Lição 8
14 a 20 de fevereiro
A supremacia de Cristo | 1º Trimestre 2026
Sábado à tarde
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 13
Verso para memorizar: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito sobre toda a criação, pois por meio Dele foram criadas todas as coisas nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer poderes, quer autoridades; todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, e por meio Dele tudo subsiste” (Cl 1:15-17, NVI).
Leituras da semana: Gn 1:26, 27; Cl 1:13-20; jo 1:1-3; Ef 1:22; 1Co 12:12-27; 4:9; Rm 6:3, 4

Nesta semana, retomamos o estudo de Colossenses iniciado nas lições 1 e 2. No estudo de quinta-feira da Lição 2, vimos que, em Colossenses 1:9 a 12, Paulo orou pelos crentes de Colossos, pedindo que vivessem de forma agradável a Deus. Nos versos 12 e 13, ele descreve o contraste entre dois reinos: o da luz e o das trevas, a “herança dos santos na luz” (v. 12) e o “poder das trevas” (v. 13). Deus, o Pai, nos capacitou a participar da herança eterna no reino da luz, libertou-nos do domínio “das trevas e nos transportou para o Reino do Seu Filho amado, em quem temos a redenção, a remissão dos pecados” (v. 13, 14).

Em outras palavras, é por meio de Jesus – que é Deus e nosso Criador – que recebemos a redenção. Ele realizou essa obra por nós, e, pela fé Nele, fomos transferidos do reino das trevas “para o Reino do Seu Filho amado”.

Nesta semana, exploraremos algumas das declarações mais profundas e abrangentes sobre Jesus encontradas no NT. Refletiremos sobre o que significa dizer que Cristo é a “imagem do Deus invisível” e “o primogênito de toda a criação” (v. 15).

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Domingo, 15 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 14
Imagem do Deus invisível

Quando nos olhamos no espelho ou em uma fotografia, vemos uma imagem de nós mesmos, mas ela é apenas uma representação plana, de duas dimensões. Uma escultura pode transmitir uma ideia mais precisa das formas, mas ainda está longe de capturar a realidade viva, dinâmica e em movimento. O conceito bíblico de “imagem”, embora às vezes se refira a essas representações limitadas, aponta para algo muito mais profundo e abrangente.

1. Leia Gênesis 1:26, 27; 5:3; 1 Coríntios 15:49; 2 Coríntios 3:18; Hebreus 10:1. O que esses textos ensinam a respeito de “imagem”? De que maneira eles são diferentes da descrição de Jesus como a “imagem de Deus”?

Os seres humanos foram criados para serem parecidos com Deus - nos aspectos físico, espiritual, relacional e funcional. No entanto, eles refletem a imagem de Deus apenas em certos aspectos, e o pecado danificou até mesmo isso. Mas Jesus nos permite “ver” o Deus invisível. “Quem vê a Mim”, disse Jesus, “vê o Pai” (Jo 14:9). Ele é “a expressão exata” da natureza de Deus (Hb 1:3). Ele é o pensamento de Deus feito audível e o caráter de Deus feito visível.

2. Leia Mateus 11:27 e João 1:1, 2, 14, 18. O que torna Jesus o único capaz de revelar plenamente o Pai?

Jesus descreveu Sua relação com Deus, o Pai, de várias maneiras: “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também” (Jo 5:17); “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30); “Ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo 14:6).

Além disso, Jesus frequentemente usou o nome divino “Eu Sou” para Se referir a Si mesmo em sentido absoluto (ver Êx 3:14). Ele disse: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6:35); “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12); “Eu sou o bom pastor” (Jo 10:11, 14); “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25); “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (Jo 8:58).

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Se Jesus não fosse Deus, isso significaria que o Pai enviou um ser criado para morrer por nós. Por que é tão importante e faz tanta diferença que o próprio Deus, na Pessoa de Cristo, tenha morrido por nós?
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Segunda-feira, 16 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 15
O primogênito de toda a criação

No NT, o termo “primogênito” geralmente se refere a Jesus (ver Lc 2:7; Rm 8:29; Hb 1:6; Ap 1:5), incluindo as duas ocorrências em Colossenses. No entanto, mesmo quando usado para outras pessoas, o termo não indica necessariamente o primeiro filho em ordem cronológica. O conceito bíblico de “primogênito” enfatiza o relacionamento especial entre o filho e o pai, independentemente da ordem de nascimento. Além disso, há exemplos de filhos mais jovens que assumiram maior destaque, como Isaque, Jacó e José.

Davi, embora fosse o mais novo de oito irmãos, foi ungido rei (1Sm 16:10-13). Por meio do salmista, Deus declarou: “Farei dele o Meu primogênito, o mais elevado entre os reis da Terra” (Sl 89:27). O Senhor também disse a Moisés: “Israel é Meu filho, Meu primogênito” (Êx 4:22). Nesse contexto, o termo “primogênito” transmite a ideia de supremacia, ou seja, o primeiro em importância.

3. Leia Colossenses 1:15-17. Por que Paulo chamou Jesus de “primogênito de toda a criação”?

Paulo não sugeriu, em nenhum momento, que Jesus foi o primeiro ser criado. Pelo contrário, ele negou categoricamente essa possibilidade. O apóstolo destacou que Jesus criou todas as coisas; elas foram feitas “por meio Dele e para Ele” (Cl 1:16). Essas expressões mostram que Jesus foi o agente pessoal por meio do qual Deus realizou a criação (ver Ef 3:9; Jo 1:1-3; Ap 4:11).

A declaração de Paulo é extremamente abrangente. Tudo significa absolutamente tudo: em termos espaciais (Céus e Terra), ontológicos (coisas visíveis e invisíveis) e funcionais (tronos, soberanias, poderes e autoridades). A expressão “poderes e autoridades” geralmente se refere a seres angelicais (ver Ef 3:10; 6:12, NVI). Para evitar mal-entendidos, Paulo acrescentou que Jesus existia “antes de todas as coisas” (Cl 1:17). O termo grego pro (“antes”) pode indicar posição (o mais importante de todos) ou tempo (existia antes de tudo ser criado). Porém, em todos os outros escritos de Paulo, essa expressão se refere ao tempo (ver 1Co 2:7; Gl 1:17; Ef 1:4).

Paulo enfatizou que “Nele tudo subsiste” (Cl 1:17). A palavra grega Synistemi significa literalmente “unir”. Jesus mantém todo o Universo conectado, não apenas como Criador, mas também como Redentor.

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Deus, o Criador, morreu por nós. Por que seria uma blasfêmia acreditar que nossas obras poderiam adicionar algo ao que Cristo já fez por nós?
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Terça-feira, 17 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 16
A Cabeça do corpo (a igreja)

4. Leia Efésios 1:22 e Colossenses 2:10. O que significa “cabeça” nessas passagens? O que Paulo quis dizer ao chamar Jesus de “cabeça da igreja” (Ef 5:23)?

O termo “cabeça” é frequentemente usado como figura de linguagem para se referir a uma posição de liderança. Essa alegoria está presente em muitas línguas ao redor do mundo. O uso também é encontrado ao longo do AT e do NT. Veja como o termo “cabeça” é utilizado em alguns versos:

1. Moisés escolheu “homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo: maiorais de mil e maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez” (Êx 18:25, ARC).

2. “Os cabeças das casas dos pais da congregação” (Nm 31:26, ARC).

3. Deus colocaria Israel “por cabeça e não por cauda” (Dt 28:13).

4. “A capital da Síria é Damasco, e o cabeça de Damasco é Rezim” (Is 7:8).

5. “Os filhos de Judá e os filhos de Israel [...] constituirão sobre si uma só cabeça” (Os 1:11).

6. “Escutem agora isto, governantes [literalmente, cabeças] da casa de Jacó e chefes da casa de Israel” (Mq 3:9).

7. “Cristo é o cabeça de todo homem” (1Co 11:3).

Assim, Cristo, como cabeça da igreja, exerce liderança, oferece orientação e sustenta a unidade e o crescimento da igreja (ver Cl 2:19).

5. Leia 1 Coríntios 12:12-27. Nesse texto, Paulo comparou a igreja a um “corpo”. Que aspectos da igreja essa comparação nos ajuda a entender?

Assim como o corpo não pode viver sem a cabeça, perder ou danificar uma parte do corpo pode tornar a vida muito mais difícil. Muitas vezes, só percebemos a importância de algo quando o perdemos.

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Se você tivesse que escolher entre perder um braço ou uma perna, qual seria sua escolha? O que isso nos ensina sobre a importância de cada pessoa como parte da igreja?
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Quarta-feira, 18 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 17
O Princípio (e Iniciador)

6. Leia Colossenses 1:18. O que significa dizer que Cristo é a “cabeça” e o “princípio”? Como essas ideias estão conectadas?

Em hebraico, as palavras traduzidas como “cabeça” (rosh) e “princípio” (reshith) estão relacionadas. A primeira ocorrência de reshith nas Escrituras aparece em Gênesis 1:1: “No princípio [reshith], Deus criou os céus e a terra.” Jesus é a cabeça da humanidade e da igreja, não apenas por causa de Sua encarnação, mas também porque Ele é o Criador.

Em grego, a palavra traduzida como “princípio” (arche) tem um significado bastante amplo. Em Colossenses, “princípio” se refere a Jesus como a fonte e o iniciador da igreja (Cl 1:18) e, portanto, a cabeça dela, da mesma forma que é o “princípio” ou iniciador da criação.

Jesus não é apenas o originador da criação e da igreja, mas também – por meio de Sua ressurreição (Rm 6:3, 4) – o originador da nova criação. Como o salário do pecado é a morte, Sua vitória sobre a morte demonstra tanto Sua vitória sobre o pecado quanto Seu poder de nos recriar à Sua imagem. Isso explica por que Cristo é chamado de “primogênito dentre os mortos” (sobre o significado de “primogênito”, veja o estudo de segunda-feira). A ressurreição de Jesus é a mais importante, mesmo não sendo a primeira (Moisés foi o primeiro a ressuscitar, o que explica o conflito entre Miguel e o diabo a respeito de seu corpo; Jd 9). Sem a ressurreição de Cristo, ninguém mais poderia ser ressuscitado.

Vamos revisar as razões que Paulo apresentou para a supremacia de Jesus:

1. Ele é a manifestação perfeita do Deus invisível.

2. Ele é o agente por meio do qual todas as coisas foram criadas.

3. Ele existia antes de todas as coisas, e tudo é mantido unido Nele.

4. Ele é a cabeça da igreja, que é o Seu corpo.

5. Ele é o iniciador da criação e da nova criação.

6. Ele venceu o pecado e a morte, garantindo assim o direito de ressuscitar todos os que confiam Nele como Salvador.

7. Jesus sempre existiu, mas agora, por causa de tudo isso, Ele é reconhecido como a cabeça suprema da humanidade e da igreja.

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O que precisa ser transformado em você para que viva de maneira mais plena a supremacia de Cristo em sua vida?
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Quinta-feira, 19 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 18
Reconciliando todas as coisas

7. Leia Colossenses 1:19, 20. O que é a reconciliação que aconteceu por meio da cruz e quão abrangente ela é?

Paulo utilizou uma expressão grega fascinante para concluir sua descrição de Jesus. Em Colossenses 1:19, ele escreveu que foi do agrado do Pai que “toda a plenitude” da Divindade habitasse em Cristo (compare com Cl 2:9). Mas qual é o significado do termo “plenitude” nesse contexto? João a descreveu como a glória do Pai, “cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14).

Essa “plenitude” envolve vários aspectos: a eternidade, a autoexistência de Deus, Seu poder de criar e recriar. O mais importante, porém, é que essa plenitude revela a sabedoria divina em vencer o pecado e a morte por meio do método mais inimaginável: a cruz. Deus transformou um objeto de vergonha em um poderoso testemunho de Seu amor eterno por toda criatura. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

A única maneira de derrotar o pecado para sempre e restaurar todas as coisas está resumida nesta gloriosa verdade: Deus amou. Ele amou o Universo e nos amou tanto que arriscou tudo para nos salvar por meio da morte de Cristo na cruz.

A palavra grega traduzida como “mundo” é kosmos, que frequentemente se refere ao Universo como um todo. Ao mencionar como seguimos a Cristo, Paulo disse: “Viemos a ser um espetáculo para o universo [kosmos], tanto para os anjos como para os homens” (1Co 4:9, NVI).

“Com dor e espanto, o Céu contemplou Cristo suspenso na cruz [...]. Por uma vida de rebelião, Satanás e todos os que se unem a ele se colocam em tanta desarmonia com Deus que Sua presença é um fogo consumidor. A glória Daquele que é amor os destruirá.

“No início do grande conflito, os anjos não entendiam isso. [...] Porém, não será assim quando terminar a grande controvérsia. Naquele momento, tendo sido completado o plano da redenção, o caráter de Deus será revelado a todos os seres inteligentes. [...] Por essas razões, os anjos podiam se alegrar ao contemplarem a cruz do Salvador. [...] O próprio Cristo compreendeu plenamente os resultados do sacrifício feito no Calvário. Ele pensava em tudo isso quando, na cruz, exclamou: ‘Está consumado!’” (Jo 19:30; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 612, 615, 616).

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Sexta-feira, 20 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 19
Estudo adicional

“Um homem que fosse meramente um ser humano e dissesse o tipo de coisa que Jesus disse não seria um grande mestre de moral. De duas uma, ou ele seria um lunático do nível de alguém que afirmasse ser um ovo frito ou então seria o diabo em pessoa. Você precisa fazer a sua escolha. Ou esse Homem foi e é o Filho de Deus, ou então um louco ou algo pior. Você pode silenciá-lo como sendo um tolo, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou, então, poderá cair de joelhos a Seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas não me venha com essa conversa mole de ele ter sido um grande mestre de moral, pois ele não nos deu essa alternativa e nem tinha essa pretensão” (C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples [Rio de Janeiro, RJ: Thomas Nelson Brasil, 2017], p. 86).

“O Pai é toda a plenitude da Divindade corporalmente [...]. O Filho é toda a plenitude da Divindade manifestada. A Palavra de Deus declara que Ele é ‘a expressão exata do Seu Ser’ (Hb 1:3). [...]

“Cristo é o Filho de Deus, preexistente, existente por Si mesmo. [...] Jesus nos garante que nunca houve tempo em que Ele não estivesse em íntima comunhão com o eterno Deus. [...]

“Ele era igual a Deus, infinito e onipotente. [...] É o Filho eterno, existente por Si mesmo” (Ellen G. White, Evangelismo [CPB, 2023], p. 425, 426).

Perguntas para consideração

1. Por que é essencial crer no princípio de que Jesus é Deus, e não é um ser criado? Que diferença isso faz no plano da salvação e no valor do sacrifício da cruz? O que mudaria se Ele não fosse eterno e tivesse sido criado?

2. É importante lembrar que todo o Universo esteve envolvido e interessado no que Jesus realizou na Terra? Como será que os seres não caídos, que conheceram Jesus em Sua glória, se sentiram ao vê-Lo na cruz?

3. Como você explicaria que nunca houve um momento em que o Pai tenha vivido longe do Filho, exceto na cruz, quando houve uma “separação [temporária] dos poderes divinos”? (Comentários de Ellen G. White em Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v.7, p. 1028.)

Respostas às perguntas da semana: 1. Criados à imagem de Deus, os seres humanos tiveram essa imagem distorcida pelo pecado. jesus, em contraste, é a revelação perfeita do Pai. 2. jesus é o Filho eterno, um com o Pai desde o princípio. Ele Se tornou Homem e revelou a glória de Deus de forma plena e visível. 3. “Primogênito” indica a supremacia de jesus, não que tenha sido criado, pois tudo foi feito por meio Dele. 4. “Cabeça” indica autoridade, liderança e fonte de vida. jesus é o cabeça da igreja porque Ele a dirige, sustenta e é o centro da vida dela. 5. A igreja é um corpo formado por muitos membros, diferentes mas interdependentes, unidos e coordenados por Cristo. 6. Cristo é o começo e o líder da nova criação. Como “cabeça” e “princípio”, Ele é a origem, o sustentador e o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer. 7. A reconciliação trazida pela cruz restaurou a paz entre Deus e tudo o que foi criado, abrangendo todo o Universo afetado pelo pecado.

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Resumo da Lição 8
A supremacia de Cristo | 1º Trimestre 2026

TEXTO-CHAVE: Cl 1:15-17
FOCO DO ESTUDO: Cl 1:15-20

ESBOÇO

Introdução: A Bíblia diz que Jesus tinha a preeminência em todas as coisas (Cl 1:18, ARC). Mas o que significa essa ideia? Muitas versões em inglês traduzem a palavra grega pr?teu? como “primeiro lugar” (NTLH) em vez de “primazia” (ARA). O verbo pr?teu? ocorreu apenas nesta passagem do NT, o que sugere que ele foi cuidadosamente escolhido por um motivo. Ele enfatiza a posição única e incomparável de Jesus. O texto original implica que a ressurreição de Jesus Lhe concedeu autoridade para Se tornar Senhor de todas as coisas: “Ele é o princí-
pio, o primogênito dentre os mortos, para ter a primazia em todas as coisas” (Cl 1:18, ênfase acrescentada). Em outras palavras, Jesus era Senhor por direito; agora Ele Se tornou Senhor de fato! A supremacia e soberania universais são os resultados esperados de Sua vitória sobre a morte. João, o revelador, também destacou essa noção ao afirmar que Jesus é “o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da Terra” (Ap 1:5; ênfase acrescentada). A morte e a ressurreição de Jesus inevitavelmente levaram ao Seu domínio sobre todas as coisas.

A lição desta semana enfatiza dois temas principais:

1. Os títulos de Jesus, conforme apresentados em Colossenses 1:15 a 20, ressaltam Sua obra redentiva em favor da humanidade. Ele é a Imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criação, o Cabeça do corpo e o Princípio.

2. Jesus veio a este mundo para realizar a reconciliação entre Deus e o ser humano, em um sentido específico, mas também entre Deus e toda a criação, em um sentido mais amplo.

COMENTÁRIO

Ilustração

“Um pastor de uma igreja em Boston encontrou um menino em frente ao templo, carregando uma gaiola enferrujada em que vários passarinhos se debatiam, assustados. O pastor perguntou: ‘Filho, onde você conseguiu esses pássaros?’

“O menino respondeu: ‘Eu os capturei no campo.’

“‘E o que você vai fazer com eles?’

“‘Vou brincar um pouco com eles e, depois, acho que vou dá-los para um gato velho que temos em casa.’

“Quando o pastor se ofereceu para comprá-los, o menino exclamou: ‘Senhor, o senhor não vai querer esses pássaros. Eles são só passarinhos selvagens e nem cantam direito.’

“O pastor respondeu: ‘Eu lhe dou dois dólares pela gaiola e pelos pássaros.’

“‘Feito! Mas o senhor está fazendo um péssimo negócio.’

“A troca foi feita, e o menino saiu assobiando, contente com suas moedas brilhantes. O pastor foi até os fundos da propriedade da igreja, abriu a portinha da pequena gaiola de arame e deixou aquelas criaturinhas aflitas voarem rumo ao céu azul.

“No domingo seguinte, ele levou a gaiola vazia para o púlpito e a usou como ilustração do propósito de Cristo: buscar e salvar aqueles que, como os passarinhos, estavam destinados à destruição. A diferença é que Cristo teve que comprar nossa liberdade com a própria vida” (Michael P. Green, 1500 Illustrations for Biblical Preaching [Grand Rapids, MI: Baker Books, 2000], p. 297, 298).

Como veremos mais adiante, a descrição de Cristo feita por Paulo em Colossenses 1:15 a 20 é um poema que exalta Seu papel como Criador (Cl 1:15-17) e Redentor (Cl 1:18-20). Nesses poucos versos, a história da redenção é contada com uma impressionante economia de palavras.

Os títulos de Jesus e Sua obra redentiva
Colossenses 1:15 a 20 é um hino de louvor a Cristo por Sua obra de redenção. Ao aplicar diversos títulos a Jesus, Paulo recorreu ao AT, com o objetivo de demonstrar que Jesus era o cumprimento das promessas feitas nas alianças do AT.

Imagem do Deus invisível (Cl 1:15)
A expressão “imagem do Deus invisível” aponta para a verdadeira humanidade de Jesus, referindo-se, portanto, à Sua encarnação. A palavra grega traduzida como “imagem” é eik?n, termo frequentemente usado no registro bíblico para indicar que algo é uma representação de outra coisa. Por exemplo, a estátua do sonho de Nabucodonosor, bem como a imagem de ouro levantada pelo rei (Dn 2:31-35; 3:1-18) foi chamada várias vezes de eik?n na Septuaginta, a versão grega do AT. Obviamente, o conceito de representação remonta a Gênesis 1:26 e 27, em que Adão é descrito como criado à imagem de Deus. Jesus veio ao mundo como o Segundo Adão para representar e revelar Deus. Essa ideia significa que, se em vez de Jesus, Deus Pai tivesse vindo ao mundo, Ele teria sido como Jesus.

O Primogênito de toda a criação (Cl 1:15)

Todos os títulos atribuídos a Jesus em Colossenses 1:15 a 18 tiveram como propósito destacar Sua preeminência, cada um enfatizando diferentes aspectos de Sua obra redentiva. O título “primogênito de toda a criação”, em Colossenses 1:15, antecipa o título semelhante de Colossenses 1:18, “primogênito dentre os mortos”, e está relacionado a ele. O uso do termo “primogênito” por Paulo está enraizado no AT. Geralmente, esse título pode ser interpretado de duas maneiras: (1) Ele apresenta Jesus como um governante sobre toda a criação, ressaltan-
do assim Sua singularidade e superioridade; (2) Ele retrata Jesus como eternamente preexistente e Criador de todas as coisas. Afinal, “Nele foram criadas todas as coisas. [...] Tudo foi criado por meio Dele e para Ele” (Cl 1:16), e “Ele é antes de todas as coisas” (Cl 1:17). Não é necessário escolher uma visão em detrimento da outra, pois ambas se complementam.

O Cabeça do corpo (Cl 1:18)

Como outras metáforas aplicadas a Jesus no NT, a expressão “o Cabeça do corpo” sugere tanto a autoridade de Jesus sobre a igreja quanto Seu cuidado terno por ela. Assim, como Cabeça da igreja, Jesus provê seu crescimento (Ef 4:15), nutrindo-a (Cl 2:19; Ef 5:29, 30). Mais importante ainda, Ele a salva (Ef 5:23) porque a ama (Ef 5:2, 25). Em certo sentido, a metáfora do Cabeça era bastante semelhante à imagem do Pastor. Nesse papel, Jesus conduz a igreja “para as fontes da água da vida” (Ap 7:17); a conhece e é conhecido por ela (Jo 10:14); e a ama a ponto de dar Sua vida por ela (Jo 10:11, 15), com o propósito de lhe conceder a vida eterna (Jo 10:28).

O Princípio (Cl 1:18)

A imagem de Jesus como o Princípio de todas as coisas não era incomum no NT. Em maior ou menor grau, todas as ocorrências dessa imagem se baseiam em Gênesis 1:1. Assim, embora a declaração inicial de Mateus 1:1 não empregue o termo “princípio”, a frase “livro da genealogia de Jesus Cristo” alude ao livro de Gênesis (ver Gn 5:1; 2:4). O Evangelho de Marcos começava com a declaração, “Princípio do evangelho de Jesus Cristo” (Mc 1:1), o que, para muitos estudiosos, remete a Gênesis 1:1. O Evangelho de João abre com a afirmação: “No princípio era o Verbo” (Jo 1:1), e prossegue: “Ele estava no princípio com Deus” (Jo 1:2). De modo semelhante, João inicia sua primeira carta fazendo alusão tanto ao seu evangelho quanto ao livro de Gênesis (1Jo 1:1). Mais adiante, ele declara: “Escrevo a vocês, porque conhecem Aquele que existe desde o princípio” (1Jo 2:13, 14). Por fim, no Apocalipse, João atribui a Jesus o título de “o Princípio da criação de Deus” (Ap 3:14). Assim, o título “o Princípio” (Cl 1:18) aponta para o papel de Jesus como nosso Criador e Redentor.

Primogênito dentre os mortos (Cl 1:18)

O uso que Paulo fez do título “Primogênito dentre os mortos” (Cl 1:18) foi muito semelhante ao uso do mesmo título por João em Apocalipse 1:5. Ambos os autores provavelmente tinham em mente o Salmo 89:27: “Por isso, farei Dele o Meu primogênito, o mais elevado entre os reis da Terra”. De certo modo, o Salmo 89 funcionou como uma espécie de comentário de 2 Samuel 7:8 a 16, que detalha a aliança de Deus com Davi. Uma leitura atenta do Salmo 89, contudo, revela que, em última instância, o texto se refere a Alguém maior do que uma figu-
ra humana (ver, por exemplo, Sl 89:29, 36). O NT indica que Jesus é o Filho de Davi no sentido escatológico (ver, por exemplo, Mt 1:1). Ao aplicar o título “Primogênito” a Jesus (Cl 1:18), Paulo o apresentou como o cumprimento da promessa da aliança de Deus feita a Davi.

A obra de reconciliação de Jesus

Tudo o que Jesus fez (Cl 1:15-18) resultou em Sua exaltação ao primeiro lugar em todas as coisas (Cl 1:18). Segundo Paulo, Cristo é todas essas coisas “porque Deus achou por bem que, Nele, residisse toda a plenitude” (Cl 1:19). Em outras palavras, Jesus é plenamente Deus ao mesmo tempo em que é plenamente Homem. Sendo assim, Ele cumpriu os requisitos necessários para reconciliar o ser humano com Deus (Cl 1:20-22). Em Efésios 2:14 a 17, Paulo utiliza a linguagem da reconciliação em conexão com a ideia de que Jesus veio ao mundo para ser a nossa paz (Ef 2:14), fazendo a paz (Ef 2:15) e anunciando a paz (Ef 2:17). Não apenas o ser humano, mas “toda a criação de Deus será pacificada e reconciliada, e a plena harmonia será restaurada” (Grant R. Osborne, “Colossians & Philemon: Verse by Verse”, em Osborne New Testament Commentaries [Bellingham, WA: Lexham Press, 2016], p. 46).

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Medite sobre os seguintes temas. Depois, peça aos alunos que respondam às perguntas no fim desta seção.

Em Colossenses 1:15 a 20, Jesus foi apresentado como o Senhor exaltado de toda a criação. Ele é o nosso Senhor! A soberania de Jesus se baseia no fato de que Ele ressuscitou dos mortos vitorioso para ser o nosso Rei e Intercessor no santuário celestial. Podemos confiar Nele e nos entregar completamente, crendo que Ele nos restaurará à Sua imagem. Paulo afirma que Deus nos “predestinou para [sermos] conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).

Em Cristo, temos a promessa de restauração total. “Por meio do sangue da sua cruz”, agora temos paz com Deus (Cl 1:20). Como Isaías havia profetizado séculos antes, Jesus veio para ser o Príncipe da Paz (Is 9:6; comparar com Ef 2:14). Mais adiante, Isaías afirma: “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele” (Is 53:5). Em Romanos 5:10, Paulo declara que “nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de Seu Filho”.

A Bíblia nos ensina que Jesus é o nosso Criador e Redentor. Ele veio a este mundo e morreu na cruz para nos resgatar para Si. Aquele que nos criou (Jo 1:1-3) foi o mesmo que Se fez carne (Jo 1:14) “para dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:28). Por meio de Sua morte e ressurreição, Ele venceu o pecado e a morte e alcançou a supremacia sobre todas as coisas, no Céu e na Terra. Assim, “Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre. Amém!” (Rm 11:36).

Perguntas:
1. O que significa ser formado à imagem de Jesus? De que maneiras práticas você percebe essa obra de transformação, pela graça de Deus, acontecendo em sua vida?

2. De que forma Jesus é o Senhor da sua vida? O que a supremacia Dele sobre todas as coisas significa para você? Como essa supremacia lhe dá esperança?

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CHAMADO ATRAVÉS DA DOR

Fiji | Milo

Meu nome é Milo e venho das lindas ilhas de Samoa, no Oceano Pacífico do Sul. Crescer não foi fácil para mim. Fui criado em um lar onde muitas vezes o amor era escondido por trás da dor. Meu pai lutava contra o alcoolismo e, muitas vezes, pequenos desentendimentos terminavam em violência. Lembro-me de como ele machucava minha mãe por causa das menores coisas. Meus irmãos e eu crescemos em uma atmosfera de medo e confusão. Não foi apenas difícil-aquilo quebrou algo dentro de mim.

À medida que fui crescendo, muitas vezes me pegava fazendo perguntas profundas a Deus: "Há um futuro para mim? Eu tenho um propósito?" Eu dizia a Deus que estava pronto para ouvir, pronto para seguir. Eu orava, chorava e implorava por respostas. Mas parecia que Deus estava em silêncio. Fiquei com raiva e comecei a culpar a Deus por tudo que estava acontecendo em minha vida.

Ainda assim, algo continuava me puxando para mais perto Dele. Comecei a frequentar estudos bíblicos às quartas-feiras e ir à igreja aos sábados. Durante tudo isso, minha mãe se tornou minha rocha. Mesmo passando por sua própria dor, ela permaneceu forte e sempre me encorajou a fazer o que era certo. Ela não me deixava participar dos acampamentos ou atividades da igreja quando eu era mais novo, mas agora algo inesperado aconteceu.

Quando ela soube do Congresso de Jovens de 2024 em Samoa, ela disse: "Você deveria ir". Fiquei surpreso. Ela me disse que esse congresso mudaria minha vida - que me tornaria uma pessoa melhor. Suas palavras tocaram meu coração, e pelo profundo respeito que tinha por ela, decidi me inscrever.

Antes do congresso começar, comecei a orar novamente. Dessa vez, pedi a Deus um sinal. Eu precisava saber se Ele realmente tinha um chamado para mim. Durante um culto, o orador perguntou se alguém queria ser voluntário por um ano no serviço missionário. Naquele momento, eu senti algo poderoso em meu coração. Eu sabia que era Deus. Ele estava finalmente falando comigo. Eu me inscrevi para o trabalho missionário. Percebi então que todos aqueles anos de silêncio não eram rejeição. Deus estava me preparando.

Mas quando tudo parecia se encaixar, uma tragédia aconteceu. Pouco antes de eu viajar para a Universidade Fulton para o treinamento de missão, meu irmão faleceu. Passamos 76 anos juntos e, de repente, ele se foi. Foi como se uma faca tivesse atravessado meu coração. Fiquei arrasado. Perdi a esperança. Senti que tinha falhado por não estar lá por ele. Eu me senti-me completamente inútil.

Foi quando minha mãe veio até mim novamente. Mesmo em sua própria dor, ela me lembrou do chamado que Deus havia colocado em minha vida. Suas palavras me deram forças novamente. Eu podia sentir o Espírito Santo trabalhando em mim, me guiando, me levantando quando eu não conseguia me sustentar.

Agora, gostaria de falar com qualquer pessoa que esteja passando por algo doloroso ou incerto. Não desista. O inimigo quer que você fique sem esperança, quebrado e perdido. Mas Deus ainda está trabalhando, mesmo no silêncio. Ele está preparando você para algo maior. Continue orando, continue acreditando e continue ouvindo. O chamado de Deus pode não vir quando você espera, mas quando vier, você saberá. E você nunca se arrependerá de ter dito "sim" a Ele.

Jesus disse uma vez: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus" (Mateus 5:10). Apegue-se a essa promessa. Deus cuida doSeu povo.

Parte da oferta do primeiro trimestre de 2073 ajudou a fornecer 75.000 Bíblias e guias de leitura para as ilhas do Pacífico Sul, para que pessoas como Mi/o pudes­sem aprender mais sobre Jesus. Obrigado por sua oferta deste trimestre que ajudará a apoiar projetos de saúde para crianças nas Ilhas Salomão e Vanuatu.

Conforme contado a Maika Tuima, escrito por Mi/o Ethanie Fevaaiai.

Dicas para a história

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