Lição 12
13 a 19 de junho
Testemunhando de Cristo | 2º Trimestre 2026
Sábado à tarde
Ano Bíblico: RPSP: NE 10
Verso para memorizar: “O Senhor Soberano Me deu Suas palavras de sabedoria, para que Eu saiba consolar os cansados. Todas as manhãs Ele Me acorda e abre Meu entendimento para ouvi-Lo” (Is 50:4, NVT).
Leituras da semana: t 28:18-20; 2Pe 3:18; 1Pe 3:8-15; Os 7:1-16; Zc 10:1-12

Aquela foi uma manhã de sábado movimentada para o pastor. Acordou cedo, revisou a Lição da Escola Sabatina e o sermão. Em seguida, pegou as chaves, saiu às pressas e acelerou.

No trajeto, irritou-se com o trânsito. Afinal, tantas pessoas nas ruas em um sábado de manhã poderia atrasá-lo para a igreja. “Para onde toda essa gente vai?”, pensou. De repente, um carro entrou à sua frente. Ele freou bruscamente, ergueu o punho e gritou com o motorista.

Por fim, o pastor chegou à igreja. Quando se levantou para conduzir o estudo da lição e percorreu a classe com os olhos, parou num rosto conhecido: era o motorista com quem ele havia se irritado 20 minutos antes.

Mais tarde, aquele motorista foi apresentado: ele não era membro da igreja e estava visitando familiares. O pastor lembrou, mais uma vez, que cada interação – com conhecidos ou estranhos – precisa ser permeada pelo amor que vem de um relacionamento íntimo com Deus. Nunca sabemos como nossas atitudes, como cristãos, podem impactar outras pessoas.

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Domingo, 14 de junho
Ano Bíblico: RPSP: NE 11
Transbordando do coração

1. Leia a Grande Comissão de Mateus 28:18-20. Anote todas as vezes em que Jesus usou as palavras “toda”, “todas” e “todos” (no original grego, é o mesmo termo, pas).

Jesus nos deu uma ordem para compartilhar Sua mensagem com o mundo: “Portanto, vão e façam discípulos” (Mt 28:19). A missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia é fazer discípulos que, por sua vez, façam outros discípulos. Assim, todos proclamam o evangelho eterno e as três mensagens angélicas (Ap 14:6-12), preparando o mundo para a breve volta de Jesus.

Todo aquele que recebeu uma nova vida em Cristo é chamado a testemunhar. Muitos pensam no testemunho como algo que “não conseguem” ou “não querem” fazer. Você se imagina pregando em uma esquina ou apre-sentando uma série de estudos bíblicos complexos e, então, desanima: “Eu? De jeito nenhum! Sou introvertido; testemunhar não é para mim.”

Porém, o verdadeiro testemunho é frequentemente contar o que Deus está fazendo em sua vida: perceber o que Ele está lhe ensinando enquanto você cresce Nele e, então, compartilhar essa experiência com os outros. Deus é bom, e o que Ele fez por nós é a melhor notícia que este mundo pode ouvir. Não podemos – e não devemos – ficar em silêncio! Ele o redimiu e o chamou pelo nome – você pertence a Ele. Haveria notícia melhor para qual-quer pessoa, em qualquer lugar?

Embora os discípulos da igreja apostólica não tivessem sido educados nas escolas rabínicas, temos muito a aprender com eles.

2. Leia Atos 1:8; 4:13. Como era o testemunho na igreja apostólica? Que impacto Pedro e João causaram em quem os ouviu?

Pedro e João afirmaram: “Nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4:20). A verdade é que eles “haviam estado com Jesus” (At 4:13) e se sentiram impelidos a compartilhar essa mensagem. O Espírito Santo lhes deu ousadia e poder convincente nas palavras.

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Peça a Deus coragem para que, sempre que Ele o conduzir, você testemunhe com confiança; peça sabedoria para saber quando e como falar. Leia 1 João 4:7-11 e peça esse amor.
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Segunda-feira, 15 de junho
Ano Bíblico: RPSP: NE 12
Sem imposição, mas com poder

Você já se perguntou como Jesus mantinha disposição para trabalhar, curar, consolar, pregar e ensinar tanta gente, dia após dia? Lemos que, “ao ver as multidões, Jesus Se compadeceu delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9:36). O amor e a compaixão de Jesus pela humanidade impulsionavam Seu ministério. Igualmente, o amor de Deus em nós deve nos constranger a sentir o peso de conduzir pessoas a Ele (2Co 5:14).

Você já olhou para rostos anônimos em meio à multidão, pensando na vida eterna dessas pessoas e se perguntando se elas conhecem Jesus? Ao perceber as necessidades de um desconhecido, você já sentiu aquilo que só pode ser o amor de Deus em você? Esse amor nos leva a sentir a responsabilidade de guiar vidas até Ele. Jeremias expressou isso ao dizer: “Mas, se eu digo: ‘Não O mencionarei nem mais falarei em Seu nome’, é como se um fogo ardesse no meu coração, retido nos meus ossos. Estou exausto tentando contê-lo; não posso mais!” (Jr 20:9, NVI).

Entretanto, ao compartilhar nossa fé com outros, jamais devemos tentar forçar alguém a aceitar a Deus ou a verdade bíblica. A imposição é contrária ao caráter divino. Deus não obrigou Adão e Eva a ficarem longe da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:16, 17). Não forçou pessoas a entrarem na arca para serem salvas do dilúvio (Gn 7:1). Não obrigou Israel a ser fiel à aliança (Dt 4:29-31). Em vez disso, Jesus atendia às necessidades das pessoas (Mt 4:23-25) e depois convidava: “Siga-Me.” Jesus nunca forçou ninguém a segui-Lo ou a aceitar Sua verdade – e, ainda assim, nunca desiste de nós (Mt 23:37).

Em nosso testemunho, devemos imitar o exemplo de Jesus. Ellen White afirma: “Não faz parte da missão de Cristo obrigar as pessoas a recebê-Lo. Satanás e pessoas movidas por seu espírito é que buscam forçar a consciência. [...] Não há maior evidência de que possuímos o espírito [ou seja, o cará-ter] de Satanás do que a disposição de causar dano aos que não valorizam nossa obra ou agem contrariamente às nossas ideias” (O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 391).

Devemos permitir que Deus nos faça instrumentos de Sua obra. O mundo pode rejeitar a verdade, mas isso não deve nos impedir de compartilhá-la com sabedoria e amor. Às vezes, o testemunho pessoal terá maior peso, especialmente nos primeiros contatos (Ap 12:11).

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Leia 2 Pedro 3:18. De que maneira você tem crescido na graça e no conhecimento de Cristo?
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Terça-feira, 16 de junho
Ano Bíblico: RPSP: NE 13
Como falar de Jesus

A pergunta para cada um de nós é: Com quem você tem falado sobre Jesus? O entregador, a atendente da loja, alguém que você encontra diariamente nas caminhadas? Deus chama cada crente a cooperar com Ele nessa obra e promete dar-lhe “palavras de sabedoria, para que [você] saiba consolar os cansados” (Is 50:4, NVT). Também é dever do cristão estar sempre preparado para apresentar as razões da fé e da esperança que há em nós (1Pe 3:15).

3. Leia 1 Pedro 3:8-15. O que a Palavra de Deus nos ensina nesses versículos?

Considere algumas sugestões simples para ser mais intencional ao falar de Jesus com outros:

1. Conheça a pessoa e construa uma amizade com o tempo. Sua cordialidade, bondade e interesse genuíno (ser amável) ajudam a aproximá-la de Deus (muitos chamam isso de “evangelismo da amizade”).

2. Ore para que o Espírito Santo atue no coração dessa pessoa. Peça oportunidades de interagir.

3. Busque formas naturais de falar das suas experiências de fé ou ofereça uma oração por ela. Peça a Deus confiança – mas também gentileza – na abordagem.

4. Procure conectar seu novo amigo a outras pessoas da igreja, para que experimente o acolhimento da comunidade. Um encontro social ou um pequeno grupo é um excelente próximo passo.

5. Ore pelas necessidades e pelos questionamentos específicos do seu amigo e mostre, quando houver oportunidade, como a Bíblia oferece conforto, conselho e direção. Talvez você comece compartilhando uma promessa bíblica ou respondendo a uma única pergunta – isso pode abrir portas para diálogos mais profundos. Ore por essas oportunidades também.

6. Chegará o momento de perguntar se ele deseja dar o próximo passo (estudo bíblico e, no tempo certo, o batismo). Não apresse esse processo, mas também não demore demais. Ore pedindo orientação.

7. Suas ações devem revelar a quem você pertence. A maneira como tratamos as pessoas fala muito. À medida que nosso caráter é moldado segundo o caráter de Cristo (santificação), viveremos de modo a atrair pessoas até Ele.

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Quarta-feira, 17 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 1
Um filho que se afastou

Muitos conhecem de perto a dor de ver um filho que, apesar de ter sido criado em um lar cristão, escolheu se afastar do relacionamento com o Senhor.

4. Efraim, como parte da nação eleita, desviou-se do Senhor. O que Oseias 4:17 e 7:1-16 dizem sobre os pecados de Israel?

Lemos que, em sentido figurado, Raquel, avó de Efraim, chorava porque ele havia rompido o relacionamento com Deus (Jr 31:15). O Senhor respondeu à profunda tristeza de Raquel com as seguintes palavras: “‘Reprima a sua voz de choro e enxugue as lágrimas de seus olhos, porque o seu trabalho será recompensado’, diz o Senhor; ‘pois os seus filhos voltarão da terra do inimigo. Há esperança para o seu futuro’, diz o Senhor, ‘porque os seus filhos voltarão para a sua própria terra’” (Jr 31:16, 17).

5. Em vez de chorar pelo filho que havia se afastado, Raquel foi chamada a ter esperança. Que outras verdades Jeremias nos apresenta? Jr 31:18, 19

Essas passagens ensinam que sempre há esperança (como houve para Efraim). Afinal, Deus não desiste de nós. Embora repetidas vezes Ele repreenda Seu povo quando este se afasta, a compaixão divina não falha (veja Jr 31:20).

Podemos sentir dor, frustração e desânimo, ou até falar negativamente de quem amamos e se afastou de Deus. Ainda assim, nessa passagem, o Senhor nos lembra de que Ele nunca Se esquece de quem se desviou – de modo algum! Os pensamentos divinos a respeito dessa pessoa não são passageiros, mas cheios de afeição, desejando sinceramente o bem dela. Na verdade, Deus diz que Seu coração anseia por aqueles que se desviaram. O Senhor deseja que voltem a Ele, e Sua misericórdia é grande.

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Jeremias apresenta a resposta de Deus à dor de Raquel pelo desvio de Efraim. Como isso afeta o que você sente por aqueles que se afastaram do Senhor? Em que isso desafia ou encoraja você?
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Quinta-feira, 18 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 2
Eu os farei voltar

Todos nós já passamos por momentos de fraqueza ou oscilação na caminhada com Deus: vales em que o coração foi infiel ou ficamos mornos por tempo demais. O que o trouxe de volta a um relacionamento vivo com Ele?

6. Zacarias 10:1-12 apresenta mensagens preciosas sobre como Deus traz Seu povo de volta para Si. Leia esse capítulo com bastante atenção e anote as mensagens centrais.

Na prática, relacionar-se com um ente querido que se afastou do Senhor pode ser desafiador. Talvez você se pergunte o que poderia ter sido diferente ou como deverá reagir agora que a visão de mundo dele mudou. Também pode sentir frustração e impotência diante de decisões equivocadas que ainda são tomadas. Esses pensamentos influenciam a maneira como você lida com quem ama. Por isso, é essencial que suas atitudes e palavras sejam fruto do tempo que você passa com o Salvador.

O testemunho de sua vida, suas ações, palavras e orações por seu cônjuge ou filho que se afastou pode transformar profundamente o futuro deles (leia em Lc 22:31, 32; Jo 21:15-17 como as orações de Jesus por Pedro mudaram a vida dele). Entregue ao Senhor toda tristeza, julgamento ou condenação que você sente e peça que Ele substitua esses sentimentos por amor – o amor que só Ele pode dar. Peça que o Senhor revista você com Seu caráter, para que você desenvolva uma atitude amorosa e altruísta. Lembre-se: “Nenhuma influência que possa rodear a alma tem mais poder do que a de uma vida abnegada. O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 300).

Por meio do exemplo de uma vida coerente que aponta para Cristo, aqueles que O rejeitaram enxergarão em nós algo que só pode vir de Deus: a paz que excede todo entendimento, o amor que não desiste e a esperança que crê contra toda a probabilidade. O amor de Deus por nós e pelos nossos amados não vacila. Podemos oferecer aos outros esse amor que recebemos todos os dias.

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O que Efésios 3:17-19 nos incentiva a fazer?
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Sexta-feira, 19 de junho
Ano Bíblico: RPSP: ET 3
Estudo adicional

“Qualquer que seja a fé, ninguém tem verdadeiro amor a Deus se não manifestar amor desinteressado pelo seu irmão. Mas nunca poderemos possuir esse espírito apenas tentando amar os outros. O que é necessário é o amor de Cristo no coração. Quando o eu está imerso em Cristo, o amor brota espontaneamente” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 226, grifo no original). 

“Aqueles que se estão mais ativamente empenhados em fazer, com empenhada fidelidade, sua obra de ganhar pessoas para Jesus Cristo são os mais desenvolvidos em espiritualidade e devoção” (Ellen G. White, Evangelismo [CPB, 2023], p. 248).

“A melhor maneira de se obter força para resistir ao mal é por meio de trabalho árduo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 67).

“Com o propósito de participar da alegria Dele – a alegria de ver pessoas redimidas por Seu sacrifício –, devemos colaborar em Sua obra para redenção delas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 104).

“Os que rejeitam o privilégio da associação com Cristo no serviço cristão rejeitam o único ensino que lhes dá habilitação para participar com Ele de Sua glória” (Ellen G. White, Educação [CPB, 2021], p. 188).

Perguntas para consideração

1. Por que o amor é fundamental e indispensável para qualquer testemunho eficaz?

2. Quando você percebeu, na prática, que levar pessoas a Cristo está ligado a uma caminhada pessoal e real com Deus?

3. É necessário algum conhecimento básico para falar de Deus para outras pessoas? Em caso afirmativo, qual seria?

4. Ao ministrar um estudo bíblico, por onde você começa? Seu foco inicial é provar doutrinas específicas ou convidar a pessoa a conhecer Jesus?

5. Cante ou ouça o hino “Remido” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, no 156) e reflita de que maneiras você tem proclamado essa mensagem.

Respostas às perguntas da semana: 1. “Toda a autoridade”; “todas as nações”; “todas as coisas”; “todos os dias”. 2. Testemunho impulsionado pelo Espírito, coragem e clareza. Pessoas simples, mas que estiveram com Jesus, causavam admiração até nas autoridades. 3. Como devemos viver no mundo: unidade, compaixão e humildade; não retribuir o mal, mas abençoar; buscar paz; controlar a língua e estar preparado para defender nossa fé. 4. Efraim apegou-se à idolatria, fraude e infidelidade; misturou-se às nações, confiou em alianças humanas, endureceu-se, ignorou os sinais de decadência e não se voltou para Deus. 5. O capítulo mostra confissão, coração quebrantado e retorno genuíno: Efraim reconheceu o desvio, foi corrigido e voltou-se para o Senhor. 6. Deus abençoaria Seu povo: convidou-o a pedir chuva, prometeu fortalecer e salvar, reunir os dispersos e fazer com que andassem em Seu nome, com vigor renovado.

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Resumo da Lição 12
Testemunhando de Cristo | 2º Trimestre 2026

TEXTO-CHAVE: Is 50:4

FOCO DO ESTUDO: Mt 28:16-20; 1Pe 3:8-15, 21, 22

ESBOÇO

Introdução: Encerramos a semana passada com a visão de Jó acerca do Redentor, que “por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25). Nesta semana, aprenderemos como compartilhar essa extraordinária visão. Com esse intuito, focalizaremos duas passagens bíblicas importantes.

A primeira passagem está em Mateus 28:16 a 20, em que Jesus encarrega Seus discípulos, e a nós, da Grande Comissão. Essa passagem, que registra as últimas palavras de Jesus, assinala o clímax de todo o evangelho. Trata-se de um texto importante que nos confronta com a responsabilidade de compartilhar com todas as nações a esperança em Jesus Cristo. Essa missão, fundamentada na autoridade divina de Jesus, possui alcance universal e assegura a presença de Deus ao nosso lado até o fim dos tempos (Mt 28:20).

A segunda passagem está em 1 Pedro 3:8 a 18, 21 e 22. Nela, o apóstolo nos aconselha a trabalhar na formação do nosso caráter. Ele também nos adverte a agir em nossas comunidades e a aprender a amar uns aos outros, preparando-nos espiritualmente para compartilhar as boas-novas do evangelho com o mundo. Esse trabalho tem o propósito de promover a unidade da igreja e de encorajar a resiliência de seus membros em tempos de perseguição. Ele também nos confronta com nossa responsabilidade para com Jesus Cristo, que morreu por nós e nos salva por meio de Sua ressurreição e de Sua intercessão no santuário celestial (Hb 7:25).

COMENTÁRIO

A Grande Comissão (Mt 28:16-18). A ressurreição de Jesus (Mt 28:1-7) constitui o pano de fundo imediato para a Grande Comissão. Nesse contexto, três acontecimentos são relatados. O primeiro é a adoração a Jesus pelas mulheres (Mt 28:9) e, em seguida, pelos 11 discípulos (Mt 28:16, 17). O segundo é a visita dos soldados romanos, que guardaram o túmulo de Cristo, aos principais sacerdotes (Mt 28:11-15). O terceiro é a presença de Jesus no decorrer dos dois incidentes anteriores. Esses três acontecimentos preparam e justificam a Grande Comissão. A adoração a Jesus antecipa a referência Dele à Sua autoridade divina “no Céu e na Terra” (Mt 28:18). O relato enganoso dos guardas do túmulo aos principais sacerdotes prepara a transição da aliança exclusiva, em que Israel é o único beneficiário, para a aliança universal com “todas as nações” (Mt 28:19). Já a presença real de Jesus, tanto com as mulheres quanto com os discípulos, prepara Sua igreja para o cumprimento da promessa de estar com ela “até o fim” (Mt 28:20).

A autoridade de Jesus. Assim que os 11 discípulos veem Cristo ressuscitado, eles O adoram. Eles compreendem que Ele triunfou sobre a morte (ver Ap 1:18) e que Ele é Deus. De fato, a frase “Jesus, aproximando- Se, lhes falou, dizendo” (Mt 28:18), que introduz as palavras de Jesus, é uma réplica da expressão-chave que regularmente introduz a palavra de Deus no livro do Êxodo (Êx 6:10; comparar com Êx 6:29; 7:8, etc.). As palavras de Jesus confirmam o entendimento dos discípulos a respeito de Sua identidade e de Sua autoridade divina “no Céu e na Terra” (Mt 28:18). O domínio, ou alcance, dessa autoridade abrange toda a criação, concedendo- Lhe a soberania universal de Criador (Gn 1:1). A palavra “todo” se repete três vezes (Mt 28:18-20), assim como ocorre na conclusão da narrativa da criação (Gn 2:1-3). Essa palavra, aplicada à autoridade de Jesus, aparece duas vezes em Sua Comissão (Mt 28:19, 20). É justamente por causa de toda a Sua autoridade divina que Jesus está plenamente autorizado a encarregar Seus discípulos da missão de alcançar todas as nações e de ensinar todas as coisas que Ele ordenou.

A aliança universal. À luz dessa reflexão, também é importante lembrar que conduzimos discípulos a Jesus, e não a nós mesmos. Ou seja, nós, como pastores, mestres, evangelistas ou mesmo como uma igreja específica, não devemos formar um grupo de seguidores pessoais ou um círculo exclusivo. Pelo contrário, devemos batizar discípulos para Cristo, que está acima de todas as nações e que virá para reunir os Seus no futuro.

O batismo assinala a transição para uma nova vida. Esse ritual lembra o próprio ato da criação divina a partir do caos das águas primordiais, apontando assim para a obra criadora do Senhor nos primeiros capítulos de Gênesis. Ao mesmo tempo, o batismo é um ritual que aponta para a futura criação de um novo céu e de uma nova Terra após a vinda do Filho do Homem. O batismo não é apenas um sinal da presença de Deus e um símbolo de regeneração espiritual; ele é também um sinal escatológico de que a presença de Jesus está garantida “até o fim dos tempos” (Mt 28:20). Antes de vir como o Filho do Homem nas nuvens do céu, Jesus é Emanuel, “Deus conosco”. Assim, a Grande Comissão se encerra com a esperança da presença de Jesus aqui e agora (comparar com Mt 1:23).

Preparação para compartilhar as boas-novas (1Pe 3:8-15, 21, 22). Pedro introduz 1 Pedro 3:8 a 15, 21 e 22 com a palavra “finalmente” (telos), indicando, assim, a conclusão da seção anterior que trata do testemunho da igreja para o mundo (1Pe 2:11–3:7). A passagem em questão é, portanto, particularmente relevante para a missão da igreja. Enquanto o texto da Grande Comissão enfatiza por que devemos alcançar as nações, a carta de Pedro mostra como devemos nos preparar para cumprir essa missão. Em primeiro lugar, ele trata do problema dos relacionamentos dentro da comunidade de crentes (1Pe 3:8, 9). Em seguida, aborda o desafio dos relacionamentos com os descrentes, que não compartilham conosco os mesmos objetivos espirituais e valores de vida (1Pe 3:13-17). Para encorajar seus irmãos e irmãs a suportar o sofrimento ao praticar o bem, Pedro aponta para o exemplo de Jesus (1Pe 3:18).

Apelo à unidade e ao amor. Pedro inicia com o aspecto mais importante, e provavelmente o mais desafiador, da nossa preparação para compartilhar o evangelho. Ele convida “todos” (1Pe 3:8) – isto é, todos os membros da igreja – a trabalhar na forma como nos relacionamos uns com os outros. Para tal, Pedro enfatiza a necessidade de unidade e amor. Ele tem em mente as disputas que dividem grupos dentro da igreja. Para Pedro, a solução para esse problema é o amor fraternal, que ele não define como mera emoção sentimental. Em sua descrição do que significa estar unido em um espírito de amor, ele utiliza cinco adjetivos:

Em primeiro lugar, devemos ter “o mesmo modo de pensar” (1Pe 3:8); uma expressão que se refere à necessidade de estarmos em harmonia uns com os outros.

Em segundo lugar, os crentes também devem ser compassivos uns com os outros. Isso significa que precisamos ser sensíveis às necessidades e preocupações dos irmãos.

Em terceiro lugar, a expressão “fraternalmente amigos” (1Pe 3:8) implica a bondade que existe entre irmãos da mesma família. Com base em nossa ligação comum com Cristo, fazemos parte da família de Deus. Como tal, somos chamados a amar uns aos outros.

Em quarto lugar, os membros da igreja devem ser “misericordiosos”, isto é, estar dispostos a perdoar uns aos outros, assim como Cristo os perdoou.

Por fim, mas não menos importante, eles devem ser “humildes”, o quinto e último critério da lista de Pedro. Humildade consiste em respeito. Ser respeitoso envolve a disposição de considerar o irmão como superior a si mesmo.

O trecho seguinte desenvolve a aplicação prática dessas qualidades. Concretamente, esse ideal de amor significa que não devemos retribuir o mal com o mal ao irmão ou à irmã que nos ofendeu (1Pe 3:9). Pelo contrário, devemos abençoá-los em resposta, como Jesus nos exorta a fazer (Lc 6:29).

Para fundamentar seu argumento, Pedro cita o Salmo 34, que destaca o potencial destrutivo da língua quando fofocamos ou insultamos alguém (Sl 34:13). Pedro contrasta esse perigo com a bênção que acompanha aqueles que buscam a paz (1Pe 3:11, 12). O shalom, ou paz, que une os membros da igreja traz consigo a bênção de Deus, para que o mundo saiba que Ele enviou Jesus e nos amou assim como amou o Filho (Jo 17:22, 23).

Sofrendo perseguição. Dando continuidade à mesma linha de pensamento, Pedro considera o caso daquele que sofre perseguição por sua fé nas mãos do ímpio descrente (1Pe 3:13, 14). Mesmo assim, argumenta Pedro, se você é inocente e sofre injustamente, não deve retribuir o mal com o mal por duas razões. Primeiro, porque o sofrimento do justo é uma bênção. Deus está ao seu lado. Segundo, porque a aflição oferece uma grande oportunidade de testemunhar e defender a fé (1Pe 3:15). Pedro raciocina que é melhor sofrer por fazer o bem do que sofrer por fazer o mal (1Pe 3:17). O princípio ético que sustenta essas recomendações é que é melhor sofrer como vítima do que causar sofrimento como opressor. Para fundamentar seu argumento sobre o valor positivo do sofrimento, Pedro aponta para Cristo, o Justo, que sofreu pelos injustos e, por meio de Seu sofrimento, trouxe salvação a eles (1Pe 3:18). Como resultado, Cristo é exaltado e agora está à direita de Deus.

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Atividade 1: “Ide!” (Mt 28:19).

1. O que a palavra “Ide” sugere a você?

2. Compare a ordem de Jesus “Ide!” com a ordem de Deus a Abraão para “sair”. Faça uma lista de semelhanças e diferenças. Por exemplo: Abraão vai para um lugar que não conhece, enquanto você vai a pessoas que não conhece, etc.

3. Como a sua lista de comparações aprofunda a sua compreensão e valorização da Grande Comissão?

Atividade 2: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês” (Mt 28:20).

1. Liste as “coisas” que Jesus ordenou que você fizesse. Por exemplo: amar, demonstrar graça, lembrar-se de Suas verdades. Que outras “coisas” você pode acrescentar a essa lista?

2. Pense em maneiras de colocar esses mandamentos em prática nesta semana.

Atividade 3: “Eis que estou com vocês” (Mt 28:20). (Observe que esta atividade pode ser feita em grupo ou alguém pode ser escolhido para cantar o hino como um solo.)

1. Cante o hino “Nunca me deixar”, no 200 do Hinário Adventista.

2. Como esse hino faz você se sentir?

3. Que conforto e esperança ele lhe transmite?

Atividade 4: Leia 1 Pedro 3:15 e responda às perguntas abaixo.

1. Por que você crê em Deus?

2. Por que você é um adventista do sétimo dia?

3. Por que você não acredita na imortalidade da alma?

4. Prepare argumentos para defender sua fé nas áreas em que o seu conhecimento ainda é fraco. (Este último exercício também pode ser designado como um projeto a ser realizado fora da classe.)

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A porta marrom

Tanzânia | Josiah Tayali 

A história missionária desta semana é sobre como as primeiras pessoas se uniram à Igreja Adventista do Sétimo Dia na ilha de Zanzibar, que faz parte da Tanzânia e está localizada na costa leste da África. Essa história aconteceu em 1987.

Era uma manhã de sábado, um dia normal na ilha africana de Zanzibar.

Josiah, o primeiro médico da única clínica adventista do sétimo dia na ilha, estava se preparando para ir à igreja quando ouviu uma batida na porta da clínica.

Ele ficou surpreso. Ninguém nunca havia batido à porta desde que ele tinha se mudado para a clínica, muitos meses antes. Durante seu tempo na ilha, ele havia aprendido que era muito incomum as pessoas baterem à porta. Se os ilhéus quises­sem atenção de alguém dentro de casa, eles gritavam: "Olá, Olá!". As pessoas só batiam de porta em porta no continente da Tanzânia, onde ele nascera.

Josiah caminhou até a porta e a abriu. A porta era grande e marrom, a única do tipo na vizinhança. Do lado de fora, ele viu sete estranhos - três homens, uma mulher, um adolescente e duas crianças.

"O que vocês gosta riam?", perguntou ele.

Um homem respondeu: "Doutor, sabemos que esta é uma clínica e estamos aqui para conversar com você".

"Oque vocês gostariam de conversar?", perguntou Josiah.

"Apenas nos escute", disse o homem. "Queremos conversar com o senhor."

O médico os convidou para entrar. O homem se apresentou como Moses, e a outra como sua esposa, filhos eu ma migo chamado Ezekiel. 

Então, ele contou uma história incomum.

Ele disse que havia tido um sonho no qual lhe disseram para ir a tal bairro.

"Lá, você verá uma grande porta marrom", disse a voz. "Bata à porta. As pessoas que a abrirem são cristãs do continente que trouxeram Jesus para esta ilha. Elas lhe dirão o que fazer." 

Moses achou o sonho surpreendente, mas, quando acordou, decidiu ignorá-lo. Então, ele teve o mesmo sonho novamente. Ele o ignorou nova mente.

Quando teve o sonho pela terceira noite, ele reuniu a família pela manhã e os levou à clínica. Era sábado de manhã cedo.

"Existe apenas uma grande porta marrom nessa vizinhança", ele disse a Josiah. "Eu a reconheço do sonho. Mas quando chegamos esta manhã, a porta estava fechada. Me disseram no sonho que eu batesse,então eu bati.

Josiah sorriu.

Moses continuou. 'Talvez seja você que eu esteja procurando nos meus sonhos", disse ele. "Você é cristão?".

Josiah concordou.

"Hoje é dia de culto. Estou indo para o meu local de adoração agora",disse Josiah.

"Você gostaria de ir junto?"

Moses concordou.

O grupo caminhou até a estrada e pegou um ônibus para uma grupo em uma casa. Depois, eles almoçaram lá e pegaram um ônibus de volta para a clínica. 

Depois daquele dia, Moses e sua família começaram a frequentar o grupo em uma casa todos os sábados. Josiah foi à casa deles e estudou a Bíblia com eles. Acontece que Moses era um cristão que havia se mudado do continente para Zanzibar sete anos antes. Ele havia conhecido recentemente um colportor na ilha, e ele e seu amigo, Ezekiel, haviam estado discutindo sobre a Bíblia com ele.

Foi quando ele teve o sonho sobre a grande porta marrom.

Chegou o dia em que Josiah contatou um pastor no continente e o informou que conhecia duas pessoas- Moses e Ezekiel -que estavam preparados para o batismo.

O pastor ficou surpreso. Ninguém havia sido batizado em Zanzibar por muitos anos.

Pouco tempo depois, o pastor batizou Moses e Ezekiel nas águas do Oceano índico. Josiah se alegrou ao ver os dois homens entregarem suas vidas a Jesus.

Ele não havia feito nada além de abrir a grande porta marrom. Deus havia feito o resto.

A grande porta marrom que Josiah abriu no Dispensário Adventista do Sétimo Dia de Zanzibar foi substituída por outra porta com o passar dos anos desde que esta história ocorreu. Mas hoje, mais do que uma porta precisa ser substituída nos dois prédios que compõem a clínica. Você pode fazer parte dessa história doando a Oferta do Décimo Terceiro Sábado deste trimestre, também conhecida como Oferta Trimestral de Projetos Missionários. Os fundos da oferta permitirão que os dois prédios do Dispensário Adventista do Sétimo Dia de Zanzibar sejam demoli­dos e substituídos por dois prédios modernos. Obrigado por doar generosamente para este projeto.

Por Andrew McChesney

 

Dicas para a história

  • Mostre o continente africano e o país da Tanzânia no mapa. Em seguida, mostre a ilha de Zanzibar, a localização do Dispensário Adventista do Sétimo Dia de Zanzibar, que receberá parte da oferta deste trimestre. 
  • Assista a um pequeno vídeo no YouTube do Dr. Josiah Tayali em: bit.ly/Josiah3-ECD.
  • Assista a uma breve mensagem de agradecimento do Dr. Stephano Deus Mojo, diretor do Dispensário Adventista do Sétimo Dia de Zanzibar, no YouTube: bit.ly/Stephano-ECD.
  • Saiba que esta história missionária está baseada em entrevistas com o Dr. Josiah e Ezekiel na clínica. Moses se mudou de volta para o continente. Leia mais sobre a clínica em um artigo escrito pelo Dr.Josiah na Enciclopédia dos Adventistas do Sétimo Dia on-line: bit.ly/Zanzibar-Dispensary.
  • Baixe as fotos desta história no Facebook: bit.ly/fb-mq.

Olá, lamentamos não ter esse conteúdo disponível no momento. Em breve um novo recurso de estudos para você.