias referências à “lei”. A qual lei ele se referiu principalmente? Assinale a alternativa correta:

A.( ) À lei cerimonial.

B.( ) Às leis de saúde.

C.( ) À lei moral, ou os dez mandamentos.

Acreditando que a expressão até que, no verso 19, indique que essa lei foi apenas temporária, alguns têm pensado que a passagem se refira à lei cerimonial, porque o propósito dessa lei foi cumprido na cruz e, assim, ela chegou ao fim. Embora essa ideia tenha sentido em si mesma, não parece ter sido esse o pensamento de Paulo em Gálatas. Tanto a lei cerimonial quanto a lei moral foram “adicionadas” no Sinai por causa da transgressão. Porém, considerando a pergunta a seguir, veremos que Paulo parece ter pensado principalmente na lei moral.

4. Por que a lei foi acrescentada? A que ela foi acrescentada, e por quê? Compare Gl 3:19 com Rm 5:13, 20

Paulo não disse que a lei foi acrescentada à aliança de Deus com Abraão, como se fosse uma espécie de adendo que alterasse as cláusulas originais de um testamento. A lei já existia muito tempo antes do Sinai (veja a lição de amanhã). Paulo quis dizer, ao contrário, que a lei foi dada a Israel para um propósito totalmente diferente. Ela devia dirigir o povo de volta para Deus e à graça que Ele oferece a todos os que vão a Ele pela fé. A lei revela nossa condição pecaminosa e nossa necessidade da graça de Deus. A lei não foi destinada a ser uma espécie de programa para “conseguir” a salvação. Ao contrário, ela foi dada, diz Paulo, “para que a transgressão fosse ressaltada” (Rm 5:20, NVI), ou seja, para nos mostrar mais claramente o pecado em nossa vida (Rm 7:13).

Enquanto as leis cerimoniais apontavam para o Messias e enfatizavam a santidade e a necessidade de um Salvador, é a lei moral, com suas proibições, que revela o pecado, que nos mostra que o pecado não é apenas uma parte da nossa condição natural, mas, de fato, é a transgressão da lei de Deus (Rm 3:20; 5:13, 20; 7:7, 8, 13). Foi por isso que Paulo disse: “Onde não há lei, não há transgressão” (Rm 4:15, NVI). “A lei funciona como uma lupa. Esse dispositivo não aumenta realmente o número de marcas de sujeira que mancham uma roupa, mas faz com que elas se destaquem de maneira mais clara e revela muito mais delas do que a pessoa é capaz de ver a olho nu” (William Hendriksen, New Testament Commentary, Exposition on Galatians [Comentário sobre o Novo Testamento, Exposição sobre Gálatas], Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1968, p. 141).



Quarta-feira, 02 de agosto
Ano Bíblico: Is 38–40
A duração da lei de Deus

5. A declaração de que a lei foi adicionada no Monte Sinai significa que ela não existia antes? Se já existia, qual era a diferença entre os períodos anterior e posterior ao Sinai? Gn 9:5, 6; 18:19; 26:5; 39:7-10; Êx 16:22-26. Complete as lacunas:

Antes do _______________, o povo obedecia à _______________ moral. Porém, aos poucos foi se distanciando dos padrões _______________ do Senhor, tornando-se necessário que Ele escrevesse a lei nas ______________ de _______________ dadas a Moisés.

Deus não precisou revelar Sua lei a Abraão com trovões, relâmpagos e pena de morte (Êx 19:10-23). Por que, então, o Senhor deu a lei aos israelitas dessa maneira? Foi porque, durante seu cativeiro no Egito, os israelitas haviam perdido de vista a grandeza de Deus e de Seus elevados padrões morais. Como resultado, eles precisavam ser conscientizados da extensão de sua própria pecaminosidade e da santidade da lei de Deus. Com certeza, a revelação no Sinai fez justamente isso.

6. O que Paulo quis dizer quando afirmou que a lei foi adicionada “até que viesse o descendente a quem se fez a promessa”? Gl 3:16-19

Muitos têm entendido que esse texto queria dizer que a lei dada no Monte Sinai era temporária. Ela foi introduzida 430 anos depois de Abraão e, então, teria sido anulada quando Cristo veio. Essa interpretação, porém, contradiz o que Paulo disse sobre a lei em Romanos, bem como em outras passagens da Bíblia, como Mateus 5:17-19.

O erro que os leitores muitas vezes cometem, em relação a essa passagem, é o de supor que a expressão “até que” sempre implique uma duração limitada de tempo. Esse não é o caso. Descrevendo a pessoa que teme ao Senhor, o Salmo 112:8 diz: “O seu coração, bem firmado, não teme, até ver cumprido, nos seus adversários, o seu desejo”. Isso significa que quando ele triunfar ficará com medo? Em Apocalipse 2:25, Jesus disse: “Tão-somente apeguem-se com firmeza ao que vocês têm, até que Eu venha” (NVI). Teria Jesus declarado que, depois que Ele vier, já não precisaremos ser fiéis?

O papel da lei não acabou com a vinda de Cristo. Enquanto a lei existir, ela continuará a apontar o pecado. O que Paulo disse foi que a vinda de Cristo marcou um momento decisivo na história humana. Cristo pôde fazer o que a lei jamais poderia ter feito: prover o verdadeiro remédio para o pecado, ou seja, justificar os pecadores e, pelo Seu Espírito, cumprir Sua lei neles (Rm 8:3, 4).

Você já teve estes pensamentos: “Se apenas o Senhor fizesse isso por mim, ou aquilo, ou aquilo outro, eu não duvidaria, nem questionaria o Senhor?” Pense, entretanto, no que aconteceu no Sinai, e na grande manifestação do poder de Deus vista pelos israelitas. Mesmo assim, eles se rebelaram. O que isso diz sobre a verdadeira fé? Como obter e manter essa fé? (Cl 2:6).
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Quinta-feira, 03 de agosto
Ano Bíblico: Is 41–44
A superioridade da promessa

“Ele estava na congregação, no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos antepassados, e recebeu palavras vivas, para transmiti-las a nós” (At 7:38, NVI).

Em Gálatas 3:19, 20, Paulo continuou sua linha de pensamento sobre o fato de que a lei não anula a aliança da graça. Isso era importante porque, se a teologia de seus oponentes estivesse correta, a lei faria exatamente isso. Como pecadores, imagine qual seria a nossa situação, se, para nos salvar, tivéssemos que confiar em nossa observância da lei, e não na graça de Deus. Por fim, estaríamos sem esperança!

Embora os detalhes dos comentários de Paulo em Gálatas 3:19, 20 sejam difíceis, seu raciocínio básico é claro: a lei é subordinada à promessa, porque ela foi dada por intermédio de anjos e de Moisés. A relação entre os anjos e a entrega da lei não é mencionada em Êxodo, mas é encontrada em vários outros lugares nas Escrituras (Dt 33:2; At 7:38, 53; Hb 2:2). Paulo usou a palavra mediador em 1 Timóteo 2:5 em referência a Cristo, mas seus comentários neste contexto sugerem fortemente que ele tinha em mente Deuteronômio 5:5, em que Moisés disse: “Naquela ocasião eu fiquei entre o Senhor e você para declarar-lhe a Palavra do Senhor” (NVI).

Por mais majestosa que tenha sido a promulgação da lei no Sinai, com incontáveis anjos presentes, e por mais importante que Moisés tenha sido na função de legislador, a proclamação da lei foi indireta. Em forte contraste com isso, a promessa de Deus foi feita diretamente a Abraão (e, portanto, a todos os crentes), pois não havia necessidade de um mediador. No fim, por mais importante que seja a lei, ela não substitui a promessa da salvação pela graça mediante a fé. Ao contrário, a lei nos ajuda a entender melhor quanto essa promessa é realmente maravilhosa!

7. Qual era a natureza dos encontros diretos de Abraão com Deus? Qual era o benefício dessa proximidade com Deus? Gn 15:1-6; 18:1-33; 22:1-18

Pense em outros encontros de Deus com personagens bíblicos: Adão e Eva no Éden (Gn 3); a escada de Jacó (Gn 28) e Paulo no caminho de Damasco (At 9). Ainda que você não tenha experimentado algo assim tão dramático, de que forma Deus tem Se revelado a você? Alguma coisa na sua vida têm impedido que você tenha a intimidade e proximidade com Deus que Abraão experimentou? O que você pode fazer para mudar essa situação?
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Sexta-feira, 04 de agosto
Ano Bíblico: Is 45–48
Estudo adicional

Em seu cativeiro, os israelitas haviam perdido em grande medida o conhecimento de Deus e dos princípios da aliança abraâmica. Ao libertá-los do Egito, Deus procurou revelar a eles Seu poder e misericórdia, para que fossem levados a amá-Lo e confiar nEle. Para que percebessem seu completo desamparo e sua necessidade da ajuda divina, Ele os levou ao Mar Vermelho, onde, perseguidos pelos egípcios, a fuga parecia impossível. Então, Ele operou o livramento deles. Assim, eles se encheram de amor e gratidão para com Deus e de confiança no Seu poder para ajudá-los. […]

“Mas havia uma verdade ainda maior a ser gravada na mente deles. Vivendo no meio da idolatria e corrupção, eles não tinham uma concepção verdadeira da santidade de Deus, da excessiva maldade de seu próprio coração, de sua total incapacidade de, por si mesmos, prestar obediência à lei de Deus, e de sua necessidade de um Salvador” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 371).

“A lei de Deus, proferida do Sinai com terrível solenidade, é para o pecador o pronunciamento de sua condenação. É da alçada da lei condenar, mas não existe nela nenhum poder para perdoar nem redimir” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 1219).

Perguntas para reflexão

1. Como você se sentiu quando alguém quebrou uma promessa feita a você? Que diferença fez se a pessoa pretendia cumprir a promessa e, depois, não conseguiu, ou mudou de ideia, ou nunca quis cumpri-la? O que aconteceu com seu nível de confiança depois que a promessa foi quebrada, não importando o motivo? Por que você pode confiar nas promessas de Deus?

2. Estamos em perigo de ser corrompidos pelo nosso ambiente a ponto de perdermos de vista as importantes verdades que Deus nos deu? Como descobrir quais são essas influências corruptoras? Como podemos neutralizá-las?

Resumo: A proclamação da lei no Sinai não invalidou a promessa que Deus fez a Abraão, nem a lei alterou as disposições nela contidas. A lei foi dada para que as pessoas fossem conscientizadas da verdadeira extensão da sua pecaminosidade e reconhecessem sua necessidade da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes.

Respostas e atividades da semana: 1. F; F; V. 2. Divida a classe em dois grupos. Peça a cada um dos grupos que pesquise razões pelas quais muitos defendem a abolição da lei e textos bíblicos que confrontem essa visão equivocada. Permita que os grupos apresentem suas conclusões durante a recapitulação da lição. 3. C. 4. Peça a opinião dos alunos. 5. Sinai – lei – morais – tábuas – pedra. 6. Com uma semana de antecedência, escolha um aluno para estudar a pergunta e compartilhar sua resposta com a classe no sábado. Em seguida, promova uma discussão acerca da duração da lei. 7. Ao refletirem sobre a pergunta, discuta com os alunos como podemos ter um encontro com Deus e ouvir Sua voz.



Resumo da Lição 6
A superioridade da promessa

TEXTO-CHAVE: Gálatas 3:18

O ALUNO DEVERÁ

Conhecer: A relação entre a promessa da salvação e a lei.

Sentir: O contraste entre nosso relacionamento com Deus por meio da Sua promessa de graça e por intermédio da lei.

Fazer: Aceitar a promessa da graça mediante a fé, bem como os benefícios da lei.

ESBOÇO

I. Conhecer: A promessa da aliança

A. Como a consideração de Deus para com a lei se reflete em Seu plano de justificação pela fé?

B. Qual é o propósito da lei em um sistema fundamentado na promessa da graça de Deus?

II. Sentir: Encontros pessoais

A. Como o poder e o drama do encontro com Deus no monte Sinai ensinou Israel sobre a natureza de Deus?

B. Como esse encontro com Deus se compara e contrasta com o relacionamento íntimo que Deus teve com Abraão e Suas promessas para ele?

III. Fazer: O caminho para a promessa

A. Como podemos ser beneficiados pelo relacionamento com a lei, no qual ela funciona como espelho, professor e guia que nos leva a Cristo?

B. Como podemos usar essa relação com a lei para nos ajudar a desenvolver um relacionamento mais íntimo com o Doador da promessa?

C. Como a lei pode aumentar nossa fé?

RESUMO: Nossa salvação é fundamentada em nossa aceitação, pela fé, da justiça e redenção oferecidas por Cristo. A lei serve para ilustrar o caráter de Deus e refletir nossas próprias deficiências, levando-nos à única fonte de justiça.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: Gálatas 3:18

Conceito-chave para o crescimento espiritual: A lição desta semana nos ajuda a entender o papel da “lei do amor”. Nossa capacidade de praticar essa lei, em nossa caminhada de fé, é a manifestação da graça divina.

Para o professor: Considere por que Paulo gastou tanto tempo fazendo a distinção entre o papel da fé na salvação e o papel da lei. Concentre-se no contexto cultural da época para ajudar a elucidar por que os gálatas necessitavam de instrução em relação ao papel da fé e da lei na salvação. Qual lição Paulo estava tentando transmitir?

Discussão inicial: Lendo a Bíblia e acompanhando a história do povo judeu, sabemos que a lei, tanto a moral quanto a cerimonial, era central para sua cultura e estava ligada intrinsecamente à sua fé na vinda do Messias. Em Êxodo, Deus pronunciou a lei e também as orientações sobre quais tribos e pessoas deveriam ser encarregadas da liderança. Seu objetivo era assegurar a execução e a permanência dessa lei. No entanto, não é interessante saber que Jesus teve bem pouco envolvimento com os líderes “religiosos” estabelecidos em seu tempo – rabinos, escribas, saduceus, fariseus, e assim por diante – quando esses eram os próprios líderes que estavam concentrados na preservação da lei?

Pense nisto: Pela falta de envolvimento de Jesus com esses líderes, podemos perceber que a lei em que eles se concentravam não era a lei pela qual Jesus Se interessava. Os fariseus e saduceus queriam o “cumprimento” das normas e, quando as pessoas as desobedeciam, eles estavam ali para julgar e punir os transgressores (Jo 8:1-11). Entre as coisas defendidas pela igreja estabelecida na época, poucas eram do interesse de Jesus e da lei com a qual Ele estava preocupado. Por que isso aconteceu?

Compreensão

Para o professor: Uma cultura de legalismo ocorre em comunidades de fé quando a compreensão e a prática da “lei” se afastam da divina “lei do amor” para se conformar com o modelo de leis e sistemas legais feitos pelo homem. A cultura religiosa em que Jesus nasceu havia se tornado legalista, embora, teoricamente, a religião judaica sempre foi orientada para a graça. Vemos evidências de que essa cultura legalista continuou durante toda a Sua vida e após Sua morte, sendo necessário que Paulo escrevesse a carta aos Gálatas, que procurava desesperadamente redefinir a ênfase no evangelho, ou seja, na verdade de que somos salvos pela graça mediante a fé e que a lei de Deus é uma lei “de amor e graça”. Talvez a amplitude da nossa luta com os conceitos apresentados em Gálatas, especificamente o papel da fé e da lei na vida dos cristãos, reflita o fato de que, muitas vezes, também precisemos reorientar nosso pensamento, como ocorreu com as pessoas nos dias de Jesus.

A fim de compreender plenamente a mensagem que Paulo buscou transmitir na carta aos Gálatas sobre o papel da fé e da fidelidade à lei e sobre a relação entre as duas, é ainda mais importante definir a lei que está em questão. Observar o contexto cultural em que Paulo escreveu pode nos ajudar a identificar a lei à qual ele estava se referindo, e a lei que ele não estava mencionando.

Numa época em que parecia que o mundo inteiro estava adotando a cultura grega, surgiram alguns grupos judaicos preocupados com a preservação de suas tradições culturais e religiosas. Os saduceus acreditavam que somente os cinco livros de Moisés (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) tinham autoridade, e esses homens estavam interessados em preservar a lealdade às leis estabelecidas nesses livros. Os fariseus estavam interessados em defender os costumes judaicos e, especialmente, a lei de Moisés, para a qual desenvolveram aplicações para a vida cotidiana. É interessante notar que o fariseu mais famoso em toda a Bíblia tenha sido o próprio apóstolo Paulo (Fp 3:5). Haveria alguém melhor, então, para escrever as cartas da Bíblia, como Gálatas, que procuravam mudar o pensamento perpetuado pelos ensinamentos dos fariseus e grupos similares, fixados na aplicação rigorosa da lei a todos os aspectos da vida em sociedade?

O desafio dos fariseus e saduceus, e a maneira pela qual sua história é instrutiva para esta lição, é que a lei na qual se originou seu interesse era a mesma lei em que estamos interessados e valorizamos: Os Dez Mandamentos. Porém, sua preocupação não se limitava a eles. É de suprema importância, então, aprendermos com os erros que eles cometeram ao subverter a própria lei de Deus, que eles exteriormente alegavam defender. Quando Jesus esteve na Terra, reservou Suas palavras mais duras para esses homens.

A lei de Deus é derivada da natureza do código moral e do caráter perfeito de Deus. Ela é universal, transcendente e inspirada para nos exortar a viver plenamente na sombra de Sua graça. A lei de Deus existe para nos instruir e orientar sobre como nos aproximar do Divino e obter uma compreensão mais rica e profunda de Seu amor. Como Paulo afirmou em Gálatas 5:14, a lei se resume em uma só diretriz: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (NVI). Ter a lei de Deus no coração significa ter amor no coração (Sl 40:8). Uma comunidade de fé que tem a lei do amor no coração nunca poderá ser legalista, no sentido humano. Além disso, a crença em Deus e o foco em Seu dom de vida para nós nada podem fazer, a não ser inspirar em nós amor pelos outros, mostrando naturalmente como a fé leva à lei do amor em nosso coração.

Pense nisto: Considerando a mensagem de Paulo em Gálatas 3 no contexto cultural e religioso da época, como é esclarecida a relação entre a fé e a observância da lei? Como a lei nos faz crescer na graça de Deus, sendo o resultado dessa experiência o fruto do Espírito, mencionado em Gálatas 5:22? Note que o primeiro aspecto desse fruto é o amor, seguido pela alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Aplicação

Para o professor: A lei funciona como um microscópio que nos permite ver melhor nossos pecados. Incentive a classe a comentar as diferentes maneiras pelas quais a lei pode ser usada para nos ajudar a focalizar a beleza do caráter de Deus e a manifestar os princípios divinos em nossa vida. Encoraje os alunos a pensar na lei de novas maneiras, pois o que enfatizamos e focalizamos se traduz em nosso modo de agir e viver. Como Hebreus 12:2 declara, devemos olhar “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus”. Enfatizar o belo caráter de Deus nos ajuda a demonstrar os mesmos princípios que Ele estabeleceu, ao viver a lei.

Perguntas para reflexão

1. Como a compreensão do contexto da cultura religiosa do Novo Testamento ajuda a esclarecer o que Paulo disse em Gálatas 3?

2. Por que Gálatas 3 permanece tão relevante hoje, especialmente à luz do fato de que a questão da fé versus obras é um contínuo ponto de diálogo e discussão nas igrejas?

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: Dê aos alunos um momento para pensar nas seguintes questões: 1. Como era minha compreensão da relação entre lei e fé quando ingressei na igreja? 2. Como essa compreensão afetava meu relacionamento com as pessoas? 3. Como isso afetava meu envolvimento com as atividades da igreja? 4. O que melhorou com minha compreensão atual? Em que preciso melhorar? Dê oportunidade para que a classe compartilhe suas respostas. Ore com os alunos a respeito dos desafios para o futuro.

Atividade: Na intimidade do coração, muitas pessoas se sentem julgadas, seja por outros ou pelos próprios padrões internos, no que diz respeito às suas falhas no cumprimento da lei de Deus. Como a lição que Paulo compartilhou em Gálatas ajuda o nosso coração a seguir numa nova direção? Focalizar nossa fé em Deus e em Sua graça, mediante o perfeito dom e belo caráter de Jesus, pode inspirar em nós compaixão para com nossos próprios defeitos e os dos outros? Absorvendo esse espírito de perdão e graça, como podemos nos reorientar para viver nossa maior vocação, de ser filhos e filhas de Cristo unicamente pela graça, mediante a fé, vivendo de acordo com a lei de Deus e produzindo totalmente o fruto do Espírito?

1. O que você pode fazer, primeiramente em sua vida e, em seguida, em sua família, em seu círculo de amigos e, finalmente, na sua comunidade de fé, para reorientar a ênfase das conversas e atividades para uma experiência com Deus fundamentada na fé (e não com base nas obras)?

2. Se nossa compreensão da lei de Deus atualmente está mais alinhada com as aplicações legalistas humanas, como podemos reorientar nosso entendimento dessa lei como a lei do amor? Como isso pode se manifestar nas igrejas, escolas e outras comunidades para que possamos elevar outras pessoas por meio da lei do amor?


Bênçãos abundantes

 

Sunita, esposa de um fazendeiro, gostaria muito de frequentar os cultos com mais assiduidade, mas ela não quer irritar o marido, que não é cristão. Então ela, geralmente, passa o sábado adorando a Deus em silêncio, na própria em casa. No entanto, vai à igreja sempre que tem um pedido especial de oração. No ano passado, Sunita foi à igreja e orou por um poço.

Tendo crescido em uma família que guardava o domingo, Sunita deixou de frequentar a igreja quando se casou. Entretanto, ela continuou lendo a Bíblia e, enquanto isso, sentia-se atraída pela Igreja Adventista.

Orando por um milagre

Os tempos foram difíceis na fazenda da família. Havia pouca chuva, e os dois poços da fazenda quase secaram. A fazenda precisava desesperadamente de água. Porém, Sunita e o marido não tinham muito dinheiro.

Acreditando que um ritual hindu, realizado no terreno da fazenda, seria a única maneira de obter água, o marido de Sunita desejou realizá-lo, mas Sunita se opôs ao ritual. Ela disse que a única solução era orar a Deus.

Então Sunita foi à igreja pedir a Deus um milagre. Suplicou que a água fosse encontrada logo na primeira tentativa, quando fosse usado o perfurador. O casal não podia pagar para perfurar vários buracos.

O pastor e os membros da igreja se uniram a Sunita, orando pela fazenda de sua família. Eles agradeceram a Deus pela fidelidade de Sunita e seu amor pelo sábado, e pediram a ajuda de Deus para encontrar água.

No dia seguinte, o profissional que iria perfurar o solo chegou à fazenda. O pastor e os membros da igreja também foram. Eles queriam orar novamente. Ninguém sabia onde cavar. Sunita só tinha dinheiro suficiente para perfurar até 45 metros.

Os membros da igreja escolheram um local aleatório para cavar, e o pastor orou: “Senhor, abençoe este solo, e que ele forneça água suficiente para satisfazer as necessidades de Seus filhos.” Então o responsável pela perfuração começou a trabalhar.

Trrrr trrrr trrrr. Ele perfurou até 15 metros. Nada.

Trrrr trrrr trrrr. Ele alcançou 30 metros. Nada.

Trrrr trrrr trrrr. Ele perfurou 45 metros. Então, foi até Sunita e disse: “Eu perfurei 45 metros.” “Você deve pagar mais se quiser que eu continue cavando.”

Os membros da igreja oraram novamente e imploraram que o homem perfurasse apenas mais alguns metros. Relutantemente, ele concordou. Momentos depois, a água brotou do chão.

Sunita sorriu. “Estou muito feliz!”, ela disse. “Com fé, oramos, e Deus respondeu às nossas orações! Ele nos abençoou!”

Até hoje, o poço fornece água em abundância.

Os vizinhos ainda estão maravilhados com o milagre. Eles dizem à Sunita: “Você é pobre. Por que você é tão abençoada?”

Sunita diz que a resposta é simples: Deus honra aqueles que O honram.

Deus honrou Sunita por causa de sua fidelidade. O poço continua fornecendo água em abundância. Quando honramos a Deus, Ele também está disposto a nos dar um suprimento ilimitado da água da vida.

Perto da casa de Sunita está a Escola Adventista de Alate. Parte da oferta da Escola Sabatina deste trimestre será usada para construir 14 salas de aula para que mais crianças possam estudar ali e aprender sobre o Deus que responde às orações. Em suas orações, lembrem-se de Sunita e da Escola Adventista de Alate. Participem também com ofertas generosas para esse projeto da Escola Sabatina.

Resumo missionário

• Desde o início do adventismo na Índia, as escolas têm desempenhado um papel importante no crescimento da igreja. Além de treinar os filhos de pais adventistas, as escolas recebem muitas crianças de famílias não cristãs que querem receber uma educação de qualidade.

• A cada ano, muitos alunos são batizados como resultado de frequentar as escolas adventistas na Índia. Mesmo aqueles que não são batizados levam consigo importantes lições de fé.

• Parte da oferta da Escola Sabatina neste trimestre ajudará a construir novos dormitórios em duas escolas adventistas e prédios de salas de aula em dois outros colégios, tornando possível que ainda mais alunos possam estudar nessas instituições e aprender do grande amor de Deus.

 


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