O mar é tão bonito, não é mesmo? Quando tenho chance, gosto de ir à praia. No entanto, o livro do Apocalipse diz que não haverá mar na nova Terra. Por quê?
Na Bíblia, o mar é um símbolo que representa a esfera dominada pelos inimigos de Deus. Na cosmovisão do Antigo Oriente Próximo, o mar representava o caos, um lugar de monstros de poder extraordinário, além do domínio humano. É por isso que os inimigos de Deus e de Seus seguidores são retratados na Bíblia como bestas que surgem do mar para aterrorizar e destruir Seu povo.
Daniel 7 descreve que, de uma tempestade no mar, surgem várias bestas inimigas de Deus e de Seu povo: um leão com asas de águia, um urso que se levanta sobre um dos seus lados, um leopardo com quatro cabeças e um animal terrível e espantoso. Como você sabe, essas bestas representam impérios terríveis que perseguiram o povo de Deus: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Apocalipse 13:7 também descreve um dragão que perseguirá o povo de Deus no tempo do fim. Essa besta também sai do mar.
Esses monstros que surgem do mar e representam os inimigos de Deus também são conhecidos na Bíblia como as bestas mitológicas Leviatã e Raabe. O faraó do Egito é, assim, identificado como Leviatã em Salmo 74:14, como Raabe em Isaías 51:9, e como um “crocodilo” em Ezequiel 29:3. Babilônia, por sua vez, é comparada a um monstro devorador em Jeremias 51:34.
Quando Deus diz que na nova Terra o mar não mais existirá, isso simboliza a completa derrota e extinção dos inimigos de Seu povo. O mar era considerado um símbolo de morte, sofrimento e dor. Para o apóstolo João, que estava exilado em Patmos enquanto escrevia o Apocalipse, o mar também representava separação, distância e saudade. Por isso, no mesmo capítulo 21, ele escreve: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21:4).
Viva este dia com a bendita esperança de que Cristo voltará em breve e dará fim a todo sofrimento.