Lição 5
24 a 30 de abril
Filhos da promessa
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 2Rs 9-11
Verso para memorizar: “E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mt 28:20).
Leituras da semana: Gn 15:1-3; Is 25:8; 1Co 2:9; Ap 22:1-5; 1Pe 2:9; Gn 11:4; 12:2

“Certa vez, um pai e sua filha de dez anos passavam as férias no litoral. Um dia, eles saíram para nadar no mar e, embora ambos fossem bons nadadores, a alguma distância da costa, eles se separaram. O pai, percebendo que estavam sendo levados para águas profundas pela maré, gritou para a filha: ‘Maria, vou buscar ajuda em terra. Se você se cansar, vire-se de costas. Dá para flutuar o dia todo dessa maneira. Eu voltarei para buscá-la’.

“Barcos e equipes de buscas se apressaram para o mar, procurando a garo-tinha. Muitos aguardavam com ansiedade. Quatro horas se passaram até que a menina foi encontrada, longe da praia. Ela estava flutuando calmamente de costas. Ao retornarem à praia com a preciosa carga, os socorristas foram recebidos com aplausos e lágrimas de alegria, mas a menina estava tranquila. Ela achou estranha a reação das pessoas e disse: ‘O papai disse que eu po-deria flutuar o dia inteiro e que ele viria me buscar, então eu apenas nadei e flutuei, porque sabia que ele viria’” (H. M. S. Richards, When Jesus Comes Back [Quando Jesus Voltar], Voice of Prophecy News, março de 1949, p. 5).

Resumo da semana: Por que o Senhor Se referiu a Si mesmo como es-cudo de Abraão? Como “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas por meio de Abraão? Qual é a maior de todas as promessas da aliança?

Domingo, 25 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 12-14
O seu escudo

“Depois destes acontecimentos, a palavra do Senhor veio a Abrão, numa visão, dizendo: - Não tenha medo, Abrão, Eu sou o seu escudo, e lhe darei uma grande recompensa” (Gn 15:1).

1. Em qual contexto a promessa de Gênesis 15:1-3 foi dada? Por que a primeira coisa que o Senhor disse a Abrão foi: “Não tenha medo”? O que Abrão teria que temer?

A. ( ) Deus quis encorajar Abrão e assegurar que ele teria descendentes.

B. ( ) Deus desejou acalmar Abrão em relação à conquista de outras terras.

É interessante nesse texto o fato de que o Senhor declarou a Abrão: “Eu sou o seu escudo”. O uso do pronome pessoal mostra a natureza pessoal do relacionamento. Deus Se relacionaria com Abrão individualmente, como Ele faz com todos nós.

A denominação de Deus como “escudo” aparece aqui pela primeira vez na Bíblia. Além disso, essa foi a única vez em que Ele a usou para Se re-velar, mesmo que outros escritores da Bíblia tenham usado o termo para falar sobre Deus (Dt 33:29; Sl 18:30; Sl 84:11; Sl 144:2).

Quando Deus Se refere a Si mesmo como escudo de alguém, o que isso significa? O significado para Abrão é diferente do que isso representa para nós? Podemos reivindicar essa promessa? Isso significa que nenhum dano físico ocorrerá conosco? De que maneira Deus é um escudo? Como você entende essa comparação?

“Cristo não tem em nós um interesse casual, mas um interesse mais vigoroso do que o de mãe por seus filhos [...]. Nosso Salvador comprou-nos por sofrimento e dor humanos, pelo insulto, difamação, maus-tratos, zombaria, rejeição e morte. Cuida de ti, tremente filho de Deus. Ele te porá a salvo sob Sua proteção [...]. A fraqueza inerente à nossa natureza humana não nos impedirá o acesso ao Pai celestial, pois Ele [Cristo] morreu para inter-ceder por nós” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, p. 77 [11 de março]).

Ronaldo havia sido um fiel seguidor do Senhor. Então, de repente, ele morreu. O que aconteceu com a promessa de que Deus é seu escudo? Ou devemos entender a ideia de Deus como nosso escudo de modo diferente? Do que Deus sempre nos protege? (Veja 1Co 10:13).
Segunda-feira, 26 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 15-17
A promessa do Messias: parte 1

“Em você e na sua descendência serão benditas todas as famílias da Terra"(Gn 28:14).

“E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29).

Mais de uma vez o Senhor disse a Abraão que, em sua descendência, todas as nações da Terra seriam abençoadas (Gn 12:3; 18:18; 22:18). Essa maravilhosa promessa da aliança é repetida, pois, de todas as promessas, essa é a mais importante, a mais duradoura, a que faz todas as outras valerem a pena. Em certo sentido, essa era uma promessa da ascensão da nação judaica, por meio da qual o Senhor desejava ensinar “todas as famílias da Terra” sobre o verdadeiro Deus e Seu plano de salvação. Contudo, a promessa alcançou cumprimento completo somente no Descendente de Abraão, Cristo, que, na cruz, pagou pelos pecados de “todas as famílias da Terra”.

3. Pense na promessa da aliança feita após o dilúvio (na qual o Senhor prometeu não destruir o mundo com água novamente). De que adiantaria isso sem a promessa de redenção em Jesus? Qual é o proveito de qual-quer promessa sem a vida eterna?

4. Como você entende a noção de que, em Abraão, por meio de Jesus, “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas? O que isso significa?

Evidentemente, a promessa da aliança do Salvador do mundo é a maior de todas as promessas de Deus. O próprio Redentor Se tornou o meio pelo qual as obrigações da aliança foram cumpridas e todas as suas outras promessas, concretizadas. Todos, judeus ou gentios, que entram em união com Ele são considerados a verdadeira família de Abraão e herdeiros da promessa (Gl 3:8, 9, 27-29), isto é – a promessa da vida eterna em um ambiente sem pecado, onde o mal, a dor e o sofrimento nunca mais surgirão. Você consegue pensar em uma promessa melhor do que essa?

Por que a promessa de vida eterna em um mundo sem pecado e sofrimento nos atrai tanto? Será que ansiamos o cumprimento dessa promessa porque foi para isso que fomos criados originalmente e porque, ao desejá-la, almejamos algo fundamental para nossa natureza?
Terça-feira, 27 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 18, 19
A promessa do Messias: parte 2

“Para desfrutar da verdadeira felicidade precisamos viajar para um país muito distante e até para fora de nós mesmos"(Thomas Browne).

5. Você concorda com a citação acima, escrita no século 17? 1Ts 4:16-18; Ap 3:12

Agostinho escreveu sobre a condição humana: “Essa nossa vida – se é que uma vida repleta de males tão grandes pode ser apropriadamente chamada de vida – é um testemunho do fato de que, desde o início, a humanidade mortal tem sido uma raça condenada. Pense, primeiramente, no terrível abismo da ignorância da qual procede todo erro e que assim envolve os filhos de Adão em uma poça sombria da qual ninguém pode es-capar sem labutas, lágrimas e medos. Então, tome o nosso amor por todas as coisas que se mostram tão vãs e venenosas e que geram tantas mágoas, tantos problemas, dores e medos; tantas alegrias insanas na discórdia, tantos conflitos e guerras; tanta fraude, tanto furto e roubo; tanta perfídia e tanto orgulho, tanta inveja e ambição, tanto homicídio e assassinato, tanta crueldade e selvageria, ilegalidade e luxúria; todas as paixões desavergonhadas dos impuros – fornicação e adultério, incesto e pecados não naturais, estupro e inúmeras outras impurezas desagradáveis demais para serem mencionadas; os pecados contra a religião – sacrilégio e heresia, blasfêmia e perjúrio; as iniquidades contra nossos vizinhos – calúnias e trapaças, mentiras e testemunho falso, violência contra pessoas e propriedades; as injustiças dos tribunais e as inúmeras outras misérias e doenças que enchem o mundo, mas escapam à atenção” (Agostinho de Hipona, City of God [Cidade de Deus], Tradução de Gerald G. Walsh, S. J. Nova York: Doubleday e Co., 1958, v. 22, cap. 22, p. 519).

A citação de Agostinho poderia se aplicar à maioria das cidades modernas; no entanto, ele escreveu essas palavras há mais de mil e quinhentos anos. Pouco sobre a humanidade mudou. Por isso, as pessoas querem fugir.

Felizmente, por mais difícil que seja nossa situação, o futuro será brilhante, mas apenas em razão do que Deus fez por nós mediante a vida, a morte, a ressurreição e o ministério sacerdotal de Jesus Cristo – o cumpri-mento supremo da promessa da aliança feita a Abraão de que, por meio de sua descendência, todas as famílias da Terra seriam abençoadas.

Pense na citação de Agostinho. Descreva, em suas palavras, a triste situação do mundo. Procure textos bíblicos que falem sobre o que Deus prometeu em Cristo (Is 25:8; 1Co 2:9; Ap 22:2-5). Apegue-se a essas promessas. Então você entenderá a essência da aliança.
Quarta-feira, 28 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 20, 21
Uma grande e poderosa nação

Deus não apenas prometeu a Abraão que, nele, todas as famílias da Terra seriam abençoadas; o Senhor também disse que faria dele uma "grande e poderosa nação"(Gn 18:18; Gn 12:2; Gn 46:3) - uma grande promessa a um homem casado com uma mulher que já havia passado da idade de ter filhos. Portanto, quando Abraão não possuía descendentes, muito me-nos um filho, Deus prometeu a ele ambas as coisas.

No entanto, essa promessa não foi completamente cumprida enquanto Abraão estava vivo. Nem Isaque nem Jacó viram o cumprimento da promessa. Deus a repetiu a Jacó, com a informação adicional de que a promessa seria cumprida no Egito (Gn 46:3), embora Jacó também não tivesse visto seu cumprimento. Por fim, essa promessa foi cumprida.

6. Por que o Senhor quis fazer uma nação especial da descendência de Abraão? Ele desejava apenas outro país de certa origem étnica? Quais propósitos essa nação deveria cumprir? Êx 19:5, 6; Is 60:1-3; Dt 4:6-8

É evidente nas Escrituras que Deus pretendia atrair a Si as nações de todo o mundo por meio do testemunho de Israel, que seria, sob Sua bênção, um povo feliz, saudável e santo. Essa nação demonstraria a bênção que acompanha a obediência à vontade do Criador. As multidões da Terra seriam atraídas à adoração do Deus verdadeiro (Is 56:7). Portanto, a atenção da humanidade seria atraída para Israel, para seu Deus e para o Messias, que apareceria no meio deles, o Salvador do mundo.

“O povo de Israel deveria ocupar todo o território que Deus lhes havia designado. As nações que rejeitassem o culto ou o serviço do verdadeiro Deus deveriam ser desapossadas. Era propósito de Deus, porém, que pela revelação de Seu caráter por meio de Israel, os homens fossem atraídos a Ele. O convite do evangelho deveria ser transmitido a todo mundo. Pela lição do sacrifício simbólico, Cristo deveria ser exaltado perante as nações, e todos os que O olhassem viveriam” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 290).

Quais são os paralelos entre o que o Senhor desejava fazer por meio de Israel e o que Ele deseja fazer por meio de nossa igreja? Leia 1 Pedro 2:9.
Quinta-feira, 29 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 22, 23
Engrandecerei o seu nome

“Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção!"(Gn 12:2).

7. Deus prometeu engrandecer o nome de Abrão (Gn 12:2), ou seja, torná-lo famoso. Por que o Senhor desejaria fazer isso por um pecador, não im-portando quanto ele fosse obediente e fiel? Quem merece um “grande” nome? (Rm 4:1-5; Tg 2:21-24). Deus concedeu grandeza a Abrão para seu benefício ou isso representava algo mais?

8. Qual é a grande diferença entre Gênesis 11:4 e Gênesis 12:2? De que maneira um dos textos representa a “salvação pelas obras” e o outro a “salvação pela fé”?

Por mais que o plano de salvação tenha por base apenas a obra de Cristo em nosso favor, nós, como recebedores da graça de Deus, estamos envolvidos. Temos uma função a desempenhar; nossa livre escolha ganha destaque. O drama dos séculos, a batalha entre Cristo e Satanás, ainda está ocorrendo em nós e por meio de nós. Tanto a humanidade quanto os anjos estão observando o que tem acontecido conosco no conflito (1Co 4:9). Portanto, quem somos, o que dizemos e o que fazemos, além de ter importância em nossa esfera imediata, tem também implicações que podem, de certo modo, reverberar por todo o Universo. Pelas nossas palavras, ações e até mesmo atitudes trazemos glória ao Senhor, que fez tanto por nós, ou envergonhamos o Seu nome. Portanto, quando o Senhor disse a Abraão que Ele engrandeceria o nome do patriarca, Ele certamente não estava falando sobre isso da mesma forma que o mundo fala sobre alguém que tem um grande nome. O que torna um nome “grande” aos olhos de Deus é o caráter, a fé, a obediência, a humildade e o amor pelos outros, características que, embora sejam respeitadas no mundo, geralmente não são os fatores que o mundo consideraria para engrandecer o nome de alguém.

Observe homens e mulheres que têm “grandes” nomes no mundo, sejam atores, políticos, artistas, ricos, etc. Por que essas pessoas se tornaram famosas? Compare isso com a grandeza de Abraão. O que isso nos revela sobre o quanto o conceito de grandeza do mundo é pervertido? Como essa atitude mundana também afeta nossa visão de grandeza?
Sexta-feira, 30 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 24, 25
Estudo adicional

Leia Patriarcas e Profetas, p. 132-144 (“Abraão em Canaã”) e p. 145-155 "O teste de fé".

“A prova à qual Abraão foi submetido não foi pequena [...]. Contudo, ele não hesitou em obedecer ao chamado. Não teve perguntas a fazer com respeito à terra da promessa [...]. O lugar mais feliz da Terra para ele seria aquele em que Deus quisesse que ele estivesse” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 126).

Em Canaã, o Senhor declarou a Abraão que ele deveria peregrinar na terra que seria dada a seus descendentes (Gn 12:7). Deus repetiu a promessa (Gn 13:14, 15, 17; 15:13, 16, 18; 17:8; 28:13, 15; 35:12). Cerca de quatrocentos anos depois, cumprindo a promessa (Gn 15:13, 16), Ele anunciou a Moisés que tiraria Israel do Egito e o levaria para a terra que ma-nava leite e mel (Êx 3:8, 17; 6:8) e repetiu a promessa a Josué (Js 1:3). Nos dias de Davi, ela se cumpriu em grande parte, mas não completamente (Gn 15:18-21; 2Sm 8:1-14; 1Rs 4:21; 1Cr 19:1-19).

Abraão e outros patriarcas viam Canaã como símbolo ou prenúncio do lar dos redimidos (Hb 11:9, 10, 13-16). Na situação de pecado, nenhum lar permanente é possível. A vida é passageira, como uma “neblina” (Tg 4:14). Como descendentes espirituais de Abraão, percebemos que “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13:14). A certeza da vida futura nos mantém firmes neste mundo de mudança e decadência.

Perguntas para consideração

1. Qual é o efeito da promessa da nova Terra? (Mt 5:5; 2Co 4:17, 18; Ap 21:9, 10; Ap 22:17).

2. “A verdadeira grandeza resultaria da obediência às ordens de Deus e da cooperação com o propósito divino” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 288). O que essa afirmação significa?

Resumo: As promessas são preciosas! Será que elas se cumprirão? A fé diz que sim!

Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Essa promessa ultrapassa a questão física. Até Abrão sofreu provações físicas. Ele envelheceu e morreu. A promessa, que também é nossa, é de que Deus nos sustentará até o fim e nos dará a recompensa eterna. 3. Sem a perspectiva do sacrifício de Cristo e da redenção eterna promovida por Ele, tudo seria em vão. 4. Por meio de Jesus, que era Descendente de Abraão, todas as famílias da Terra receberam a salvação eterna. 5. A verdadeira felicidade está na promessa de salvação em Cristo. 6. Porque, por meio dessa nação, Ele desejava abençoar todas as outras nações. Por isso, Israel tinha uma grande responsabilidade. 7. Deus desejava engrandecer  o nome de Abraão não pelos méritos de Abraão, visto que ele havia sido justificado pela fé, mas para que outras nações pudessem ver o poder de Deus sobre Abraão e sua descendência e, assim, desejar adorá-Lo. 8. Em Gênesis 11:4, o povo quis construir uma torre por suas próprias forças, para que seu nome fosse lembrado e fossem protegidos. Em Gênesis 12:2, Deus prometeu engrandecer o nome de Abraão. Ele foi salvo mediante a fé.

Resumo da Lição 5
Filhos da promessa

Foco de estudo: Mateus 28:20

Esboço

As alianças de Deus são eternas. Embora Noé, Abraão, Moisés e outros tenham mor-rido, as promessas divinas ainda continuam sendo cumpridas. Sua promessa de salvação ainda se estende a nós se decidirmos abrir nosso coração a Ele.

Comentário

Quando Yahweh anunciou que Ele era o escudo de Abrão (Gn 15:1), isso significava que Ele seria seu protetor. O termo escudo apontava para a garantia de proteção de Yahweh a Abrão. Apesar de imaginar que Eliézer se tornaria o filho de sua herança, um filho especial nasceria do ventre de Sarai e produziria uma linhagem abraâmica, que seria incontável como as estrelas.

Seu escudo

“Depois destes acontecimentos, a palavra do SENHOR veio a Abrão numa visão, dizendo: ‘Não tenha medo, Abrão; Eu sou o seu escudo, e lhe darei uma grande recompensa’” (Jay Green, ed., The Interlinear Hebrew/Greek English Bible, v. 1, p. 32; ver Gn 15:1).

“O ‘escudo’ ou a proteção mencionada aqui não se refere à proteção física na guerra ou proteção física contra infortúnios. Em vez disso, refere-se à proteção contra a possibilidade de que a promessa da aliança não se cumprisse por meio de Abraão e de sua futura semente. [...] Se somos a semente de Abraão (e todos os que têm a fé de Abraão são semente dele), então também temos a certeza de que Deus será nosso escudo” (Gerhard M. Hasel e Michael G. Hasel, The Promise: God’s Everlasting Covenant, p. 44).

A promessa do Messias: parte 1

Depois que lhe foi negada a entrada na Terra Prometida, Moisés ficou em pé no suntuoso cume do fim de sua odisseia e recebeu uma visão do Messias vindouro: “Recebeu permissão para olhar através do tempo e ver o primeiro advento de nosso Salvador. [...] Contemplou a humilde vida de Cristo em Nazaré, Seu ministério de amor e compaixão, Seus milagres e Sua rejeição por uma nação orgulhosa e incrédula. [...] Viu Jesus sobre o Monte das Oliveiras, chorando ao despedir-Se da cidade que Ele amava. [...]

“Moisés viu que, apesar disso, Deus não tinha rejeitado a descendência de Abraão. Os gloriosos projetos que Ele havia Se comprometido a realizar por meio de Israel seriam cumpridos. Todos aqueles que, por intermédio de Cristo, se tornassem filhos da fé seriam contados como semente de Abraão” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 475, 476).

A promessa do Messias: parte 2

Em Gênesis 3:15, o Cristo pré-encarnado predisse o advento messiânico, que prove-ria expiação para a raça humana; para provar aos reinos sem pecado que não havia desculpa para o fracasso de Adão e para validar a combinação imortal da lei e do evangelho por meio do Calvário.

A queda de Adão produziu na humanidade um novo paradigma do mal. A posteridade de Adão adoeceu com uma tendência mental natural para se rebelar contra a soberania divina. Logo, visto que o pecado não pode ser mera transgressão, deve ser descrito como uma condição espiritual psicótica que se enfurece contra a soberania divina. Em Mateus 1:21, foi feita a promessa de um Cristo vindouro que nos curaria da doença da esquizofrenia espiritual. Nascida fora de Cristo, a raça humana desenvolve uma condição de psicopatologia espiritual. Cristo veio para que pudéssemos ser curados por meio de uma “transfusão de sangue” com base em Sua morte no Calvário.

Assim, Cristo Se tornou o Monogenes, ou “Filho unigênito” (Jo 3:16), no sentido de que entrou no cosmos como o Único de Sua espécie, sem qualquer comparação. Em Nazaré, o segundo Adão começou Seu humilde ministério em um mundo caído e corrupto, em contraste com a perfeição do Paraíso, onde o Adão original falhou. Esse Deus-Homem, que foi tentado em todas as coisas, teve êxito contra as ciladas do pecado (ver Gn 3:15; 1Co 10:13; 15:21, 22; Hb 4:15, 16; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 700).

Engrandecerei o seu nome

Em gritante contraste com os excepcionais, embora presunçosos, construtores de impérios nas planícies de Sinar, Abraão evitou a autodeificação, embora Deus tivesse prometido engrandecer seu nome. “Se Ninrode é o líder político secular arquetípico do mundo pós-diluviano, Abraão é seu líder espiritual. Abraão é [...] o instrumento de Yahweh para o cumprimento de Seu propósito para a humanidade.

“Com Abraão, a história mundial segue um rumo diferente; Deus estabelece um novo padrão. Abraão é o aceno do futuro para os seres humanos e para todas as nações. Yahweh indica aqui Sua indiferença às linhagens. [...] 

“Dá-se início a uma nova linhagem de crentes no único Deus. Abraão, um afroasiático que vivia na área de influência de Ninrode, é escolhido por Yahweh para ser Seu servo para abençoar seus irmãos por meio de sua semente. [...]

“Um homem agora deve agir em nome de Deus e da humanidade. [...] O plano e sua inclusão nele não se baseiam na etnia, mas no relacionamento da aliança” (Charles E. Bradford, Sabbath Roots: The African Connection [As Raízes do Sábado: A Conexão Africana], p. 77-79).

Aplicação para a vida

Para reflexão: Um conto rabínico sobre a travessia do Mar Vermelho diz: assim que o mar começou a afogar os egípcios, os anjos no céu começaram a aplaudir, dançar e celebrar. Então a voz triste de Deus interveio, dizendo: “A obra das Minhas mãos, Minha criação, afundou no mar!” O amor de Deus é tão grande que Ele não tem prazer na destruição, mesmo dos mais ímpios.

1. O amor divino se estende a todos, até mesmo à pessoa que quebra Sua lei e Seu coração. Como esse amor se manifesta na relação de aliança que Ele procura estabelecer com cada indivíduo? Como esse amor continua a se manifestar quando alguém rejeita a oferta divina? Qual é a defesa de Satanás quando Deus demonstra tanto amor?

2. Por terem sido oprimidos por um poder estrangeiro, o povo judeu queria um Messias que os libertasse. Jesus, entretanto, veio a este mundo para morrer numa cruz, não para ocupar um trono. Como Sua missão se ajustou à oferta da aliança de Deus para nós?

3. Deus tinha muitos planos para Israel, mas quase todos eles falharam. Você acha que o Senhor quer nos usar como pretendia usar Israel? Explique. O que devemos fazer individualmente e como igreja para que possamos “ouvir” Sua voz e ser Seus instrumentos?

4. Com a vinda do Messias, o povo esperava sinais e maravilhas, milagres e misticismo. De que forma somos assim hoje? Como é possível perdermos os sinais sutis da segunda vinda de Cristo? Sendo um corpo, como a igreja pode dar passos positivos no senti-do de ser um povo preparado e expectante?

5. Quando você aceita a salvação de Deus, começa a jornada de se tornar mais e mais como Cristo a cada dia. Que ferramenta você usa para medir seu progresso? O que você acha que Deus usa para medir seu progresso? Charles Swindoll descreve a luta pelo cresci-mento espiritual de uma pessoa como três passos para frente, um passo para trás. Se for esse o caso, como prosseguir sem desanimar? Em Gênesis 15:1, Deus diz a Abrão que Ele é sua “grande recompensa”. Em que sentido Deus e nosso relacionamento com Ele não são apenas um meio para um fim, mas o fim em si mesmo?

6. Deus disse a Jacó em Gênesis 28:14 que Sua bênção faria com que o mundo inteiro fosse abençoado. Uma bênção pode realmente ser uma bênção se não for compartilhada de alguma forma? Explique.

7. A aliança original de Deus com Abrão parecia sugerir que Ele tinha em mente os descendentes diretos de Abrão. Mais tarde, porém, ficou claro que Deus tinha em mente diversos grupos e indivíduos unidos pela fé comum. Deus mudou de ideia? Comente.

8. O fato de Deus ter escolhido um nômade desconhecido em um lugar remoto (até mesmo naquela época) sugere que o que Deus valoriza no ser humano é muito diferente do que valorizamos sobre nós mesmos e os outros. O que Deus pode ter visto em Abrão?

Foi Deus

Minha irmã de dez anos, Shakira, começou a reclamar de dor nas costas após escorregar nos degraus da escada molhada em nossa casa em Morvant, Trinidad e Tobago. Nós pensamos que ela havia distendido os músculos e lhe demos analgésicos. As dores continuaram após uma semana, por isso, decidimos levá-la ao hospital. O médico receitou mais analgésicos. Shakira deixou de comer e a barriga inchou. Ao voltar ao hospital, o médico disse: “Acho que ela está com câncer.”

A despeito das cirurgias necessárias, Shakira era uma criança feliz e tentava ser a pessoa mais caridosa no quarto de hospital. Os médicos eram apaixonados por ela. Depois de um ano, se livrou do câncer. Mas, poucos meses depois de voltar para casa, o câncer voltou. Eu passei muitas noites com ela no hospital e me lembro de suas reclamações: “Minhas costas, minha barriga, minhas costas, minha barriga”, ela sentia muita dor.

O médico agendou uma cirurgia. “Mamãe, não quero fazer essa cirurgia”, Shakira disse. “Mas precisamos passar por isto para que você possa viver”, a mãe respondeu. Shakira morreu um mês depois da cirurgia. Eu estava viajando até o hospital quando minha mãe contou a notícia. Chorei muito. Entretanto, minha mãe não chorou. “Mãe, tem algo errado?”, eu perguntei no funeral. “Por que você não chora?” Ela nunca respondeu. Após quatro meses, o pé da minha mãe começou a inchar. Ela ficou duas semanas no hospital, e o médico diagnosticou depressão devido ao falecimento de Shakira. Ele sugeriu terapia, porém ela recusou e, passados seis meses, faleceu.

A perda da minha mãe logo após o falecimento da minha irmã foi devastadora. Mas as coisas ficaram piores. Mark, um primo, sempre me visitava com a finalidade de me animar e distrair das duas mortes trágicas. Entretanto, seis meses após a perda da minha mãe, ele faleceu em um acidente de carro. A dor interior parecia muito grande para suportar. Meu namorado tinha muitas tatuagens nos braços, peito, costas e boca. Eu sabia que fazer tatuagens era dolorido e concluí que, ao entrar nesse processo, talvez diminuísse minha dor. 

Eu coloquei um piercing no nariz. Mas a dor não foi suficiente, por isso coloquei outro piercing. Em seguida, coloquei nas orelhas e, finalmente, tatuei meu peito. A dor continuou. Então, meu namorado morreu afogado. Quando atendi o telefone, mal pude acreditar. Lembrei-me de minha irmã, mãe e primo. Agora meu namorado estava morto! Comecei a gritar. Telefonei para o meu trabalho para avisar que não poderia estar presente ao evento daquela noite porque precisava identificar o corpo do meu namorado no hospital. Minha patroa disse para esperar seu sobrinho, Marc. “Ele vai buscá-la”, ela disse.

Ver o corpo do meu namorado foi como o fim para mim. Não tinha nenhum motivo para viver. Após quatro meses, sofri um aborto espontâneo. A vida estava sombria, porém Marc trouxe à minha vida. Ele me visitava diariamente e compartilhava versos da Bíblia. “Você já leu João 3:16?”, ele perguntou. Esse verso diz: ‘Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.’”

Um dia, Marc me levou para conhecer seus pais. O pai dele me ouviu falar sobre minha dor, e me entregou seu número de telefone. “Se precisar de alguém para conversar, me telefone”, disse. “Dê um tempo para você. Deus tem um propósito para você.” Depois disso, Marc me convidava sempre para visitar os pais. Eu gostava deles e fiquei interessada em ouvi-los falar sobre Deus. Certo dia, enquanto conversávamos, pedi para ir à igreja com eles. “Sim!”, os pais exclamaram. Marc não disse nada.

No sábado seguinte, fui à igreja com Marc e seus pais. Ao participar dos cultos durante as semanas, comecei a me sentir feliz novamente. Os sermões pareciam ser preparados para mim. Minha dor diminuiu, lia a Bíblia e a lição da Escola Sabatina diariamente, em busca das respostas sobre a vida. Certo sábado, o pregador fez um apelo àqueles que desejavam entregar o coração a Jesus através do batismo. Levantei-me imediatamente, pois sabia que desejava viver para Jesus. Marc também se levantou.

Depois soube que ele não frequentava a igreja havia cinco anos e só voltou quando pedi para acompanhar seus pais. Os pais de Marc ficaram muito entusiasmados. Eles oravam para que Marc voltasse para Jesus. Nós dois fomos batizados no mesmo dia e nos casamos onze meses depois.

Algumas vezes, as pessoas falam para mim: “Você não sabe o que estou passando.” Então, depois de ouvir minha história elas dizem: “Você passou por tudo isso? Como você manteve viva?” Eu respondo: “Foi Deus! Ele me deu uma nova vida!” As ofertas do trimestre ajudarão a abrir um centro de influência “Viva melhor” para treinar estudantes para serem missionários da Universidade Adventista do Sul do Caribe, em Trinidad e Tobago. Muito obrigado por sua oferta.

Informações adicionais

• Peça que uma moça apresente a história na primeira pessoa.

• Pronuncie Shinell como:

• Assista ao vídeo de Shinell no YouTube: bit.ly/Shinell-Davis.

• Faça o download das fotos no Facebook: bit.ly/fb-mq.

• Para mais notícias missionárias e outras informações sobre a Divisão Interamericana acesse: bit.ly/IAD-Facts.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º Trimestre de 2021

Tema Geral: A promessa: a aliança eterna de Deus

Lição 5 – 24 de abril a 1º de maio de 2021

Filhos da promessa

Autor: Gilberto Theiss

Editoração: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Rosemara Santos

 

Introdução

Uma criança havia subido em uma árvore com cerca de 3 metros de altura. Ao notar a altura em que estava, percebeu que não tinha coragem para descer como subiu. Um rapaz, ao ver a cena, com o intuito de ajudar, se aproximou estendendo os braços, ao mesmo tempo em que disse à criança que pulasse. O pequenino, com um olhar desconfiado, balançou a cabeça em sinônimo de um claro não. Então, um outro homem se aproximou e fez o mesmo gesto com os braços e pediu que a criança se jogasse. Sem pensar muito, o jovenzinho deu um salto e se jogou nos braços do rapaz. Alguns curiosos que estavam próximos indagaram à criança qual seria o motivo para recusar o apelo de um em detrimento de outro. Com voz que transmitia profunda segurança, ela responde que não podia confiar nos braços de alguém que não fosse o seu próprio pai. Essa história nos ajuda a compreender o tipo de confiança que precisamos ter em Deus, especialmente quando Ele estende os braços e apela ao nosso coração. Seus braços já foram estendidos na cruz, resta-nos corajosamente pular e ser abraçados por Seu cuidado, proteção e graça.

Preciosa promessa

Em Gênesis 15:1, encontramos uma das mais preciosas declarações feitas a Abraão: “Não temas”. Essas palavras foram pronunciadas de forma a transmitir confiança e certeza do cuidado divino. A expressão “não temas” se completa com “Eu sou o teu escudo” e “o teu galardão será sobremodo grande”. Em uma linguagem contemporânea, a expressão aparece como “Eu o protegerei de todo perigo” e “lhe darei uma grande recompensa” (Bíblia de Estudo Nova Tradução na Linguagem de Hoje). Nessa promessa, Abraão é encorajado a firmar seus passos na aliança com Deus. Apesar da queixa do patriarca por sua falta de filhos, Deus Se comprometeu em conceder-lhe um descendente que daria origem a uma nação incontável (Gn 15:1-5). Proteção contra os inimigos e recompensa por sua fé estariam sob o Seu escudo divino. Ou seja, enquanto Deus e a Sua vontade fossem prioridades na vida de Abraão, o patriarca e seus descendentes seriam prioridade para Deus. A promessa de “proteção” e “recompensa” se estende a todos os filhos e filhas de Abraão em todos os tempos. Porém, que “proteção” e “recompensa” são mais importantes do que a da vida eterna? Embora sejamos tentados a olhar ao panorama material e social da promessa, seu significado se estende além do contexto terreno. Como seria bom se o coração humano sonhasse intensamente com as coisas do Céu da maneira como sonha com garantias, projetos e ambições terrestres! A vida humana seria muito mais pacífica, serena e esperançosa. Viveríamos mais radiantes na expectativa pelo que há de vir – o cumprimento da promessa.

A garantia da promessa

As palavras de Gênesis 28:14 são uma repetição do concerto feito antes com Abraão. O local da promessa, onde Jacó passou a noite, é o mesmo onde Deus foi invocado por Abraão no altar que o patriarca construiu para adorar o Deus da aliança. O local adquire um significado ainda mais abrangente, pois passou a se chamar “casa de Deus” ou “Betel”. Temos aqui uma comprovação maravilhosa da graça divina e a garantia do cumprimento da promessa, pois

a) Ele Se identifica como o “Senhor” (Gn 28:13);

b) Apresenta-Se como o “Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque” (v. 13);

c) Relembra a promessa outrora feita a Abraão dizendo que a sua “descendência será como o pó da terra” (v. 14);

d) Explicou o significado da promessa ao afirmar que nele e na sua descendência seriam abençoadas “todas as famílias da Terra” (v.14);

e) E confirmou o Seu escudo (cuidado) ao declarar: “Eis que Eu estou com você e o guardarei por onde quer que você for”; “não o abandonarei até que Eu cumpra aquilo que lhe prometi” (v. 15). Embora com o tempo a promessa pudesse ser esquecida pelos descendentes de Abraão, pois Jacó era o terceiro na linha de sucessão, Deus declarou que Ele jamais Se esqueceria. Embora alguns torçam para que as pessoas se esqueçam das promessas feitas, para se livrarem da responsabilidade, Deus não quer que percamos de vista o que Ele prometeu. É reconfortante observar o prazer que Deus tem em garantir a Sua promessa. Às vezes, as dificuldades e hostilidades da vida nos tentam a obscurecer a fé no escudo e cuidado divinos, mas é em ocasiões como essas que o Onipotente gosta de nos surpreender. Deus não Se esquece, não atrasa e não adormece no cumprimento de Sua promessa de proteção e bênção. Ele está atento às nossas lutas e aflições. Ele deseja nos ajudar a superar todas elas.

O significado da promessa

A revelação feita a Abraão e repetida a Jacó vai além das expectativas terrenas. Deus Se revelou a Jacó para confirmar a bênção prometida, que tem a ver com duas dádivas imprescindíveis e fundamentais para a aliança estabelecida com a humanidade através de Abraão. Observe:

a) “A tua descendência será como o pó da terra; se espalharão” – Essa mesma promessa foi dada a Abraão. Por meio do patriarca e de seus descendentes, Deus faria com que a verdadeira fé alcançasse os confins da Terra. A mensagem não seria levada apenas por pergaminhos, papel e tinta, mas por vidas iluminadas pela graça. O mundo seria iluminado pela glória de Deus (Ap 14:6; 18:1) em todos os tempos pelos filhos da promessa” (Rm 9:8).

b) “todos os povos da terra serão abençoados” – Essa promessa encontra o seu cumprimento na cruz. Jesus disse: “E Eu, quando for levantado da Terra, atrairei todos a Mim” (João 12:32). As palavras de Cristo se cumprem no princípio apresentado por Paulo: “Se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29). A semente de Abraão, sua descendência, floresceu, revelando ao mundo com a maior de todas as bênçãos já prometidas – o Redentor divino/humano. Isaque era apenas a micropromessa de algo infinitamente maior.

Conclusão

Através de Cristo, todas as promessas se materializam. A liberdade da escravidão egípcia e a conquista da Canaã terrena, por exemplo, se tornam imensuravelmente triviais diante da liberdade do pecado e da garantia da Canaã celestial. Percebe agora por que Deus jamais Se esquece da promessa e, incansavelmente, insiste em nos lembrar? Ele deseja que nós nunca nos esqueçamos de que se nada nesta vida der certo, mas formos para o Céu, então, tudo deu certo.

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: Gilberto Theiss é pastor, casado com Patrícia Vilela. Tem atuado por 9 anos como pastor distrital. Atualmente pastoreia o distrito Central de Fortaleza-CE. É graduado em Teologia e Filosofia. Pós-Graduado (especialista) em Ensino de Filosofia, Ciências da Religião, História e Antropologia, e Revisão Prática de Texto. Mestrando em Interpretação Bíblica e Pós-Graduando em História e Arqueologia do Oriente Próximo. Nas horas vagas, aprecia levar conteúdo bíblico para as redes sociais com o Instagram @gilbertotheiss, o blog www.feoufideismo.com e o canal www.youtube.com/feoufideismo.